Final da Copa de 2010: Espanha bate Holanda e conquista mundo pela primeira vez

O choque de campanhas opostas que culminou no título inédito da Fúria em 2010.

PorLance!São Paulo (SP)
19/07/2026 06:35
Iniesta Copa do Mundo 2010
Andrés Iniesta tira a camisa para comemorar o gol do título mundial. Aos 11 minutos do segundo tempo da prorrogação, o meia marcou o tento salvador que garantiu a vitória por 1 a 0 sobre a Holanda e bordou a inédita estrela no peito da seleção espanhola. (AFP)
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Copa do Mundo de 2010 teve final entre Holanda e Espanha.
Afinal foi disputada no dia 11 de julho no estádio Soccer City.
Holanda chegou à final com campanha perfeita, enquanto Espanha superou um início difícil.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, reservou para o seu grande encerramento um confronto inédito e carregado de peso histórico. No dia 11 de julho, no imponente estádio Soccer City, em Joanesburgo, as seleções da Holanda (Países Baixos) e da Espanha entraram em campo cientes de que, ao fim do apito, o mundo do futebol conheceria um novo país campeão mundial. O Lance! relembra a final da Copa de 2010.

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Além do ineditismo para ambas as nações, o confronto marcou a segunda vez consecutiva que duas seleções europeias disputaram o título, repetindo o feito de Itália e França em 2006. A consagração coroaria o time vencedor como a oitava seleção a entrar no seleto grupo de campeões mundiais.

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Para chegar a esse momento de glória no gramado do Soccer City, no entanto, as duas equipes trilharam caminhos completamente distintos ao longo da competição. Enquanto os holandeses empilharam vitórias e tentaram quebrar um tabu histórico, os espanhóis precisaram provar o seu favoritismo após um tropeço assustador logo no primeiro passo do torneio.

A trajetória impecável da Laranja Mecânica

A seleção da Holanda não desembarcou no continente africano como a favorita absoluta das casas de apostas, mas a sua camisa pesada e o talento individual do seu elenco a colocavam como uma fortíssima candidata. O time comandado pelo técnico Bert van Marwijk fez uma campanha perfeita até a final, vencendo absolutamente todos os seus compromissos e alcançando a sua terceira decisão de Copa do Mundo (já havia sido vice-campeã em 1974 e 1978).

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Na fase de grupos, a Holanda sobrou na liderança de sua chave. Estreou vencendo a Dinamarca por 2 a 0, superou o Japão por 1 a 0 e fechou a primeira fase batendo Camarões por 2 a 1. Nas fases eliminatórias, o time liderado pela genialidade de Wesley Sneijder e Arjen Robben continuou letal: despachou a Eslováquia por 2 a 1 nas oitavas, superou o Brasil de virada por 2 a 1 nas quartas de final e bateu o duro e aguerrido time do Uruguai por 3 a 2 em uma empolgante semifinal. Caso vencesse a decisão, a Holanda igualaria o lendário feito do Brasil de 1970, sendo campeã com 100% de aproveitamento nas eliminatórias e no Mundial.

O sufoco inicial e a consagração do tiki-taka da Espanha

Diferente dos holandeses, a Espanha chegou à África do Sul sentindo o peso de ser a grande favorita. Embalada pelo título da Eurocopa de 2008 e com um elenco recheado de superestrelas do Barcelona e do Real Madrid, a equipe do técnico Vicente del Bosque dominava os adversários com o famoso tiki-taka. Porém, a estreia foi um banho de água fria: uma surpreendente derrota por 1 a 0 para a Suíça colocou a Fúria contra a parede logo de cara.

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Demonstrando extrema resiliência e confiança em seu sistema de jogo, a Espanha se recuperou na fase de grupos vencendo Honduras por 2 a 0 e o Chile por 2 a 1, assegurando o primeiro lugar. No mata-mata, o pragmatismo ofensivo e a perfeição defensiva ditaram o ritmo. Com vitórias cirúrgicas e econômicas, sempre pelo placar mínimo de 1 a 0, a equipe ibérica eliminou o vizinho Portugal nas oitavas, o Paraguai nas quartas e a poderosa Alemanha na semifinal. O controle absoluto da posse de bola transformou a Espanha em um escudo letal: o time não sofreu um único gol na fase eliminatória.

Uma final tensa e o recorde de cartões

O choque de frente dessas duas campanhas no Soccer City não entregou um jogo de futebol leve e vistoso, mas sim uma autêntica guerra física. Disputada com a bola especial Jo'bulani, a partida foi incrivelmente nervosa e truncada. A Holanda adotou uma postura de marcação agressiva na tentativa de quebrar a troca de passes do meio-campo espanhol.

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A tática resultou no recorde absoluto de cartões na história das finais de Copa do Mundo: foram 13 cartões amarelos e um cartão vermelho distribuídos pelo rigoroso árbitro inglês Howard Webb. A tensão sufocou os 84.490 espectadores presentes, e as poucas chances claras de gol no tempo normal esbarraram nas atuações monumentais dos goleiros Maarten Stekelenburg e Iker Casillas.

O gol histórico de Iniesta na prorrogação

Com o teimoso zero a zero persistindo após os 90 minutos de pura exaustão, o duelo foi para a prorrogação. O drama holandês aumentou consideravelmente aos 4 minutos da segunda etapa do tempo extra, quando o zagueiro John Heitinga recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso de campo, deixando a equipe laranja com um homem a menos.

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O alívio e a glória imortal da Espanha vieram apenas aos 11 minutos da etapa final da prorrogação (116 minutos cravados de jogo). Após uma jogada trabalhada na entrada da área, Cesc Fàbregas encontrou Andrés Iniesta livre na direita. O camisa 6 dominou e bateu cruzado, com força, superando Stekelenburg e estufando as redes. O gol imortalizou a campanha de superação da Espanha, coroou Iniesta como o Melhor da Partida e garantiu a sonhada e inédita estrela mundial para a nação ibérica.

Assista aos melhores momentos da Final da Copa de 2010

Reviva toda a tensão, as defesas espetaculares e o gol histórico de Andrés Iniesta que garantiu a primeira e inédita estrela para a Fúria na África do Sul. Confira no vídeo abaixo os lances inesquecíveis da decisão no Soccer City:

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Lance!

Ficha técnica da Final da Copa de 2010

  1. Competição: Copa do Mundo FIFA de 2010 - Final
  2. Data: 11 de julho de 2010
  3. Local: Estádio Soccer City, Joanesburgo, África do Sul
  4. Público: 84.490 espectadores
  5. Árbitro: Howard Webb (Inglaterra)
  6. Auxiliares: Darren Cann e Mike Mullarkey (Inglaterra)
  7. Cartões Amarelos: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel e Mathijsen (Holanda); Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta e Xavi (Espanha)
  8. Cartão Vermelho: John Heitinga (Holanda - 109')
  9. Gol: Andrés Iniesta (Espanha - 116' / Prorrogação)

Escalações:

  1. HOLANDA: Maarten Stekelenburg; Gregory van der Wiel, John Heitinga, Joris Mathijsen e Giovanni van Bronckhorst (Edson Braafheid); Mark van Bommel, Nigel de Jong (Rafael van der Vaart) e Wesley Sneijder; Arjen Robben, Dirk Kuyt (Eljero Elia) e Robin van Persie. Técnico: Bert van Marwijk.
  2. ESPANHA: Iker Casillas; Sergio Ramos, Gerard Piqué, Carles Puyol e Joan Capdevila; Sergio Busquets, Xabi Alonso (Cesc Fàbregas), Xavi e Andrés Iniesta; Pedro Rodríguez (Jesús Navas) e David Villa (Fernando Torres). Técnico: Vicente del Bosque.

Estatísticas da Partida:

  1. Posse de bola: Holanda 43% | Espanha 57%
  2. Finalizações (no gol): Holanda 13 (5) | Espanha 18 (6)
  3. Faltas cometidas: Holanda 28 | Espanha 19
  4. Escanteios: Holanda 6 | Espanha 8
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