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Real Madrid muda de rumo com Mourinho e mira a volta ao topo da Europa

Clube passou por uma leve reformulação na busca pela glória

PorTiago Teixeira MendesPedro BernardoRio de Janeiro (RJ)
Rio de Janeiro (RJ)
12/08/2026 14:30

Supervisionados porNathalia Gomes,
Técnico do Benfica, José Mourinho em coletiva de imprensa da Champions League
José Mourinho em coletiva de imprensa da Champions League (Foto: Patricia De Melo Moreira/AFP)

O Real Madrid inicia a temporada 2026/27 com mudanças profundas no elenco e, principalmente, na forma de conduzir seu projeto esportivo. Depois de um período de resultados abaixo das expectativas, o clube aposta no retorno de José Mourinho ao comando e em uma janela de transferências marcada pela chegada de jogadores mais consolidados. A ideia é promover uma espécie de reformulação interna sem abrir mão de um elenco estrelado, em um movimento que busca recolocar o time no topo da Espanha e da Europa.

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A temporada anterior aumentou a pressão sobre o clube. O Barcelona conquistou La Liga com oito pontos de vantagem e também levou a Supercopa da Espanha, enquanto o Real Madrid foi eliminado pelo Albacete na Copa do Rei e caiu diante do Bayern de Munique na Champions League. O cenário fez a diretoria acelerar mudanças para um elenco que já vinha passando por uma transformação nos últimos anos.

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Agora, porém, a estratégia apresenta uma diferença importante. Depois de apostar durante anos em jovens com potencial de desenvolvimento, o Real Madrid passou a buscar também jogadores mais experientes e nomes de peso no mercado. A chegada de Mourinho é outro elemento central dessa mudança.

Um novo perfil no mercado

A reformulação do elenco envolveu saídas importantes, entre elas Gonzalo García, César Palacios, Fran García, Carvajal, Alaba, Mastantuono e Ceballos. Ao mesmo tempo, o clube se movimentou de maneira agressiva para preencher os espaços e ampliar as alternativas à disposição do treinador português.

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O maior investimento foi Yan Diomande, contratado do RB Leipzig por 125 milhões de euros. O valor pode chegar a 140 milhões de euros, de acordo com os termos da negociação, e representa a contratação mais cara da história do Real Madrid.

Diomande com a camisa do Real Madrid
Diomande com a camisa do Real Madrid (Foto: Reprodução/X)

Outro nome de peso é Marc Cucurella. O lateral espanhol chega do Chelsea por 55 milhões de euros depois de uma temporada em que também esteve entre os protagonistas da seleção espanhola. Para reforçar o setor defensivo, o clube ainda acertou com Dumfries, contratado da Inter de Milão por 20 milhões de euros, e Konaté, que chegou sem custos após o fim de seu contrato com o Liverpool.

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+ Cucurella chega no Real Madrid para assumir lacuna de Marcelo

No meio-campo, a principal oportunidade de mercado foi Bernardo Silva. O português deixou o Manchester City sem custos e acrescenta experiência a um setor que conta com Bellingham, Valverde, Camavinga, Tchouaméni e Güler.

O ataque também ganhou uma nova alternativa com Carlos Espí, contratado do Levante por 25 milhões de euros. Endrick, por sua vez, retorna ao elenco após o período de empréstimo ao Lyon. A manutenção de Vini Jr também representa um dos pilares do novo ciclo, após o brasileiro renovar seu contrato com o clube até 2032.

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Com as mudanças, a composição do elenco passa a reunir diferentes gerações: Courtois e Rüdiger representam a experiência, enquanto jogadores como Vini Jr, Bellingham, Valverde, Camavinga, Mbappé e Rodrygo formam a base de um grupo que já possui protagonismo no futebol europeu. Ao lado deles, nomes mais recentes e contratações de mercado ampliam a quantidade de opções.

+ Como chega o Real Madrid para a temporada 2026/27?

Mourinho e a ideia de uma "soft reformulação"

É justamente nesse cenário que José Mourinho aparece como o principal ponto de interrogação da temporada. O treinador português retorna ao Real Madrid anos depois de sua primeira passagem pelo clube, mas chega após trabalhos recentes que não tiveram o mesmo impacto de seus melhores momentos na carreira. Seu último grande título europeu foi a Conference League conquistada pela Roma, em 2022.

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O Real Madrid já havia feito sua grande transição geracional após o fim da era de Cristiano Ronaldo, Sergio Ramos e companhia, quando passou a construir uma equipe ao redor de Vini Jr, Valverde e outros jogadores jovens. A mudança para 2026/27 é diferente: não se trata de começar outro ciclo do zero, mas de reorganizar uma equipe que já possui estrelas, acrescentar experiência e resolver problemas internos que ficaram expostos na temporada anterior. É daí que surge a ideia de uma "soft reformulação".

Dessa vez, a transformação é mais interna. A expressão "soft reformulação" ajuda a definir esse processo: não existe um projeto de reconstrução completa, mas uma tentativa de reorganizar um elenco que já possui estrelas e, ao mesmo tempo, corrigir problemas que apareceram dentro e fora de campo.

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José Mourinho em treino do Real Madrid
José Mourinho em treino do Real Madrid (Foto: Reprodução / X)

A temporada anterior foi marcada por episódios que expuseram dificuldades na relação entre jogadores e comissão técnica. Houve, por exemplo, a discussão entre Valverde e Tchouaméni e manifestações públicas de Vini Jr e Mbappé em relação a situações envolvendo o comando da equipe. Mourinho chega justamente para administrar esse ambiente e estabelecer uma nova dinâmica dentro do vestiário.

A expectativa, portanto, não é apenas que o português encontre uma formação competitiva. O trabalho envolve extrair o máximo de um elenco repleto de jogadores importantes, definir hierarquias e reduzir os conflitos que marcaram o período anterior.

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Ao mesmo tempo, o contexto externo aumenta a cobrança. O Barcelona se fortaleceu como principal força doméstica, enquanto o PSG consolidou seu protagonismo no futebol europeu com o bicampeonato da Champions League. Para o Real Madrid, a temporada 2026/27 começa com a necessidade de responder a esses dois cenários.

O objetivo segue sendo o mesmo: disputar todos os títulos possíveis, com a Champions League novamente como uma das principais ambições do clube. A diferença está no caminho escolhido para tentar alcançá-la: um elenco mais experiente, contratações de impacto e Mourinho no comando de uma equipe que busca reorganizar suas peças sem abandonar a condição de protagonista.

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