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Elton John, atração principal do Rock in Rio, tem história de amor com o Watford

Além da carreira musical, astro britânico foi presidente e dono do clube inglês, que viveu uma ascensão histórica sob sua gestão

PorNathalia GomesRio de Janeiro (RJ)
07/09/2026 09:17
Elton John Watford Rock In Rio
Montagem do Elton John no Rock In Rio (Foto: IA)

Um dos maiores nomes da música mundial, Elton John é a principal atração do Rock in Rio nesta segunda-feira (7), feriado da Independência. O britânico de 79 anos, que já se apresentou nas edições de 2011 e 2015 do festival, encerra a programação do Palco Mundo às 23h. Fora dos palcos, porém, o astro também construiu uma relação especial com o futebol e, principalmente, com o Watford, clube inglês do qual é torcedor desde a infância.

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Dono de sucessos mundiais como Your Song, Rocket Man, Candle in the Wind e Tiny Dancer, Elton John chegou a comandar o Watford e participou de um dos períodos mais importantes da história dos Hornets.

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A relação começou ainda na infância. O pai do cantor era admirador de Cliff Holton, um dos grandes nomes da história do clube, e costumava levar o filho ao estádio. A paixão cresceu ao longo dos anos e, em 1976, Elton John assumiu a presidência do Watford.

No ano seguinte, o cantor comprou o clube e passou a ter uma participação ainda mais ativa na administração. Sob sua liderança, o Watford viveu uma ascensão impressionante no futebol inglês, saindo da quarta divisão até alcançar a elite.

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Elton John e a ascensão do Watford

Elton John comandou o Watford em duas fases: de 1976 a 1987 e de 1997 a 2002. Na primeira passagem, o clube alcançou a Primeira Divisão e chegou à final da Copa da Inglaterra. A equipe também terminou como vice-campeã inglesa em 1982/83 e 1983/84, além de alcançar a decisão da Copa da Liga Inglesa em 1984.

Grande parte do sucesso aconteceu em parceria com o técnico Graham Taylor. Elton John se envolveu diretamente com o projeto e ajudou a criar uma estrutura que permitiu ao Watford competir em um nível muito superior ao que estava acostumado.

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Um dos episódios mais marcantes aconteceu na Copa da Liga. Ainda na terceira divisão, o Watford eliminou o Manchester United em Old Trafford, resultado que colocou o clube no centro das atenções da imprensa inglesa.

— Na noite em que nós eliminamos o Manchester United da Copa da Liga em Old Trafford, quando ainda estávamos na terceira divisão, os jornais que normalmente não se importavam com o Watford estavam chamando o clube de 'Rocket Men de Elton John' na manhã seguinte" — escreveu em sua biografia, de acordo com o"Trivela".

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A repercussão foi tamanha que os jornais passaram a chamar a equipe de "Rocket Men", em referência ao sucesso de Elton John na música.

Futebol como refúgio

A relação com o Watford também teve um significado pessoal para o cantor. Em sua autobiografia, "Eu, Elton John", publicada em 2019, o astro contou que o clube foi uma fonte constante de felicidade durante um dos períodos mais difíceis de sua vida.

— Fui presidente do clube durante o pior período da minha vida: anos de vício, infelicidade de relacionamentos fracassados, maus negócios e processos judiciais, turbulências sem fim. Nessa época, Watford foi uma fonte constante de felicidade por razões óbvias.

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— Há pedaços dos anos 80 dos quais não me lembro, mas todos os jogos do Watford que eu vi estão permanentemente gravados na minha memória.

Mesmo enfrentando problemas pessoais e profissionais, Elton John manteve o futebol como uma espécie de refúgio. Os jogos do Watford ficaram entre as lembranças mais marcantes daquela época.

O cantor também fazia questão de estar próximo do elenco. Frequentava treinamentos e partidas, promovia festas para jogadores e funcionários e organizava atividades para crianças da região.

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As críticas e a parceria com Graham Taylor

Nem todos entenderam inicialmente o envolvimento de Elton John com o futebol. O cantor chegou a ser alvo de críticas de amigos por dedicar tanto tempo e dinheiro ao Watford.

O músico Rod Stewart, torcedor do Celtic, chegou a questionar a decisão do colega de investir no clube inglês. Com o passar dos anos, porém, o trabalho desenvolvido no Watford mostrou que a aposta de Elton John havia dado resultado.

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Ao lado de Graham Taylor, o cantor ajudou a montar uma equipe competitiva e a conduzir o clube em uma das maiores ascensões de sua história.

Elton John toca piano no centro do estádio do Watford para público presente
Elton John durante apresentação no estádio do Watford (Foto: Divulgação)

Uma paixão que atravessou gerações

Depois de deixar a presidência em 1987, Elton John voltou ao comando do Watford em 1997. A segunda passagem terminou em 2002, quando o cantor deixou o cargo por falta de tempo para se dedicar ao clube.

Em 2008, ele também abriu mão do título de presidente vitalício, mas a ligação com os Hornets permaneceu. A importância de Elton John para o clube é reconhecida até hoje. Uma das arquibancadas do estádio do Watford recebeu o nome de Sir Elton John Stand, em homenagem ao cantor.

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A paixão também chegou à geração seguinte. Em 2018, Zachary Furnish-John, filho do astro, assinou um contrato de um ano para treinar nas categorias de base do Watford.

Assim, enquanto Elton John volta aos palcos do Rock in Rio nesta segunda-feira, sua história com o futebol inglês continua sendo um dos capítulos mais curiosos da trajetória de uma das maiores estrelas da música mundial.

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Rock In Rio: veja os novos horários de segunda-feira

Não só Elton John subirá ao palco do Rock in Rio nesta segunda-feira; o festival terá uma programação extensa em diferentes palcos espalhados pela Cidade do Rock. Veja abaixo:

Palco Mundo

23h — Elton John
20h30 — Gilberto Gil
18h15 — Jon Batiste
16h10 — Luísa Sonza convida Roberto Menescal

Palco Sunset

21h55 — Laufey
19h50 — Péricles canta Motown
17h10 — Roupa Nova convida Guilherme Arantes
15h — Vanessa da Mata convida Rubel

New Dance Order

1h30 — Fatboy Slim
0h — Aline Rocha
22h30 — Leo Janeiro & Simo Not Simon
21h05 — Max Styler

Espaço Favela

18h20 — Belo
16h30 — Mart'nália
14h40 — Tiee

Palco Supernova

20h05 — Alee
17h30 — Zeca Veloso
15h40 — Melly
14h10 — Maui

Palco Global Village

18h20 — João Bosco
16h30 — Joyce Moreno, Leila Pinheiro e Fernanda Takai
14h40 — Wanda Sá

Além dos shows, o evento também conta com uma série de ativações, com marcas apostando em experiências que vão de espaços imersivos e ações interativas a brindes, jogos e iniciativas ligadas à tecnologia e à sustentabilidade.

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A Coca-Cola, por exemplo, prepara uma programação própria de música, um MiniCD com acesso a conteúdos por NFC e ações de gestão de resíduos, enquanto outras patrocinadoras também levam propostas para aproximar o público de seus universos durante os dias de festival. A variedade de iniciativas reforça uma tendência cada vez mais presente em grandes eventos de música: transformar os intervalos e momentos de circulação em parte da experiência do público.

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