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Tironi no Lance!: CBF tenta diminuir malandragem do futebol, mas faltou combater algo

Novas regras combatem a cera, mas ignoram as simulações

PorEduardo Tironi
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
11/08/2026 08:00

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Partida do Campeonato Brasileiro entre Athletico PR e Mirassol
Cobrança de falta do Athletico-PR durante partida pelo Campeonato Brasileiro, na Arena da Baixada, em Curitiba (PR) (Foto: Geraldo Bubniak/Folhapress)

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Dirigentes da CBF e dos clubes das séries A e B do Brasileiro se reuniram nesta segunda-feira e aprovaram uma série de medidas para combater a cera, o anti-jogo e a pressão sobre os árbitros de futebol.

No papel, tudo muito bom. Todos aparentemente querem remar para o mesmo lado para que no Brasil se tenha mais bola rolando, menos paralisações, menos reclamações, etc.

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As medidas são interessantes. Dez segundos para um jogador substituído sair de campo, cinco segundos para cobrar lateral e tiro de meta, um minuto fora do jogo em caso de atendimento médico. Estas e outras medidas são muito bem-vindas e já serão aplicadas na próxima rodada do Brasileiro que acontece neste fim de semana.

Há um sinal de alerta pelo menos: as mudanças decididas nesta segunda-feira terão pouco tempo para serem disseminadas nos clubes, sobretudo para os jogadores, as figuras mais importantes do jogo. Será que em menos de uma semana será possível corrigir anos de um hábito nocivo ao futebol?

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A arbitragem no Brasil é muito deficiente, mas é impossível não colocar outros personagens neste cenário insuportável que virou o futebol brasileiro. Falo de treinadores e jogadores, que fazem da partida um cenário perfeito para simulações, falta de educação, desobediência e etc.

As novas regras são uma tentativa de colocar as coisas nos eixos. Porém, algo muito importante ficou de fora: o combate às ridículas simulações dos jogadores.

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É raro uma partida de futebol no Brasil em que um alteta não tente ludibriar o árbitro fingindo, por exemplo, ter sido atingido no rosto quando não foi. E esta é a apenas uma entre muitas outras encenações constrangedoras.

Neste pacote disciplinador debatido e aprovado na CBF faltou este item: cartão amarelo para os canastrões da bola.

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