Martine Grael e Kahena Kunze

(Foto: Pedro Martinez/Sailing Energy)

LANCE!
12/08/2018
15:55
Aarhus (DIN)

Chegou ao fim neste domingo o Campeonato Mundial de Classes Olímpicas de vela, disputado na Baía de Aarhus, na Dinamarca. Agora, a equipe do Brasil direciona seus focos à preparação para as Olimpíadas Tóquio-2020; com os resultado no torneio classificatório, o país já tem tres vagas garantidas nas classes 49er FX, Nacra 17 e Laser. O próximo compromisso importante do ano é o primeiro evento-teste em Enoshima, no Japão, em setembro.

O desfecho do Mundial teve uma pontinha de frustração para o Brasil. a dupla Nicolino/Albrecht, que garantiu a vaga do país no Nacra 17 na sexta-feira, ainda tinha esperanças de pódio. Entretanto, a regata da medalha deste domingo foi cancelada por falta de vento. Assim, os brasileiros encerram a participação em quinto lugar, com 81 pontos perdidos. O ouro ficou com os italianos Ruggero Tita e Caterina Banti (69 p.p.).

Martine Grael e Kahena Kunze ficaram com o quarto lugar na 49er FX, ao passo que João Pedro Souto de Oliveira terminou em 19º na Laser. Para Torben grael, coordenador técnico da Equipe Brasileira de Vela, os resultados foram dignos de comemoração.

- Conseguimos alguns resultados expressivos, como a vaga do Laser, um resultado obtido por um velejador muito jovem, o que é promissor. No 49er FX, tivemos um quarto lugar que, para quem estava vindo de um ano de inatividade, é um excelente resultado. A Martine e a Kahena treinaram menos de um mês aqui em Aarhus e competiram contra várias adversárias que estavam no melhor do seu potencial. Outro resultado excepcional é o quinto lugar do Nacra, melhor resultado brasileiro na classe até o momento. Agora é partir para obter a vaga das classes que não conseguiram em Aarhus - disse.

João Pedro Souto de Oliveira
Resultado de João Pedro é tido como promissor por Torben Grael (Foto: Pedro Martinez/Sailing Energy)

A viagem de alguns velejadores a Enoshima, em setembro, tem como principal objetivo familiarizar a delegação do Brasil com a raia olímpica, como afirmou Torben. O local tem condições varas e é o mesmo local da vela na última Olimpíada no Japão, realizada em 1964.

- Pode ter de vento fraco a onda e muito vento. Inclusive com passagem de algum furacão, o que não é incomum no Japão. É importante ir para ter conhecimento das condições, testar nossas instalações e ver se funciona. No ano que vem, vamos com um planejamento de replicar exatamente o que vamos ter nos Jogos - completou Grael.

O Mundial da Dinamarca foi a primeira competição classificatória para os países rumo a Tóquio-2020. As classes que ainda lutam por vaga terão novas oportunidades de carimbar passaporte para o Japão nos Campeonatos Mundiais de 2019 e nos eventos continentais de classificação. A definição dos atletas que vão representar o Brasil nos Jogos será feita ao longo dos próximos dois anos, de acordo com critérios técnicos estabelecidos pela Confederação Brasileira de Vela, baseando-se nos resultados das principais competições nacionais e internacionais.