Com liberdade, volantes do Santos são armas contra 'especialista' Corinthians
Ver um dos volantes do Corinthians indo à frente como elemento surpresa, até marcando gols, virou rotina sob o comando de Tite. Mas, no clássico do próximo domingo, a arma pode partir da outra intermediária alvinegra.
Arouca e Henrique, os "cães de guarda" de Muricy Ramalho, estão mais soltos do que nunca. O técnico, desde o ano passado, tem instruído seus comandados a avançar ao ataque alternadamente.
Na última partida, a estratégia deu resultado. Arouca partiu de seu campo após roubar a bola, tabelou com Alan Kardec e só parou nas redes. Foi o segundo gol do camisa 5 em 107 jogos pelo Peixe, sendo que o primeiro foi justamente contra o rival do próximo domingo, na final do Paulistão do ano passado.
– O Corinthians costuma dar bastante liberdade para o Paulinho, jogador que dá trabalho quando vai à frente, faz gols. Mas aqui o Muricy também tem nos dado liberdade, porque hoje em dia no futebol esse jogador surpresa faz a diferença – analisou Arouca.
Embora venha atuando mais recuado, Henrique também já foi bem-sucedido este ano no ataque. Ele marcou o primeiro gol do Peixe na Copa Santander Libertadores deste ano, contra o The Strongest, na estreia, em La Paz, e sabe da importância do elemento surpresa.
– Estou mais fixo, mas é claro que um volante, que penetra na área, é um jogador importante. Faz a diferença no Corinthians e tem feito aqui. Ontem (quarta), o Ibson e o Arouca marcaram, então é crucial para o time – definiu.
Muricy ainda não definiu se utilizará todos os titulares no clássico ou se poupará alguns para o duelo de quarta-feira, contra o Internacional, pela Libertadores.
Arouca e Henrique, porém, se colocaram à disposição e querem jogar. Neste caso, se confirmados, podem ser uma grata surpresa para ajudar Neymar & Cia. no ataque. Seria o feitiço contra o feiticeiro!
Henrique quer enfrentar o Corinthians, domingo (Foto: Ivan Storti)
Bate bola com Arouca - em entrevista coletiva:
Seu primeiro gol pelo Santos foi contra o Corinthians. Que lembranças tem desse clássico?
Sempre bom ter lembranças boas e se tratando desse primeiro gol meu com a camisa do Santos foi fundamental para ajudar a conquistar o título paulista. Bom ter lembranças como essas.
Qual a importância dessa partida para o Santos?
É sempre bom jogar clássico, sempre diferente, ainda mais se tratando do Corinthians. É sempre bom enfrentá-los, esperamos sair vencedor, até porque queremos encostar neles, os líderes.
O resultado pode interferir na Libertadores?
Espero que não. Em se tratando de um clássico tem de focar apenas no Corinthians, porque eles são líderes e estamos em uma crescente muito boa.
Qual a importância de voltar a jogar na Vila Belmiro?
É sempre bom retornar à casa, nosso caldeirão, a torcida fica mais próxima, bota pressão no adversário. A gente consegue encurralar o adversário por ser um estádio menor. Então, já convoco a torcida para nos apoiar.
Bate-Bola com Henrique - em entrevista coletiva
Qual jogo terá mais pressão: Corinthians agora ou o Inter pela Libertadores, quarta-feira?
As duas, independentemente de qualquer equipe, a cobrança é grande. Sempre vai ter responsabilidade grande. São jogos importante nos quais temos de tudo para buscar o caminho correto.
Se você fosse o técnico, escalaria os titulares ou reservas?
Ainda bem que não penso em ser treinador (risos). É difícil a gente falar, se intrometer na posição do treinador. Somos trabalhadores, o que for nos dado, vamos cumprir. Somos os funcionários e a gente obedece. Muricy sabe o que é melhor para o grupo.
Acha que sua versatilidade lhe garante no clássico?
Não sei, sempre falo em ajudar, independentemente da posição.
Faz diferença voltar a jogar na Vila Belmiro?
Faz. É um fator muito positivo para a gente, é nossa casa, nosso lugar, onde estávamos acostumados a atuar. A torcida nos apoia bastante, que bom que vamos retornar à Vila Belmiro, pois nos sentimos bem por jogar ali. Espero que a torcida compareça.
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