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Renato Gaúcho volta ao Grêmio pela 5ª vez; veja por que o clube sempre recorre ao ídolo

Técnico retorna ao Tricolor após demissão de Luís Castro

PorIgor ReisRio de Janeiro (RJ)
15/09/2026 13:43

Supervisionado porThiago Fernandes,
Renato gaúcho comemorando com jogadores do Grêmio
Renato retorna ao Grêmio para 5° passagem como treinador (Foto: Reprodução/Instagram)

O Grêmio voltou a chamar Renato Gaúcho. Anunciado nesta segunda-feira (14) como novo treinador, o ídolo inicia sua quinta passagem no comando do clube justamente em mais um momento de necessidade. Aos 64 anos, Renato retorna após a demissão de Luís Castro com a missão de afastar o Tricolor da parte de baixo do Brasileirão e, ao mesmo tempo, conduzir a equipe em um momento decisivo na Copa do Brasil, com as semifinais contra o Atlético-MG.

A escolha não é novidade na história recente do Grêmio. Sempre que o clube atravessou períodos de instabilidade ou precisou de uma resposta rápida, Renato apareceu como uma das alternativas mais conhecidas da torcida e da direção. E, em diferentes contextos, o treinador conseguiu entregar algum tipo de resultado, seja uma reação contra o rebaixamento, uma vaga na Libertadores ou títulos importantes.

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Primeira passagem terminou com vaga na Libertadores

A relação de Renato como técnico com o clube começou ainda em 2010, quando assumiu o Grêmio na 18ª colocação do Brasileirão, após a saída de Silas. O time reagiu no segundo turno, terminou a competição na zona de classificação para a Libertadores e transformou uma temporada que caminhava para o risco de queda em uma disputa por vaga continental.

Renato ficou no cargo entre agosto de 2010 e junho de 2011. Foram 65 jogos, com 35 vitórias, 13 empates e 17 derrotas, além de um aproveitamento de 64,6%.

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A equipe terminou o Brasileirão de 2010 em uma posição que garantiu presença na Libertadores do ano seguinte. Em 2011, porém, o rendimento caiu. O Grêmio foi vice-campeão gaúcho, eliminado nas oitavas de final da Libertadores pela Universidad Católica e teve uma campanha irregular no Campeonato Brasileiro.

Segunda passagem e mais uma vaga continental

Dois anos depois, o Grêmio recorreu novamente ao ídolo. Em julho de 2013, Renato substituiu Vanderlei Luxemburgo e encontrou uma equipe que buscava se firmar na temporada. A resposta veio no Brasileirão. Renato conduziu o Grêmio ao vice-campeonato brasileiro, garantindo mais uma classificação para a Libertadores. Na Copa do Brasil, o time caiu nas semifinais para o Athletico-PR.

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Foi uma passagem curta: 39 jogos, 18 vitórias, 11 empates e dez derrotas. Ainda assim, mais uma vez o treinador entregou um resultado relevante antes de deixar o clube em sua passagem com menos jogos.

Terceira passagem e o auge no comando

Foi a partir do terceiro retorno, em setembro de 2016, que a história entre Renato e Grêmio ganhou outra dimensão. O treinador chegou para substituir Roger Machado e rapidamente iniciou o período mais vitorioso de sua carreira. Ainda naquela temporada, conquistou a Copa do Brasil de 2016, encerrando um jejum de 15 anos do Grêmio sem um título de expressão.

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No ano seguinte, veio o principal capítulo dessa trajetória: o Grêmio conquistou a Copa Libertadores de 2017. A equipe comandada por Renato se tornou uma das mais fortes da América do Sul e recolocou o clube no cenário internacional.

O trabalho continuou competitivo nas temporadas seguintes. Em 2018, o Grêmio venceu a Recopa Sul-Americana e chegou às semifinais da Libertadores, mas foi eliminado pelo River Plate, que acabou conquistando o título. No ano seguinte, a queda aconteceu novamente na semifinal, desta vez diante do Flamengo, campeão daquela edição.

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Já na temporada 2020-21, o Grêmio chegou novamente a uma decisão nacional. A equipe alcançou a final da Copa do Brasil de 2020, disputada em 2021, mas terminou com o vice-campeonato diante do Palmeiras, que também conquistou a Libertadores naquela temporada.

Renato deixou o clube em abril de 2021, após a eliminação na Libertadores, encerrando sua passagem mais longa pelo Tricolor: foram 307 jogos, 162 vitórias, 82 empates e 63 derrotas.

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Renato Gaúcho com a taça da Libertadores
Renato comandou o Grêmio na conquista da Libertadores de 2017 (Foto: Reprodução/Instagram)

Quarta passagem: acesso e vice-Campeonato Brasileiro

A história se repetiu em 2022. O Grêmio demitiu Roger Machado e chamou Renato para comandar o time na reta final da Série B. A missão era recolocar o clube na elite, e o objetivo foi cumprido. O Tricolor terminou a competição como vice-campeão e garantiu o retorno à Série A.

No ano seguinte, Renato comandou uma rápida reação do Grêmio após o retorno à elite. Recém-promovido da Série B, o Tricolor surpreendeu no Brasileirão de 2023 e, com Luis Suárez como principal referência do ataque, brigou pelo título e terminou a competição na segunda colocação.

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Em 2024, conquistou mais um Campeonato Gaúcho, mas a temporada acabou marcada pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Com a Arena impossibilitada de receber partidas, o clube precisou atuar longe de Porto Alegre durante parte do campeonato. Em meio às dificuldades, o Grêmio terminou o Brasileirão em 14º lugar. Renato deixou o clube em dezembro daquele ano.

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Por que o Grêmio chama Renato quando precisa?

Os números ajudam a explicar a relação. Renato é o treinador que mais comandou o Grêmio na história, com 547 jogos, segundo os números apresentados pelo clube, e acumula títulos como a Copa do Brasil, a Libertadores e a Recopa Sul-Americana.

Mas a recorrência dos retornos passa também pelo contexto em que eles aconteceram. Em 2010, o time estava na zona de rebaixamento. Em 2013, buscava uma reação no Brasileirão. Em 2016, o clube precisava voltar a conquistar títulos. Em 2022, precisava retornar à Série A.

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Em diferentes momentos, Renato encontrou maneiras distintas de entregar resultados. Houve passagens curtas, como a de 2013, uma trajetória longa e extremamente vitoriosa entre 2016 e 2021, além de um retorno marcado pelo acesso e pelo vice-campeonato brasileiro de 2023. Agora, o cenário volta a ser de urgência.

Outro fator que ajuda a entender por que Renato Gaúcho é sempre chamado pelo Grêmio é a idolatria e a imagem de respeito construída ainda nos tempos de jogador.

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Antes de se tornar o treinador mais vitorioso da história do clube, Renato foi protagonista de uma das maiores conquistas do Tricolor: em 1983, brilhou na campanha da Libertadores e, na decisão da Copa Intercontinental, marcou os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Hamburgo, em Tóquio. Pelo Grêmio, também conquistou o Campeonato Brasileiro de 1981 e os Gauchões de 1985 e 1986. Revelado pelo clube, o ex-atacante defendeu o Tricolor entre 1980 e 1986 e ainda teve uma breve passagem em 1991. A dimensão de sua idolatria vai além dos títulos e dos números: Renato é homenageado com uma estátua na Arena do Grêmio e se tornou uma das figuras mais emblemáticas da história do clube.

Renato assume o Grêmio novamente em momento delicado

A quinta passagem começa depois da demissão de Luís Castro, que não resistiu à derrota para o Vasco, no domingo, na Arena. O Grêmio ocupa atualmente a 16ª colocação do Brasileirão, com 28 pontos, no limite da zona de rebaixamento. Além da luta para se afastar da parte de baixo da tabela, Renato terá pela frente a semifinal da Copa do Brasil contra o Atlético-MG.

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A estreia do novo treinador deve acontecer contra o Palmeiras, no próximo domingo (20), na Arena. Antes disso, o Grêmio enfrenta o Botafogo, na quarta-feira (16), em jogo atrasado da 21ª rodada. Felipão, atual coordenador técnico, deve comandar a equipe interinamente nessa partida, embora o planejamento ainda possa sofrer alterações.

Renato gaúcho a beira do gramado orientando o time
Renato na sua 4° passagem como técnico do Grêmio (Foto: Reprodução/Instagram)

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