Macaca se espelha no Santos para se classificar

Passes rápidos, futebol envolvente e jovens revelações como as principais estrelas do time. Se você pensou que as características acima se referiam ao time do Santos, se enganou. Os adjetivos utilizados na introdução deste texto são exatamente do adversário do Peixe no jogo deste sábado, a Ponte Preta.

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A Macaca, equipe do interior com melhor campanha no estadual e que está invicta contra os grandes no Paulistão, não tem a mesma badalação dos Meninos da Vila, muito menos uma folha salarial milionária como a santista. Porém, nas devidas proporções, os dois alvinegros apresentam diversas semelhanças.

Assim como o Santos, o time campineiro mescla a experiência de seus defensores com a juventude dos seus homens de frente.
Taticamente, ambos também são parecidos. Gilson Kleina, treinador da Ponte, à exemplo do que faz Muricy Ramalho, opta pelo esquema 4-4-2, sempre ofensivo, mesmo nos jogos fora de casa.

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O técnico da Macaca admite se inspirar no estilo de jogo do adversário deste sábado, mas ressalta que o Peixe conta com mais atletas que podem decidir uma partida.

– Vejo características parecidas, porém o Santos tem jogadores de qualidade individual muito forte. Assim como eles, a Ponte gosta de jogar em velocidade, com dinamismo e apresentamos um futebol envolvente – analisou o comandante.

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Para Kleina, a vocação pelo ataque e a criatividade são as principais semelhanças entre os times.  

– Nós estamos tentando recupera o drible, nossos jogadores tem liberdade para isso. Peço para jogarmos com leveza e alegria – disse.  
Principal destaque da Macaca no Paulistão, o meia Renatinho também se diz fã do rival.

– O time do Santos é bem competitivo e alia a técnica à experiência. Admiro a inteligência do Ganso, a rapidez do Neymar e a calma do Elano – comenta o camisa 10.

Neste sábado, Renatinho terá responsabilidade ainda maior, já que seus companheiros de ataque Ricardo de Jesus e Tiago Luís não jogam. Espelhando-se no Peixe, a Macaca tenta voltar à semifinal do Paulistão depois de três anos. Será que o genérico supera o "original".

Bate-Bola com Gilson Kleina - treinador da Ponte Preta, exclusivo ao LANCENET!

A Ponte irá manter o estilo ofensivo mesmo jogando na casa do Santos?
Temos de ter preocupação, mas também jogar. Se ficarmos só atrás e não atacarmos será suicídio. O Santos terá um volume de jogo muito maior, mas vamos aproveitar os espaços deixados por eles.

Isso quer dizer que vão jogar no contra-ataque?
É o nosso ponto forte e o que queremos. Temos jogadores rápidos e treinamos muito essa situação. O Santos é uma equipe muito forte. No último jogo da Libertadores, em 15 minutos liquidaram a classificação. Eles procuram o gol o tempo todo.

Como parar Ganso, Neymar e companhia?
Não tem receita. Vamos impor uma marcação justa, diminuindo os espaços, mas mesmo assim eles têm qualidade para sair.

Irá marcar individualmente esses craques?
Não tem como. Eles são muito inteligentes, abrem espaço para outros.

ANÁLISE DA PONTE: Bruno Cassucci, repórter do LANCENET!

Edu Dracena e Durval que se cuidem. Os experientes zagueiros santistas vão ter de correr muito na tarde deste sábado. A Ponte Preta vai a campo sem nenhum atacante de ofício, mas usará três rápidos meias na frente e deve dar uma "canseira" para os defensores do Peixe.

Os baixinhos Válber, Márcio Diogo e Renatinho prometem aprontar uma correria no ataque da Macaca e podem aproveitar os espaços deixado pelos laterais do Peixe, além da lentidão da zaga santista.

A Ponte irá explorar muito os contra-ataques e pode aprontar a primeira zebra das quartas.

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