Final da Copa de 1986: Maradona carrega Argentina e conquista o bicampeonato

Com passe genial de Maradona, Argentina bate a Alemanha por 3 a 2 no Azteca.

PorRedação Lance!São Paulo (SP)
19/07/2026 05:38
maradona 1986
Diego Armando Maradona beija e ergue a taça da Copa do Mundo no lotado Estádio Azteca. O genial camisa 10 teve uma das maiores atuações individuais da história do esporte no torneio do México, coroando sua trajetória com o bicampeonato mundial em 1986. (Divulgação/AFP PHOTO)
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Argentina venceu a Alemanha Ocidental por 3 a 2 na final da Copa do Mundo de 1986.
A partida ocorreu no Estádio Azteca, com mais de 114 mil espectadores.
Diego Maradona foi o destaque, fazendo um passe decisivo para o gol da vitória.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A décima terceira edição da Copa do Mundo, realizada no México em 1986, ficou eternizada na história do esporte como o torneio de um homem só. Após assumir o posto de país-sede no lugar da Colômbia, a nação norte-americana organizou uma competição vibrante, disputada sob um sol escaldante e os desafios físicos da altitude. No entanto, todos os obstáculos e adversários acabaram ofuscados pelo brilho incandescente do maior e mais genial jogador de sua geração. O Lance! relembra a Final da Copa de 1986.

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O grande palco da decisão, no dia 29 de junho de 1986, foi o majestoso e abarrotado Estádio Azteca, na Cidade do México, que recebeu mais de 114 mil espectadores. De um lado, estava a Argentina, comandada pelo pragmático técnico Carlos Bilardo. A equipe albiceleste havia abandonado o romantismo do passado para construir um sistema tático sólido e operário, cujo único e exclusivo objetivo era dar total liberdade e proteção para que seu camisa 10, Diego Armando Maradona, pudesse desequilibrar.

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Final da Copa de 1986

Do outro lado, a fortíssima Alemanha Ocidental chegava à sua segunda final consecutiva sob a batuta de uma verdadeira lenda do esporte: o técnico Franz Beckenbauer. Conhecida por sua frieza, força mental e disciplina tática inabalável, a equipe europeia tinha um plano muito claro para a decisão. A missão de anular a magia sul-americana foi entregue ao jovem e incansável meio-campista Lothar Matthäus, que recebeu a ingrata tarefa de perseguir Maradona por cada centímetro do gramado.

O que se viu sob o apito do árbitro brasileiro Romualdo Arppi Filho foi uma das finais mais emocionantes, tensas e taticamente ricas de todos os tempos. A Argentina chegou a construir uma excelente vantagem, mas provou do veneno e da tradicional resiliência alemã na reta final. Quando o fantasma da prorrogação parecia inevitável, a genialidade que marcou todo o Mundial precisou de apenas uma fração de segundo para aparecer e garantir a segunda estrela na camisa albiceleste.

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A bola parada e a vantagem argentina

O primeiro tempo da decisão foi marcado por muita transpiração e um duelo feroz no meio-campo. Com Maradona caçado de perto por Matthäus e sofrendo com faltas duras, a Argentina precisou encontrar outros caminhos para ferir o bloqueio europeu. Aos 23 minutos, a solução veio pelo alto: após uma cobrança de falta de Jorge Burruchaga, o goleiro alemão Harald Schumacher saiu mal, e o zagueiro José Luis Brown subiu de cabeça para inaugurar o marcador.

No segundo tempo, a Alemanha Ocidental precisou se expor mais para buscar o empate, deixando espaços valiosos para os rápidos contra-ataques sul-americanos. Aos 11 minutos da etapa complementar, após uma bela troca de passes que começou no campo de defesa, Héctor Enrique encontrou Jorge Valdano entrando livre pela ponta esquerda. O atacante invadiu a área e tocou com extrema frieza na saída do goleiro, ampliando o placar para 2 a 0 e dando a sensação de que o título estava garantido.

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A tradicional e implacável reação alemã

Diante da iminente derrota, Franz Beckenbauer promoveu alterações ofensivas, e a Alemanha Ocidental passou a usar a sua mais temida e tradicional arma: a força aérea e a bola parada. O pesadelo argentino começou aos 29 minutos, quando a zaga não conseguiu afastar uma cobrança de escanteio, e o craque Karl-Heinz Rummenigge, demonstrando puro oportunismo, empurrou para as redes para diminuir a desvantagem.

O gol incendiou o jogo e abalou o lado psicológico dos sul-americanos. Apenas sete minutos depois, aos 36 do segundo tempo, o filme se repetiu de forma idêntica e cruel. Em um novo escanteio levantado na grande área argentina, o zagueiro Berthold desviou de cabeça no primeiro poste, e o letal atacante Rudi Völler apareceu livre na pequena área para testar para o fundo do gol, sacramentando o empate por 2 a 2 e calando a torcida albiceleste no Azteca.

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O passe genial e o gol do título de Burruchaga

Com a Alemanha vivendo o seu melhor momento no jogo físico e psicológico, o empate empurrava a decisão para uma perigosa prorrogação sob o sol escaldante. Foi neste exato momento de desespero, aos 39 minutos do segundo tempo, que Diego Maradona definiu o Mundial. Cercado por quatro marcadores no círculo central, o camisa 10, em um único toque magistral e rápido, encontrou Jorge Burruchaga partindo em velocidade nas costas da desesperada linha de impedimento alemã.

Burruchaga conduziu a bola por longos metros em direção ao gol, perseguido de perto pelo zagueiro Hans-Peter Briegel. Na saída desesperada do goleiro Schumacher, o argentino deu um leve toque de pé direito, rasteiro, por baixo do camisa 1 alemão. A bola deslizou suavemente até as redes, decretando a histórica vitória por 3 a 2. A Argentina voltava a ser campeã do mundo, e Diego Maradona eternizava o seu nome como a maior lenda da Copa do Mundo de 1986.

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Assista aos melhores momentos da grande final

Reviva os lances geniais, a forte marcação, a impressionante reação europeia e o toque mágico de Maradona que definiu a vitória sobre a Alemanha Ocidental. Confira abaixo os melhores momentos da inesquecível final de 1986:

Lance!

Ficha técnica da Final da Copa de 1986

ARGENTINA 3 x 2 ALEMANHA OCIDENTAL

  1. Competição: Copa do Mundo FIFA de 1986 - Final
  2. Data: 29 de junho de 1986 (Domingo)
  3. Local: Estádio Azteca, Cidade do México (México)
  4. Público: 114.600 espectadores
  5. Árbitro: Romualdo Arppi Filho (Brasil)
  6. Auxiliares: Erik Fredriksson (Suécia) e Berny Ulloa Morera (Costa Rica)
  7. Cartões Amarelos: Maradona, Olarticoechea, Enrique e Pumpido (Argentina); Matthäus e Briegel (Alemanha Ocidental)
  8. Gols:
    • Argentina: José Luis Brown (23'/1ºT), Jorge Valdano (11'/2ºT) e Jorge Burruchaga (39'/2ºT)
  9. Alemanha Ocidental: Karl-Heinz Rummenigge (29'/2ºT) e Rudi Völler (36'/2ºT)

Escalações:

  1. ARGENTINA: Nery Pumpido; José Luis Brown, José Cuciuffo e Oscar Ruggeri; Ricardo Giusti, Sergio Batista, Héctor Enrique e Julio Olarticoechea; Diego Maradona; Jorge Burruchaga (Marcelo Trobbiani) e Jorge Valdano. Técnico: Carlos Bilardo.
  2. ALEMANHA OCIDENTAL: Harald Schumacher; Ditmar Jakobs; Thomas Berthold, Karlheinz Förster e Hans-Peter Briegel; Lothar Matthäus, Andreas Brehme, Felix Magath (Dieter Hoeneß) e Norbert Eder; Karl-Heinz Rummenigge e Klaus Allofs (Rudi Völler). Técnico: Franz Beckenbauer.
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