Pulseiras viram febre na Copa do Mundo; veja por que
Filas e torcedores em busca do brinde marcam a ativação mais popular do Mundial

Se toda Copa do Mundo costuma deixar uma lembrança marcante para quem acompanha o torneio de perto, a edição de 2026 já parece ter eleito o seu grande sucesso. Depois dos copos colecionáveis, cachecóis e outros brindes tradicionais, as pulseiras distribuídas gratuitamente por um dos grandes bancos dos Estados Unidos, patrocinador oficial do Mundial, transformaram-se no objeto mais disputado entre os torcedores.
O fenômeno ganhou força ao longo da competição. Nos primeiros dias de Copa, a distribuição ainda passava relativamente despercebida, mas bastou o encerramento da fase de grupos para que a cena se repetisse em praticamente todas as sedes. Horas antes de a bola rolar, milhares de pessoas corriam para as entradas dos estádios em busca de um lugar nas enormes filas para garantir o brinde.
Em alguns locais, torcedores chegaram a esperar mais de uma hora apenas para retirar as pulseiras. Nenhuma outra ativação promovida durante o Mundial despertou tanto interesse do público quanto essa ação.
O sucesso também se explica pelos detalhes. Em cada partida são disponibilizados cinco modelos diferentes. Há uma pulseira da cidade-sede, com pingentes que fazem referência aos símbolos locais, outra com os mascotes oficiais da Copa do Mundo e duas dedicadas às seleções que entram em campo, cada uma com cores, estilos e elementos que representam o país. O resultado é uma combinação que desperta o espírito colecionador dos fãs.
No duelo entre Brasil e Japão, em Houston, a cena voltou a se repetir. Filas intermináveis tomaram conta da área externa do estádio logo após a abertura dos portões. Enquanto alguns já exibiam orgulhosamente suas coleções, outros aguardavam pacientemente pela vez de receber o mimo.
— É legal porque tem dos dois países que vão disputar o jogo. Tem dos Estados Unidos, local do jogo. Tem um charme diferente de cada país e tem um troféu — contou uma torcedora-mirim, que foi ao estádio acompanhada pelos pais.
Para muitos, o valor está justamente na lembrança que ficará após o torneio.
— Sempre é legal ter uma lembrança da Copa. Eles arrasaram e eu gostei muito — afirmou outra torcedora.
Nem todos conseguem explicar exatamente por que a pulseira virou objeto de desejo. Às vezes, basta entrar no clima coletivo.
— Eu não sei o motivo, mas eu vim aqui correndo porque achei bonitinha. Nós estamos aí e vamos ser hexa — brincou um torcedor enquanto mostrava a pulseira recém-conquistada.
Há também quem tenha transformado a coleção em missão durante a Copa. Uma frequentadora assídua das partidas explicou que a busca pelas diferentes versões virou parte da experiência de acompanhar o Mundial.
— Virou uma febre. Estão dando nos estádios e nas fan fests. É uma lembrança e é de graça. São duas pulseiras que você ganha, uma padrão, com todos os mascotes da Fifa, e são quatro opções que você pode escolher. Na fan fest você consegue montar a sua. É a minha décima pulseira — contou orgulhosa a torcedora.
Mais do que um simples brinde, as pulseiras acabaram se tornando um símbolo espontâneo da Copa do Mundo de 2026. Em um torneio repleto de grandes ativações comerciais, foi justamente um mimo gratuito que conquistou torcedores de diferentes nacionalidades e transformou a ida ao estádio em uma corrida que começa muito antes do apito inicial. Quem consegue entrar cedo garante um lugar na fila. Quem chega depois corre o risco de sair apenas com a foto da partida — e sem a lembrança mais cobiçada desta Copa.

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