Cláusula de contrato abre brecha para Verstappen deixar Red Bull na F1 2026
Em paralelo, chefe da Red Bull busca solução para manter holandês na disputa

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O futuro de Max Verstappen foi um dos principais assuntos fora do paddock na última temporada. Em meio a uma possível saída da Red Bull, a Mercedes surgia como forte opção para o holandês. Contudo, a equipe austríaca teve o contrato, válido até 2028, como trunfo para garantir a permanência de seu principal piloto.
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Verstappen conta com cláusulas de saída que abrangem cada ano de seu contrato até 2028. Segundo o jornal alemão "Bild", elas funcionam em forma de "metas" e podem ser acionadas unilateralmente pelo holandês, sem que haja multa rescisória.
O único jeito do holandês deixar a Red Bull era se estivesse na quarta colocação no campeonato de pilotos até a pausa de intertemporada. Porém, Max assegurou o top-3 no GP da Bélgica, com isso, não pôde acionar a cláusula de desempenho.
Dessa vez, o cenário não deve se repetir. Para a temporada atual, o contrato prevê rescisão caso o piloto não esteja entre os dois primeiros colocados no Mundial de Pilotos até a pausa de verão. Assim, será preciso aguardar até 26 de julho, data do GP da Hungria, para saber se o tetracampeão poderá acionar a primeira cláusula.
A situação piora para o próximo ano. Apenas a liderança garante que não haja margem de uma possível saída precoce de Verstappen da Red Bull. Com isso, o piloto deve estar no topo da classificação geral até o intervalo que acontece entre julho e agosto.
Verstappen detona F1 e projeta aposentadoria
Verstappen teve um fim de semana discreto no GP do Japão e terminou apenas na sétima posição após dificuldades para avançar no pelotão. Eliminado ainda no Q2 da classificação, o piloto da Red Bull até conseguiu ganhar algumas posições na corrida, mas não teve ritmo suficiente para brigar mais à frente.
— Posso aceitar facilmente estar em sétimo ou oitavo, onde estou, porque também sei que não dá para dominar, ser primeiro ou segundo, ou qualquer coisa do tipo, lutando por um pódio o tempo todo. Sou muito realista quanto a isso e já estive nessa situação antes — disse Max, em entrevista à "BBC".
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Não é sobre querer as coisas do seu jeito, mas de aproveitar uma boa pilotagem nas pistas. Para Verstappen, o modo como os novos carros da F1 funcionam desagradam não por seu desempenho, mas pelo controle que exerce sobre o piloto.
— Mas, ao mesmo tempo, quando você está em sétimo ou oitavo e não está curtindo toda a dinâmica da corrida, não parece natural para um piloto. Claro que tento me adaptar, mas não é legal o jeito que você tem que correr. É realmente antipilotagem. Aí chega um ponto em que, simplesmente, não é o que eu quero fazer.

Em meio a esses problemas, a aposentadoria começou a ser analisada pelo veterano da Red Bull. Momentos em família, ou até o foco em outros projetos, surgem como opções "melhores" para o holandês.
— Você tem que pensar também em 24 corridas, são 22 desta vez, mas geralmente são 24. E então você pensa se isso vale a pena ou se prefere estar em casa com a família, em ver os amigos quando não está curtindo seu esporte. Nunca foi sobre dinheiro. Sempre foi sobre gostar do que faço. Estou tentando todos os dias aproveitar, mas está difícil. Tenho muitos projetos que me empolgam. Não é como se eu fosse parar e não fazer nada.
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