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Superliga de vôlei terá novas regras na temporada 2026/27

As medidas incluem aumento no número de substituições e mais rigor sobre lances de toque-ataque

PorAndressa SimõesRio de Janeiro (RJ)
14/08/2026 14:14

Supervisionado porThiago Fernandes,
O ponteiro Adriano, do Campinas, encara o bloqueio na final da Superliga Masculina
O ponteiro Adriano, do Campinas, encara o bloqueio na final da Superliga Masculina (Foto: Wander Roberto/ Inovafoto/ CBV)

Em reunião com clubes da Superliga Masculina 2026/27, nesta quinta-feira (13), a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou duas novas regras a serem colocadas em prática na próxima temporada da elite do vôlei nacional. Elas fazem parte do conjunto de normas propostas pela Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

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Na edição 2026/27 do torneio, o número de substituições por set aumentará de seis para oito. Além disso, haverá mais "rigor da arbitragem em relação a lances de condução e aos ataques irregulares (toque-ataque)". No encontro com as equipes masculinas da Superliga, Rogério Espicalsky, presidente da Comissão Brasileira de Arbitragem de Voleibol (COBRAV), protagonizou uma palestra sobre arbitragem e regras.

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As duas mudanças adotadas pela CBV fazem parte de uma série de novas regras propostas pela FIVB em março deste ano. Confira:

  1. Dois toques: Continuarão sendo permitidos durante o levantamento, desde que a bola não passe para o outro lado da quadra;
  2. Condução: A entidade será mais rígida quanto à regra que impede os atletas de segurarem ou arremessarem a bola. Assim, o "toque-ataque" será proibido, e apenas largadas com as pontas dos dedos valerão;
  3. Número de relacionados: Cada equipe poderá inscrever de 12 a 14 jogadores por partida, com um líbero entre eles, obrigatoriamente. Antes, para inscrever 14 atletas, era necessário dois serem líberos. Os times terão até uma hora antes da partida para confirmar a lista de relacionados;
  4. Desafio no meio do rally: Não será mais possível parar o jogo no meio do rally. O técnico sinalizará o(s) lance(s) e terá a chance de ver no desafio apenas caso o time perca o ponto;
  5. Toque da bola no teto: Em caso da primeira ou segunda bola tocar o teto e voltar para a mesma quadra, o rally continua. Caso vá para o lado adversário, o lance é paralisado. Toques em câmeras do ginásio continuarão levando ao replay do ponto;
  6. Erro de rotação: Os jogadores poderão se movimentar após o início do movimento do sacador; antes mesmo de ele tocar na bola;
  7. Interação entre árbitro e treinador: Os técnicos poderão ir até o primeiro árbitro para pedir esclarecimentos ou entender marcações. Protestos e reclamações seguem proibidos;
  8. Novo desafio: Bolas "raspando" na defesa e ações de recepção de saque passam a ser incluídas nas possibilidades de pedir desafio;
  9. Redução de paradas: Depois da resolução de um desafio, o técnico que solicitou não poderá pedir tempo técnico;
  10. Mudança no protocolo de aquecimento: Cada time terá direito a 90 segundos de aquecimento de saque sem a presença dos adversários na quadra. O intuito da medida é preservar a segurança dos atletas;
  11. Número de substituições: Cada time poderá mexer oito vezes por set, ao invés de seis;
  12. Uso do apito do árbitro: O árbitro não precisará apitar nos seguintes casos: bola cair claramente fora da quadra, saque ficar na rede, bola ir nitidamente para fora após toque no bloqueio.
Michelle ataca em Praia Clube x Sesc RJ Flamengo na semifinal da Superliga Feminina de vôlei 2025/26
Michelle ataca em Praia Clube x Sesc RJ Flamengo na semifinal da Superliga 2025/26 (Foto: Bruno Cunha)

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Cobertura da Superliga é ampliada em 2026/27

Na temporada 2026/2027, todos os jogos da Superliga Masculina terão transmissão pelo Grupo Globo, enquanto a GETV exibirá ao menos uma partida por rodada. O Grupo Globo será novamente o único detentor dos direitos de exibição da Superliga. Além da GE TV, SporTV e TV Globo terão exclusividade na transmissão do torneio em 2026/27.

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