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Messi ainda não acabou: os números que sustentam a reta final da carreira

Após se despedir da Argentina, craque mantém alto nível no Inter Miami e ainda persegue quatro marcas históricas na reta final da carreira

PorNathalia GomesRio de Janeiro (RJ)
06/09/2026 12:30
Atualizado há 1 minutos
Lionel Messi de perfil em jogo do Inter Miami com a camisa rosa
De perfil, Lionel Messi em ação pelo Inter Miami (Foto: CHANDAN KHANNA / AFP)

Por muitos anos, a pergunta que acompanhou Lionel Messi foi simples: faltava o quê? O argentino já havia conquistado quase tudo que um jogador poderia desejar, acumulado recordes, títulos e prêmios individuais, mas existia uma ausência que insistia em aparecer quando sua carreira era colocada em perspectiva: a Copa do Mundo.

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Em 2022, no Catar, essa história mudou. Messi levantou o troféu que perseguiu durante boa parte da carreira e encerrou uma das maiores discussões do futebol de que faltava uma Copa para completar seu legado. Quatro anos depois, em 2026, ele voltou a disputar uma final mundial com a Argentina. Não repetiu o título, mas deixou o campo com uma certeza: seu ciclo pela seleção estava chegando ao fim.

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Aos 39 anos, Messi anunciou sua aposentadoria da seleção argentina depois da Copa do Mundo deste ano. O adeus aconteceu pouco depois de um período especialmente doloroso na vida pessoal do jogador, que perdeu o pai, Jorge Messi, em agosto.

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Lionel Messi, camisa 10 da Argentina, comemora com os companheiros após a vitória sobre o Egito pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, no Estádio de Atlanta.
Atacante argentino #10 Lionel Messi comemora com os companheiros de equipe após a vitória na partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Egito, no Estádio de Atlanta, em Atlanta, no dia 7 de julho de 2026. (Foto: Thomas COEX / AFP)

O camisa 10, porém, não deixou o futebol. E é justamente aí que começa uma nova parte de sua história. Se a camisa da Argentina ficou para trás, o protagonismo dentro de campo continua.

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No Inter Miami, Messi segue sendo decisivo e mantém uma produção que parece incompatível com a idade. A MLS se tornou o palco de uma fase diferente da carreira do argentino, que continua marcando gols, distribuindo assistências e participando diretamente das principais jogadas de sua equipe.

Na noite deste sábado (5), ficou mais uma vez evidente que a despedida da seleção não significou o fim de sua capacidade de decidir. Na vitória do Inter Miami por 2 a 1 sobre o Atlanta United, Messi deu a assistência para o gol de Casemiro e voltou a contribuir diretamente para os números pessoais que ainda persegue nesta reta final da carreira.

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Os números que ainda estão em jogo

Aos 39 anos, Messi tem quatro marcas importantes pela frente. A mais conhecida é a dos 1.000 gols oficiais. Faltam 73 para o argentino alcançar o número. A segunda está nas assistências.

Messi precisa de 78 passes decisivos para chegar aos 500. A assistência para Casemiro, no sábado, entrou justamente nessa contagem. Quando gols e assistências são somados, a marca passa para 1.500 participações diretas em gols. Nesse caso, faltam 151 contribuições.

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Existe ainda um objetivo relacionado aos títulos. Messi soma 48 troféus oficiais e está a duas conquistas de chegar aos 50 na carreira. As quatro marcas dependem exclusivamente da continuidade de sua carreira nos clubes. Sem a seleção argentina no calendário, o Inter Miami passa a concentrar os jogos que podem alterar essas estatísticas.

  1. 73 gols para chegar aos 1.000 gols oficiais na carreira;
  2. 78 assistências para se tornar o primeiro jogador da história com 500 assistências;
  3. 151 participações em gols para alcançar 1.500 contribuições diretas;
  4. 2 títulos para se tornar o primeiro jogador da história a conquistar 50 títulos oficiais.
Quadrinho com ilustrações dos recordes que Messi está perto de alcançar
Messi está perto de alcançar marcas ainda na carreira (Foto: IA)

Uma carreira que mudou de objetivo

A aposentadoria da seleção encerra uma etapa marcada por cobranças que acompanharam Messi durante anos. A principal delas terminou em 2022, quando a Argentina venceu a Copa do Mundo no Catar.

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Antes disso, o atacante havia perdido a final de 2014 para a Alemanha e acumulado derrotas nas decisões da Copa América de 2015 e 2016. Em 2016, chegou a anunciar a aposentadoria da seleção, mas voltou atrás meses depois.

O retorno abriu caminho para a fase mais vitoriosa de Messi com a Argentina. Vieram a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024.

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Em 2026, Messi disputou seu quinto Mundial e chegou novamente à final. A Argentina perdeu por 1 a 0 para a Espanha, mas o atacante terminou a competição com oito gols e chegou a 21 em Copas do Mundo.

O torneio também marcou sua última participação pela seleção. Ao todo, Messi encerrou o ciclo argentino com 207 partidas e 125 gols.

A conta, no entanto, agora é diferente. O objetivo já não envolve uma taça que faltava ou uma competição pela Argentina, a seleção que ele escolheu defender. Os números que restam são individuais e dependem da quantidade de partidas que Messi ainda terá pela frente no Inter Miami, time que tem contrato até dezembro de 2028.

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