Sem Villa e com Arce em alta: como chega o Independiente Rivadavia contra o Fluminense?
Argentinos seguem com bons resultados no campeonato nacional

Carregando conteúdo exclusivo...
O Independiente Rivadavia que entra no Maracanã nesta terça-feira (11) não é exatamente o mesmo que surpreendeu o Fluminense na fase de grupos da Libertadores. A principal mudança está no ataque: Sebastián Villa foi vendido ao Boca Juniors. A estrutura construída por Alfredo Berti, porém, permanece, Alex Arce continua marcando gols e o clube aproveitou a janela para aumentar as opções ofensivas.
➡️Thiago Silva volta a treinar e deve reforçar o Fluminense contra o Independiente Rivadavia
Para o torcedor tricolor que deixou de acompanhar os argentinos desde maio, há um ponto importante: La Lepra não perdeu o embalo depois da Copa do Mundo. Desde a retomada do calendário, são três vitórias, um empate e uma derrota em cinco partidas entre Campeonato Argentino e Copa Argentina.
No Clausura, a equipe ocupa a quinta posição do Grupo B, com sete pontos em quatro rodadas. No último compromisso antes de viajar ao Rio de Janeiro, venceu o Estudiantes de Río Cuarto por 2 a 1. Os dois gols foram de Alex Arce, um dos jogadores que mais incomodaram o Fluminense nos primeiros encontros.
A partida de ida das oitavas está marcada para as 19h (de Brasília) desta terça, no Maracanã. A volta será no dia 18, também às 19h, no Malvinas Argentinas, em Mendoza.
O que ficou do Independiente Rivadavia da fase de grupos?
A principal continuidade começa no banco. Alfredo Berti segue à frente do Independiente Rivadavia e preserva boa parte da espinha dorsal que enfrentou o Fluminense duas vezes. Nicolás Bolcato permanece no gol. Sheyko Studer e Leonard Costa continuam entre os nomes importantes da defesa. José Florentín, Tomás Bottari e Matías Fernández seguem no meio, enquanto Fabrizio Sartori e Arce estão entre as opções ofensivas.
No último jogo, contra o Estudiantes de Río Cuarto, Berti começou com Bolcato; Alejo Osella, Leonard Costa, Sheyko Studer e Juan Manuel Elordi; Gonzalo Ríos, Tomás Bottari, José Florentín e Matías Fernández; Fabrizio Sartori e Alex Arce.
É uma base bastante próxima daquela que o Fluminense conheceu na primeira fase. E isso não acontece por acaso. Berti já destacava, ainda durante a fase de grupos, o tempo de trabalho como um dos pilares do time. O treinador está há cerca de dois anos no projeto e participou diretamente da montagem de um elenco construído com jogadores pouco valorizados no futebol argentino e em mercados vizinhos.
O resultado apareceu na Libertadores. O Rivadavia terminou o Grupo C invicto, com cinco vitórias e um empate, 16 pontos de 18 possíveis. Foi o segundo melhor líder de toda a fase de grupos, atrás apenas do Flamengo no saldo de gols.
📲 Tudo sobre o Fluminense agora no WhatsApp. Siga o nosso canal Lance! Flu
Fluminense ainda não venceu o rival
O retrospecto recente ajuda a explicar por que o confronto exige atenção do Fluminense. No primeiro encontro, em abril, o Tricolor abriu o placar no Maracanã com Guilherme Arana, mas sofreu a virada. Fabrizio Sartori empatou e Alex Arce marcou o gol da vitória argentina por 2 a 1.
Na volta, em Mendoza, Arce voltou a marcar. John Kennedy empatou nos acréscimos e evitou a segunda derrota tricolor. O Rivadavia, portanto, somou quatro dos seis pontos disputados contra o Fluminense. O time terminou a chave sem perder e mostrou uma característica especialmente perigosa para equipes que avançam suas linhas: o contra-ataque.
Na vitória por 3 a 1 sobre o Bolívar, que encerrou a fase de grupos, os três gols argentinos nasceram de transições. O Rivadavia terminou aquela etapa da Libertadores com quatro gols em contra-ataques, maior marca da competição naquele momento, ao lado do Tolima.
Esse continua sendo um dos cuidados para Zubeldía nesta terça. La Lepra não precisa controlar longos períodos de posse para criar perigo. É um time acostumado a defender, recuperar e acelerar rapidamente.
A mudança mais pesada, no entanto, está justamente nesse mecanismo. Sebastián Villa não estará no reencontro. O colombiano, uma das referências técnicas da equipe durante o primeiro semestre, foi negociado com o Boca Juniors em julho. O clube de Buenos Aires acertou a compra da totalidade dos direitos por US$ 6,5 milhões (cerca de R$ 33,2 milhões).
Villa dava aos argentinos uma saída individual que poucos jogadores do elenco ofereciam. Partia de diferentes regiões do ataque, carregava a bola em velocidade e tinha liberdade para explorar os espaços deixados pelo adversário.
Em entrevista ao "Diario UNO", já no Rio de Janeiro, Agustín Vila, dirigente do clube, reconheceu que o jogador havia chegado ao limite esportivo dentro do projeto e que a transferência representava um salto financeiro para o atacante.
A saída obrigou o Rivadavia a buscar alternativas. A contratação de maior peso é Maximiliano Salas. Fora dos planos do River Plate, o atacante foi cedido ao Independiente Rivadavia e chegou a Mendoza na última semana.
Salas estreou justamente no último jogo antes da Libertadores. Entrou no intervalo contra o Estudiantes de Río Cuarto, no lugar de Sartori, e disputou todo o segundo tempo da vitória por 2 a 1.
O perfil interessa a Berti. Salas é um atacante intenso, de força física, pressão e movimentação, e pode trabalhar ao redor de Arce em vez de ocupar exatamente a mesma função do paraguaio. O pouco tempo de clube, porém, deixa aberta a decisão de Berti sobre utilizá-lo desde o início no Maracanã.
— Fomos muito discretos atrás do Salas. Principalmente, foi uma ideia do meu pai. A partir daí começou o convencimento. É um jogador feito para o Independiente, pelo seu jogo e pelo que o torcedor exige — disse o dirigente.
Além de Salas, o Rivadavia incorporou Alex Vigo, lateral que estava no Talleres, e Luis Ángel Díaz, atacante colombiano de 22 anos vindo do Envigado. Os três já aparecem no elenco atualizado da equipe. Díaz foi contratado principalmente para suprir uma carência após a saída de Villa. O jogador passou pelas seleções de base da Colômbia e tem velocidade como uma das principais características.
➡️ ANÁLISE: Fluminense melhora com reservas e piora com grandes contratações

Arce continua sendo o principal problema
Se Villa foi embora, o jogador que mais castigou o Fluminense continua em Mendoza. Alex Arce marcou oito gols em cinco partidas na fase de grupos da Libertadores e chega às oitavas como artilheiro da competição. O paraguaio marcou nos dois confrontos com o Fluminense: decidiu a partida no Maracanã e abriu o placar no empate em Mendoza.
No sábado, diante do Estudiantes de Río Cuarto, Arce marcou duas vezes: primeiro em cobrança de pênalti e depois após assistência de Matías Fernández. Chegou a três gols em quatro rodadas do Clausura e divide a liderança da artilharia do campeonato.
Houve interesse de outros clubes durante a janela, mas o Independiente Rivadavia decidiu segurá-lo. Agustín Vila foi enfático ao falar sobre o futuro do atacante.
— Não há nenhuma possibilidade de ele sair. Temos um carinho enorme pelo Arce. É a peça fundamental para os próximos meses. Arce é o artilheiro da Libertadores, do campeonato e capitão da equipe. Claramente, é uma peça fundamental — afirmou.
🔥 Até R$100 de volta em crédito se perder - jogue R$100 e confira as regras
18+ | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento | Conteúdo comercial | Aplicam-se termos e condições.

Fluminense
Radar dos emprestados: veja como estão os jogadores que pertencem ao Fluminense
Há 4 horas
Fluminense
Naturalização pode aliviar impacto de nova regra de estrangeiros no Fluminense
Há 17 horas
Futebol Nacional
Opinião: ressalvas à parte, os nossos estrangeiros também não são os melhores
Há 19 horas
Futebol Nacional
MPSP recomenda 4 mil ingressos para torcida do Fluminense contra o Palmeiras
Há 19 horas
Futebol Nacional
Como um jogador estrangeiro pode se naturalizar brasileiro? Veja as regras
Há 21 horas
Vasco
Torcedores do Vasco protestam por uso do Maracanã e cobram cumprimento de edital
Há 21 horasMais LANCE!

Com base definida, veja os jogadores que se tornaram pilares do Fluminense de Marcão

Regra dos 12 jogos no Brasileirão e times B entram na mira de CBF e clubes

Dos clubes à Seleção: os impactos da redução do limite de estrangeiros no Brasileirão

Thiago Silva completa 42 anos como referência técnica e pilar do Fluminense

Entenda como a nova regra de jogadores estrangeiros afetará o Fluminense até 2030

Fluminense lamenta morte de Zuenir Ventura, referência no jornalismo e tricolor apaixonado

Marcão, do Fluminense, tem 2º melhor aproveitamento entre técnicos do Brasileirão

Clubes aprovam redução de estrangeiros no Brasileirão

Copa do Brasil terá aumento de premiação, mas parte do valor terá destino obrigatório

Conmebol define datas e horários das semifinais da Libertadores

Palmeiras x Fluminense: Conmebol define datas da semi da Libertadores e mantém decisão no Nubank Parque

Aos 40, Hulk desafia o tempo e vira protagonista do Fluminense de Marcão

Fluminense respira antes de reta decisiva e ganha tempo para afinar o time



