É 1º de abril? Piloto desmaia ao tentar vencer empurrando carro na Fórmula 1
Mansell tentou passar pela linha de chegada a pé com sua Lotus

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Os inúmeros acidentes e problemas nos carros já renderam grandes operações de resgate, com guinches e tudo. Em um desses casos bizarros ao estilo 1º de abril – o famoso "Dia da Mentira" –, o GP de Dallas em 1984 ficou marcado por uma abordagem diferenciada de Nigel Mansell para tentar mover sua Lotus. O campeão mundial da Fórmula 1, no entanto, não aguentou o calor extremo e acabou desmaiado.
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A nona etapa do calendário acontecia sob altas temperaturas, no circuito improvisado de Fair Park, quando Mansell buscava confirmar a pole position conquistada. No grid de largada, o britânico se destacava na primeira colocação, seguido de Elio de Angelis, também da Lotus, e o jovem Ayrton Senna.
Temperatura e emoção elevadas
Na largada, o calor já dava o tom do que viria pela frente. Debaixo de um sol impiedoso, Senna perdeu posição logo nas primeiras voltas, enquanto Derek Warwick partia para cima de De Angelis em uma briga animada pela ponta da F1.
A corrida, no entanto, rapidamente deixou de ser sobre disputas e passou a ser sobre sobrevivência. O asfalto começava a se desfazer com as altas temperaturas, e os carros sofriam tanto quanto os pilotos. Abandonos viraram rotina: nomes como Lauda, Prost, Senna e Piquet ficaram pelo caminho em meio a quebras, erros e uma pista cada vez mais traiçoeira.
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No meio desse caos, Mansell resistia. O britânico lutava contra tudo – o carro, o desgaste físico e o calor absurdo – e ainda assim se mantinha na briga. Até que, quando estava próximo de um resultado importante, veio o golpe final: a caixa de câmbio da Lotus quebrou a poucos metros do fim. E foi aí que a cena virou história.
Desesperado, Mansell saiu do carro e tentou empurrá-lo até a linha de chegada. Cambaleando, visivelmente exausto, seguiu na base da força de vontade enquanto o público assistia incrédulo. O corpo, então, cobrou a conta.

Antes de completar a missão, o britânico desmaiou no meio da pista, vencido pelo calor extremo. Ainda assim, graças à distância percorrida e ao alto número de abandonos, acabou classificado em sexto lugar – um ponto conquistado no limite entre o heroico e o absurdo. No fim, a vitória ficou com Keke Rosberg, seguido por René Arnoux e De Angelis.
Mas, convenhamos: naquele dia, ninguém lembrou do vencedor. O que ficou mesmo foi a imagem de um piloto tentando vencer a Fórmula 1 no empurrão.
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