Por onde anda Jackson, ex-meia de Palmeiras e Cruzeiro?
Da Libertadores à superação: veja como está o ex-meia Jackson em 2026.

O futebol brasileiro, em sua era de ouro entre o final dos anos 90 e o início dos anos 2000, era um território fértil para os chamados "maestros". Jogadores que, com um toque refinado na bola e uma visão de jogo privilegiada, conseguiam ditar o ritmo de grandes potências nacionais. Jackson Coelho Silva, conhecido apenas como Jackson, foi um dos expoentes máximos dessa linhagem. Dono de um futebol elegante e de uma capacidade tática que encantava treinadores, o meio-campista maranhense construiu uma trajetória que atravessou o Brasil, acumulando taças de peso e o respeito de torcidas apaixonadas. O Lance! conta por onde anda Jackson.
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Nascido em Codó, no interior do Maranhão, a história de Jackson com a bola começou de forma curiosa, longe dos gramados de grama alta. Foi no futsal de São Luís que seu talento para o drible curto e o passe milimétrico foi lapidado, atraindo os olhares do Maranhão Atlético Clube. Essa base técnica do salão foi o diferencial que Jackson carregou para o campo, permitindo-lhe atuar em espaços reduzidos com uma calma invejável. Do Maranhão para o Brasil, sua ascensão foi meteórica, provando que o talento, quando aliado à disciplina, não encontra fronteiras geográficas.
O auge de sua visibilidade nacional aconteceu vestindo a camisa do Sport Recife, onde ele não foi apenas um jogador, mas o motor de uma equipe vitoriosa. Suas atuações no final da década de 90 foram tão impactantes que Jackson quebrou a barreira do eixo Rio-São Paulo, sendo convocado para a Seleção Brasileira e faturando a prestigiada Bola de Prata em 1998. Naquele momento, ele era o rosto de um Nordeste competitivo, capaz de encarar qualquer gigante de igual para igual, o que inevitavelmente o levou a ser disputado pelos maiores orçamentos do país.
A sequência de sua carreira foi um verdadeiro desfile por clubes que definiram a história recente do esporte. No Palmeiras de 1999, ele viveu a glória máxima de conquistar a Copa Libertadores da América, fazendo parte de um elenco lendário. No ano seguinte, mudou-se para o Cruzeiro e, mais uma vez, provou seu valor ao levantar a Copa do Brasil de 2000. Jackson era o tipo de jogador que parecia atrair títulos; sua presença no meio-campo era sinônimo de equilíbrio e inteligência, qualidades que o mantiveram em alto nível por quase duas décadas de profissionalismo.
No entanto, o destino reserva desafios que nem mesmo o mais habilidoso dos meias pode prever. Em 2026, a narrativa de Jackson não é mais escrita com gols ou assistências, mas com a resiliência de um homem que enfrenta sua maior batalha fora das quatro linhas. A transição para a aposentadoria, que para muitos é um período de descanso ou de novos negócios, tornou-se para ele um caminho de superação pessoal e cuidados com a saúde. Entender por onde ele anda hoje é mergulhar em uma história de luta que mobiliza fãs e ex-companheiros, provando que o carinho conquistado nos gramados é o combustível para sua recuperação.
Um operário do meio-campo com brilho de estrela
A trajetória de Jackson é marcada por uma regularidade impressionante. Após o sucesso estrondoso no Sport, onde foi bicampeão pernambucano, ele se adaptou rapidamente à pressão de substituir ídolos em São Paulo e Minas Gerais. No Palmeiras, sob o comando de Luiz Felipe Scolari, ele era a peça que garantia a fluidez entre a marcação pesada e o ataque explosivo. Já no Cruzeiro, sua leitura de jogo foi fundamental para a conquista nacional de 2000. Mas o "maestro" não parou por aí; ele ainda deixou marcas profundas no Coritiba, onde é lembrado com enorme carinho por ter sido o cérebro do time em meados de 2005 e 2006, e no Vitória, onde ajudou o clube a retomar o protagonismo na Série A.
Mesmo na reta final de sua carreira, Jackson continuou entregando resultados. No ABC de Natal, em 2010, ele foi o líder técnico que conduziu o clube ao título da Série C do Campeonato Brasileiro e ao título potiguar de 2011. Sua despedida oficial aconteceu onde tudo começou, no Maranhão Atlético Clube, fechando um ciclo de dedicação integral ao esporte. Jackson encerrou sua jornada nos gramados como um dos atletas mais respeitados de sua geração, acumulando títulos estaduais em cinco estados diferentes, um feito que atesta sua capacidade de adaptação e seu compromisso profissional.
Por onde anda Jackson?
Por onde anda Jackson (@jackson73_oficial) em 2026? O ex-jogador encontra-se em sua cidade natal, Codó, no Maranhão, focado exclusivamente em sua recuperação de saúde. O ex-jogador sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em fevereiro de 2025, o que gerou uma grande onda de solidariedade no meio esportivo. Após um período crítico de internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Coroatá, Jackson apresentou uma evolução clínica positiva e recebeu alta para dar continuidade ao tratamento em ambiente domiciliar, cercado por sua família.
A rotina de Jackson em 2026 é pautada por sessões de fisioterapia e acompanhamento médico rigoroso. Devido ao foco total em sua reabilitação física e neurológica, ele está completamente afastado de funções profissionais no futebol, como cargos em comissões técnicas ou gestão esportiva. A imprensa maranhense e nacional acompanha de perto sua evolução, relatando que o ex-meia mantém o espírito resiliente que demonstrava nos campos. O apoio de ex-clubes como Sport, Palmeiras e Cruzeiro tem sido fundamental para manter sua moral elevada, consolidando Jackson como um exemplo de superação diante das adversidades da vida pós-carreira.
Clubes em que Jackson atuou
Ao longo de mais de vinte anos de carreira, Jackson vestiu algumas das camisas mais tradicionais do futebol brasileiro e internacional. Confira a lista completa:
- Maranhão AC: Clube onde foi revelado e encerrou a carreira.
- Mogi Mirim: Passagem por empréstimo no início da carreira (1994).
- Goiás: Atuou pelo clube esmeraldino em 1995 e 1996.
- Sport Recife: Onde atingiu o auge nacional, ganhou a Bola de Prata e chegou à Seleção.
- Palmeiras: Campeão da Copa Libertadores de 1999 e do Rio-São Paulo de 2000.
- Cruzeiro: Campeão da Copa do Brasil de 2000.
- Internacional: Atuou pelo Colorado na temporada de 2001.
- Coritiba: Teve duas passagens marcantes, sendo o principal articulador da equipe.
- Vitória: Tricampeão baiano (2007, 2008 e 2009) e líder do acesso à Série A.
- ABC de Natal: Campeão brasileiro da Série C em 2010 e campeão potiguar em 2011.
- Gama, Ituano e Santa Cruz: Outras passagens importantes pelo cenário nacional.
- Emirates Club (Emirados Árabes): Sua principal experiência no futebol internacional em 2004.
- Bahia de Feira e Santa Helena: Clubes defendidos na fase final de sua trajetória profissional.

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