Rice projeta duelo difícil da Inglaterra contra a RD Congo na Copa
Meio-campista compara desafios da Copa do Mundo à campanha do título da Premier League pelo Arsenal

A classificação da Inglaterra à segunda fase da Copa do Mundo não diminuiu o nível de atenção dentro do elenco. Antes do confronto contra a República Democrática do Congo, o volante Declan Rice afirmou que a seleção precisa estar preparada para enfrentar diferentes cenários durante a competição e destacou que a experiência vivida na conquista da Premier League pelo Arsenal servirá de aprendizado para o mata-mata.
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O meio-campista lembrou a reta final da campanha do clube londrino no campeonato inglês, quando a equipe disputava o título ponto a ponto com o Manchester City. Após uma derrota para o rival direto, Rice chegou a afirmar em campo que a disputa ainda não estava decidida. O Arsenal venceu todas as partidas restantes e conquistou o título inglês pela primeira vez desde 2004. Segundo o jogador, a trajetória mostrou que campanhas vencedoras também são marcadas por momentos de pressão e dificuldades.
— Poderia ter ido para qualquer lado. Felizmente, tudo aconteceu da maneira que eu queria, embora tenha sido uma loucura como tudo se desenrolou.

Inglaterra espera novo adversário fechado
Na avaliação de Rice, a República Democrática do Congo deve adotar uma estratégia semelhante à utilizada por Gana e Panamá, priorizando a defesa e explorando os contra-ataques. O volante destacou que a Inglaterra precisará ter paciência para superar uma equipe organizada defensivamente.
— Haverá momentos em que enfrentaremos dificuldades e precisaremos superá-las. Vai ser um jogo duro e precisamos estar preparados para tudo o que acontecer — afirmou.
O jogador ressaltou que convive com esse tipo de cenário também no Arsenal, equipe que frequentemente enfrenta adversários com linhas defensivas baixas na Premier League.
— Quando você enfrenta defesas muito fechadas, existe uma estrutura que o treinador quer que seja seguida. Às vezes você precisa fazer algo pensando no coletivo, mesmo que não seja exatamente o que gostaria naquele momento. Isso pode ajudar um companheiro de equipe.
Rice também destacou que o elenco inglês tem qualidade suficiente para criar mais oportunidades, mas ressaltou o mérito dos adversários na fase de grupos.
— Quando olhamos para a qualidade do nosso elenco, pensamos que deveríamos marcar quatro ou cinco gols por jogo. Mas Gana foi muito bem organizada e o Panamá também. Cabe a nós encontrar maneiras de superar essas defesas e manter a paciência.

Retorno ao time e conselho para Anderson
Após ser poupado da partida contra o Panamá por causa de uma pancada na panturrilha, Rice deve retornar ao time titular nas oitavas de final. O volante revelou que também convive desde o fim do ano passado com uma dor de origem neural na parte posterior da coxa, problema que vem sendo controlado ao longo da temporada.
Com o retorno de Rice, a tendência é que Jude Bellingham volte a atuar mais avançado no meio-campo, enquanto Elliot Anderson deixe de ser o responsável pela função mais defensiva. O jogador revelou ainda uma conversa recente com Anderson, que está próximo de trocar o Nottingham Forest pelo Manchester City em uma das maiores transferências da história do futebol inglês.
— Conversei com o Elliot no hotel. Disse a ele que não pode controlar o valor da transferência. Ele custa isso porque foi um dos melhores jogadores da Europa nesta temporada. O preço é apenas barulho. Falei para ir ao Manchester City, continuar fazendo o que sempre fez e tudo dará certo — revelou Rice, que também elogiou as características do companheiro de seleção.
— O Elliot sempre quer a bola e, quando não recebe, cobra os companheiros. É um dos melhores jogadores com quem já atuei.

Confiança em disputa por pênaltis
Pensando nas fases eliminatórias, Rice também afirmou que a atual geração inglesa está preparada para uma eventual decisão por pênaltis. O volante citou jogadores como Harry Kane, Ivan Toney, Marcus Rashford, Anthony Gordon, Bukayo Saka, Jude Bellingham e ele próprio como opções confiáveis nas cobranças.
— Olho para este grupo e não acredito que a Inglaterra já tenha tido uma geração com tantos bons cobradores de pênalti. Sabemos que uma disputa pode ser decisiva para chegar à final ou conquistar o título. Estaremos totalmente preparados para isso — concluiu.

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