Presidente do Bota vê veto a bebidas no estádio como agravante à violência

27/10/2015 20:51

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Súmula de Flamengo x Ponte Preta (Foto: Reprodução)
Súmula de Flamengo x Ponte Preta (Foto: Reprodução)

Representantes dos quatro grandes cariocas se reuniram nesta quinta-feira com o presidente da Federação Futebol do Rio (Ferj), Rubens Lopes, para definirem os pontos do documento a ser enviado para o Tribunal e Justiça do Estado (TJ-RJ) com sugestões para reduzir a violência das torcidas organizadas. Um dos questionamentos, levantado pelo presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção, foi com relação à eficácia da proibição da comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios. Para o dirigente botafoguense, esse veto tem contribuído para o crescimento das ocorrências de violência fora do estádio.

- Na Inglaterra, pode beber e isso não aumentou a violência nos estádios. Temos um estudo que mostra que a maioria das pessoas deixa para entrar no estádio perto do apito inicial e ainda há quem entre durante o jogo, para ficar bebendo no lado de fora, porque sabe que lá dentro não vai ter. E o que isso causa? Tumulto e problemas no acesso ao estádio, que só privilegiam o bandido - afirmou o presidente alvinegro, pedindo que o assunto seja discutido em esferas superiores:

- Não estou fazendo apoligia à bebida, só não entendo o motivo de proibir dentro do estádio. Acho que é uma hipocrisia liberar durante a Copa do Mundo e depois voltar a proibir.

Os pontos do documento, que ainda não foi impresso, só serão divulgados na semana que vem, após o recebimento por parte da presidência do TJ. Mas o presidente da Ferj revelou que está sendo desenvolvido um projeto para implantar identificação biométrica no Engenhão.

- Colocamos no documento medidas preventivas, educativas e punitivas. O Engenhão é o estádio que tem toda a tecnologia para implementar identificação. Que bom que agora o TJ está participando dessa discussão, porque talvez agilize algumas coisas, já que esse projeto depende da integração com o poder público, além das polícias Civil e Militar - revelou Rubens Lopes.

Além de Mauricio e Rubens Lopes, a reunião contou com a presença da presidente do Flamengo, Patricia Amorim, Cadu Moura, diretor de arenas do Fluminense, e Aníbal Rouxinol, diretor jurídico do Vasco.

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