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Felipão volta a comandar uma equipe após quase 3 anos; entenda

Felipão assume a área técnica do Grêmio interinamente contra o Botafogo

PorPedro BernardoRio de Janeiro (RJ)
15/09/2026 08:00

Supervisionado porMárcio Iannacca,
Felipão em sua entrevista coletiva de apresentação como coordenador técnico do Grêmio. (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
Felipão em sua entrevista coletiva de apresentação como coordenador técnico do Grêmio. (Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA)

O torcedor do Grêmio vivenciará um momento nostálgico no confronto desta quarta-feira (16) contra o Botafogo, no Estádio Nilton Santos, em jogo atrasado pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo após o anúncio oficial do retorno de Renato Gaúcho para sua quinta passagem como treinador do clube, será Luiz Felipe Scolari, o Felipão, quem estará na beira do gramado comandando a equipe. O veterano volta a exercer a função de técnico principal após quase três anos, desde que deixou o comando do Atlético-MG em março de 2024.

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Última passagem de Felipão pelo Grêmio foi em 2021. (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
Última passagem de Felipão pelo Grêmio foi em 2021. (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

A situação emergencial ocorreu após a demissão do técnico português Luís Castro no último domingo, consequência da derrota em casa para o Vasco e da proximidade do clube com a zona de rebaixamento. Exercendo o cargo de coordenador técnico do Tricolor gaúcho, Felipão assumiu a liderança dos treinamentos da semana no CT Luiz Carvalho e teve seu nome regularizado no BID da CBF. Como Renato Portaluppi desembarca no Rio de Janeiro apenas nesta terça-feira e acompanhará o jogo dos camarotes, a transição no banco de reservas ficou a cargo de Scolari.

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Uma história moldada em quatro passagens

O reencontro de Felipão com a casamata gremista renova um capítulo de profunda identificação histórica construído ao longo de quatro passagens marcantes pelo clube. Sua história no Tricolor começou em junho de 1987, quando assumiu o time e logo conquistou o Campeonato Gaúcho daquele ano. Mais tarde, entre 1993 e 1996, viveu sua verdadeira era de ouro em Porto Alegre: empilhou títulos estaduais, faturou a Copa do Brasil de 1994, a Libertadores de 1995 e o Brasileirão de 1996, além de alcançar o vice-campeonato Mundial de 1995 nos pênaltis contra o histórico Ajax. Foi também durante essa fase emblemática, na Copa dos Campeões Mundiais de 1995, que Felipão viveu a curiosa experiência de dirigir Renato Gaúcho, quando o ídolo fez uma participação pontual e vestiu a camisa 7 gremista pela última vez como atleta.

Felipão sob comando do Grêmio em 1996 (Foto: Arquivo/GES)
Felipão sob comando do Grêmio em 1996 (Foto: Arquivo / GES)

Após 18 anos longe do clube, Scolari retornou para sua terceira passagem em 2014, sendo recebido com grande festa pela torcida e protagonizando uma inesquecível goleada por 4 a 1 sobre o rival Internacional no Brasileirão, antes de pedir demissão em maio do ano seguinte. Por fim, sua quarta e última passagem ocorreu em julho de 2021, quando assumiu o desafio de tentar salvar a equipe em um momento delicado na lanterna do Campeonato Brasileiro, permanecendo por 21 partidas até seu desligamento em outubro.

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Bagagem internacional

Aos 77 anos, Felipão acumula uma das trajetórias mais vitoriosas e marcantes da história do futebol mundial. Tendo conquistado a Copa do Mundo de 2002 pela Seleção Brasileira, o treinador vivenciou o momento mais doloroso de sua carreira em 2014, quando esteve no comando da Amarelinha na derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal do mundial em Belo Horizonte.

Sua bagagem internacional também inclui uma marcante passagem pela Seleção Portuguesa entre 2003 e 2008. Sob o comando de Portugal, Felipão levou a equipe à histórica final da Eurocopa de 2004, realizada em solo português, terminando com o vice-campeonato após derrota surpreendente para a Grécia, além de conduzir o país ao quarto lugar na Copa do Mundo de 2006.

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No Grêmio, Felipão carrega o status de lenda. Foi o arquiteto da era vitoriosa dos anos 1990, conquistando a Copa Libertadores de 1995, o Campeonato Brasileiro de 1996 e a Copa do Brasil de 1994. Agora, em papel emergencial e de liderança, o comandante busca somar pontos cruciais no Campeonato Brasileiro para entregar a equipe em posição mais confortável a Renato Portaluppi para a sequência da temporada.

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