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ONG apresenta nova denúncia contra presidente da Fifa

FairSquare aponta oito possíveis violações de Infantino ao Código de Ética

PorMarcio DolzanRio de Janeiro (RJ)
08/09/2026 06:00
Gianni Infantino, presidente da Fifa, se manifestou sobre jogo do Fortaleza (Foto: Luke Hales/Getty Images/AFP)
FairSquare diz que Gianni Infantino cometeu oito violações ao Código de Ética da Fifa (Foto: Luke Hales/Getty Images/AFP)

A ONG britânica FairSquare apresentou nesta terça-feira (8) uma nova denúncia ao Comitê de Ética da Fifa contra o presidente da entidade, Gianni Infantino, pedindo investigação por "violações reiteradas ao Código de Ética da Fifa". Ao todo, a ONG aponta para supostas oito violações, incluindo o caso Balogun, abuso de poder e infração à exigência de neutralidade política.

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O Lance! teve acesso ao documento, que tem oito páginas e é apoiado por mais de 100 mil pessoas de diversos países. Todas elas incluíram seus nomes em um abaixo-assinado na campanha Reboot Fifa, criada pela FairSquare e que convida a comunidade internacional a debater a atuação de Infantino e a governança da Fifa.

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"Esta denúncia apresenta oito incidentes em ordem cronológica. Todos se relacionam às conexões do sr. Infantino com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e quatro dos incidentes já haviam sido incluídos na denúncia apresentada pela FairSquare em dezembro de 2025. A denúncia atualizada inclui detalhes sobre o papel do sr. Infantino no chamado caso Balogun, durante a Copa do Mundo masculina de 2026, e sobre seus esforços para vender os direitos das operações comerciais e de eventos da Fifa a um grupo de private equity com conexões com o presidente Trump", diz trecho do documento.

A denúncia apresentada nesta terça-feira, diz a carta, "fornece provas contundentes de que o presidente da Fifa, no mínimo, abusou de seu poder, violou seu dever de neutralidade política e violou seu dever de lealdade em seus esforços para estreitar relações com o presidente dos Estados Unidos". 

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O texto sustenta que "as evidências de que ele (Infantino) buscou obter ganhos pessoais com esse padrão de comportamento tornam as alegações ainda mais graves".

Donald Trump e Gianni Infantino durante cerimônia no fim da Copa do Mundo
Proximidade com Donald Trump é fator central nas denúncias contra Gianni Infantino (Foto: Charly Triballeau/AFP)

As violações apontadas pela FairSquare na nova denúncia apresentada ao Comitê de Ética da Fifa são:

  1. Vídeo publicado por Infantino em conta no Instagram agradecendo a Donald Trump pelo convite para participar da cerimônia de posse do presidente. No vídeo, o dirigente da Fifa adequou o slogan de Trump;
  2. A entrega do novo Prêmio da Paz da Fifa a Trump, sem que houvesse aprovação prévia do Conselho da Fifa;
  3. Campanha de Infantino para Donald Trump recebesse o Prêmio Nobel da Paz;
  4. Vídeo apresentado no sorteio da Copa do Mundo, no momento da entrega do Prêmio da Paz da Fifa, que enaltecia a política externa do presidente dos Estados Unidos;
  5. Assinatura de Infantino do memorando que criou o "Conselho da Paz" de Trump, sem consulta prévia ao Conselho da Fifa. Além disso, no ato de assinatura Infantino usou boné usado pelo presidente dos Estados Unidos em comícios de campanha;
  6. Denúncia de que um site da Fifa dedicado aos torcedores interessados na Copa do Mundo recolhesse dados que foram posteriormente compartilhados para fins políticos-partidários de campanhas dos republicanos;
  7. A anulação da suspensão automática do atacante norte-americano Folarín Balogun, expulso em partida da Copa do Mundo;
  8. A tentativa frustrada de criar o Fifa Forward Enterprise (FFE), para negociar parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo. 

Gianni Infantino preside a Fifa desde 2016, e pretende concorrer a mais um mandato na eleição prevista para março do ano que vem. O dirigente, cuja reeleição era dada como certa há alguns meses, vem perdendo apoio de federações nos últimos meses.

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