Artilheiros da Copa de 2010: Diego Forlán, Thomas Müller, Wesley Sneijder e David Villa

O histórico empate de quatro gênios na artilharia da Copa do Mundo de 2010.

PorRedação Lance!São Paulo (SP)
19/07/2026 02:28
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Os quatro craques (Fórlan na foto) brilharam por suas seleções e terminaram a Copa do Mundo de 2010 empatados no topo da artilharia, com cinco gols cada. (Clive Rose/Getty Images)
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Copa do Mundo de 2010 ocorreu na África do Sul.
Quatro jogadores terminaram como artilheiros com cinco gols cada.
Diego Forlán foi eleito o melhor jogador do torneio e faturou a Bola de Ouro.
Resumo supervisionado pelo jornalista!

A décima nona edição da Copa do Mundo, realizada na África do Sul em 2010, representou um marco histórico formidável ao levar o maior torneio de futebol do planeta para o continente africano pela primeira vez. A competição foi abraçada por uma atmosfera cultural riquíssima e inesquecível, eternizada pelo som ensurdecedor das famosas vuvuzelas nas arquibancadas e pelas trajetórias imprevisíveis da Jabulani, a polêmica bola oficial que se tornou o grande pesadelo dos goleiros durante aquele inverno. O Lance! relembra os quatro artilheiros da Copa de 2010.

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Dentro das quatro linhas, o torneio foi marcado por um forte equilíbrio defensivo e pela consagração de um estilo de jogo baseado na posse de bola absoluta. A Espanha, com seu famoso "tiki-taka", ditou o ritmo da competição e faturou a sua primeira estrela mundial, superando esquemas táticos muito recuados e seleções que apostavam em contra-ataques fulminantes. Sem um esquadrão capaz de aplicar goleadas constantes, as partidas do mata-mata foram decididas em detalhes mínimos e lampejos de genialidade individual.

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A disputa pela cobiçada coroa de grande goleador da competição refletiu perfeitamente esse cenário de extrema igualdade entre as principais forças do campeonato. Em vez de um único e isolado artilheiro dominar as estatísticas ofensivas, o mundo testemunhou um raro e fascinante empate quádruplo no topo da tabela. Ao final do torneio, quatro jogadores de nações diferentes haviam balançado as redes exatamente cinco vezes, transformando a corrida pela Chuteira de Ouro em um verdadeiro épico coletivo.

Oficialmente, os rigorosos critérios de desempate estabelecidos pela FIFA (que contabilizavam o número de assistências e, posteriormente, os minutos jogados) concederam o troféu físico da Chuteira de Ouro ao representante da Alemanha. Contudo, para os anais da história do esporte e para a memória afetiva dos torcedores, o posto de Artilheiro da Copa de 2010 é honrosamente dividido entre os quatro craques que lideraram as estatísticas de gols, provando que o protagonismo daquela edição foi plural.

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Com perfis técnicos completamente distintos — englobando a classe sul-americana, a frieza do leste europeu, a cadência holandesa e a precisão ibérica —, esses quatro jogadores deixaram uma marca inapagável no continente africano. A seguir, relembramos a genialidade e o faro de gol de Diego Forlán, Thomas Müller, Wesley Sneijder e David Villa, os quatro imortais que castigaram as defesas adversárias e dividiram a glória máxima dos goleadores na inesquecível Copa do Mundo da África do Sul.

Artilheiros da Copa de 2010

Diego Forlán e a magia celeste na África

O uruguaio Diego Forlán foi, sem sombra de dúvidas, a grande alma da Copa de 2010. Ostentando a mítica camisa 10 da Celeste, ele não apenas anotou cinco gols, mas também foi eleito o melhor jogador de todo o torneio, faturando a Bola de Ouro. Forlán foi um dos poucos atletas que conseguiu dominar completamente os efeitos imprevisíveis da bola Jabulani, acertando chutes de longa distância e cobranças de falta venenosas que pareciam mágicas. Ele carregou o Uruguai nas costas até um heroico e histórico quarto lugar.

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O cartão de visitas do uruguaio veio na fase de grupos, quando marcou dois belos gols na vitória por 3 a 0 sobre a anfitriã África do Sul. No mata-mata, sua perna direita foi ainda mais letal. Nas quartas de final, marcou um gol antológico de falta contra Gana no dramático empate em 1 a 1. Na semifinal contra a Holanda, acertou um chutaço de fora da área na derrota por 3 a 2. Ele ainda deixou a sua marca na disputa do terceiro lugar, anotando mais um golaço de voleio contra a Alemanha, selando sua fantástica participação com cinco tentos.

Thomas Müller e a letal juventude alemã

Com apenas 20 anos de idade na época, Thomas Müller desembarcou na África do Sul como uma jovem promessa e voltou para casa com o status de superestrela mundial. Vestindo a pesada camisa 13 alemã (a mesma de seu xará Gerd Müller), ele foi o grande motor ofensivo de uma equipe rápida e letal. Por ter distribuído três assistências ao longo da competição (além dos cinco gols), Müller faturou a Chuteira de Ouro oficial pelos critérios da FIFA e ainda levou o prêmio de Melhor Jogador Jovem do torneio.

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A facilidade de Müller para encontrar espaços vazios (que lhe renderia o apelido de Raumdeuter) ficou evidente logo na estreia, marcando um gol na goleada por 4 a 0 contra a Austrália. Nas oitavas de final, ele foi o carrasco da Inglaterra, anotando dois gols cruciais em rápidos contra-ataques na histórica vitória por 4 a 1. Nas quartas de final, abriu o placar na esmagadora goleada por 4 a 0 sobre a poderosa Argentina. Para fechar sua conta pessoal, marcou o primeiro gol alemão na vitória por 3 a 2 sobre o Uruguai, na disputa do terceiro lugar.

Wesley Sneijder e a maestria da Holanda na África

O meio-campista Wesley Sneijder chegou à África do Sul vivendo o auge absoluto de sua carreira, tendo acabado de conquistar a Tríplice Coroa europeia pela Inter de Milão. Atuando como o grande cérebro da seleção da Holanda, ele surpreendeu a todos ao se destacar também como o principal finalizador da equipe, compensando as atuações discretas dos centroavantes tradicionais. Com passes geniais e chutes potentes com ambas as pernas, ele conduziu a "Laranja Mecânica" até a grande decisão do torneio.

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Na fase de grupos, Sneijder garantiu a magra vitória por 1 a 0 sobre o Japão com um chute forte de fora da área. Nas oitavas de final, abriu o placar na vitória por 2 a 1 contra a Eslováquia. No entanto, seu grande momento de glória ocorreu nas quartas de final contra o Brasil: ele marcou os dois gols da virada histórica por 2 a 1, sendo um deles em uma raríssima e providencial cabeçada. Na semifinal diante do Uruguai, anotou mais um tento na vitória por 3 a 2, garantindo sua seleção na final e somando cinco gols em sua espetacular campanha.

David Villa e os gols do inédito título da Espanha

Em um time focado no controle absoluto da posse de bola como a Espanha, a responsabilidade de traduzir o volume de jogo em gols estava quase inteiramente nos ombros de David Villa. Com o companheiro Fernando Torres enfrentando problemas físicos e má fase, o letal camisa 7 espanhol assumiu o protagonismo absoluto do ataque. Atuando tanto pelo lado esquerdo quanto mais centralizado, Villa exibiu uma frieza assustadora para decidir jogos fechados, tornando-se a peça-chave para a conquista da primeira estrela ibérica.

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A rotina artilheira de Villa começou na fase de grupos, marcando os dois gols da vitória por 2 a 0 contra Honduras e um golaço de muito longe na vitória por 2 a 1 sobre o Chile. No mata-mata tenso e burocrático da Espanha, ele foi simplesmente o salvador da pátria. Nas oitavas de final contra Portugal, marcou o único gol da vitória por 1 a 0. O roteiro de frieza se repetiu nas quartas de final contra o duro time do Paraguai, quando Villa pegou um rebote no final do jogo, a bola bateu nas duas traves e entrou, selando mais um 1 a 0 e levando sua contagem aos imortais cinco gols.

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