Pool da Copa: 'É hora de James Rodriguez vestir a fantasia de heroi'
Gabriel Meluk, jornalista do El Tiempo, pede que o craque colombiano corresponda às expectativas no jogo decisivo contra o Senegal, logo mais

A Colômbia tem um herói no futebol mundial com uma dimensão colossal. É James Rodriguez, claro. Então, nesta quinta-feira, quando a equipe colombiana se vê obrigada a vencer para continuar no Mundial, agora contra o poderoso e rápido Senegal, James tem uma novo encontro com a história. Nos anteriores, chegou na hora certa.
Sim: hoje, novamente, como na Copa do Mundo no Brasil em que ele foi o artilheiro da Copa e o grande símbolo da equipe; hoje, novamente, como na Eliminatória que colocou a Colômbia na Rússia e que foi de longe e, sem dúvida, o valor mais importante da equipe com seus gols e suas assistências; hoje, novamente, como no último domingo, quando ele foi a grande figura da empolgante vitória de 3-0 na Polônia.
A vida é assim para heróis como ele. É a sua condenação, é o seu destino: não pode falhar. Cometer erros não é permitido. Neles está a fé de seu povo e é por isso que eles carregam a esperança de milhões em suas pernas.
James foi merecidamente eleito o melhor contra a Polônia, por suas duas assistências magistrais, enormes, para os gols de Yerry Mina e Juan Guillermo Cuadrado. E por mais. Em um jogo de grande crescente para vários colombianos, James foi o homem determinante que levou o senso de futebol brilhante e eficaz, que impunha segurança com a bola.
Os dados objetivos mostram isso: foi James quem segurou a bola, que ditou a troca de passes, que gerou o volume com os passes mais bem sucedidos da equipe (56 finalizações de 70) para uma eficácia de 84%. E pasmem: o jogador que mais correu no intenso 3-0 sobre a Polônia não foi Wílmar Barrios, nem Mateus Uribe, tampouco Quadrado ... Adivinha? Sim, foi James Rodríguez, que não é apenas um pé esquerdo mágico e uma visão de 360 graus no campo.
James era da elite do Real Madrid, o crème de la crème do futebol mundial. James é da elite do Bayern de Munique, o maior símbolo do futebol alemão, a maior potência europeia. É simplesmente o padrão máximo de futebol que não é nem a cumbia nem o vallenato nem a salsita de Valderrama, Asprilla e Rincón; mas agora soa como hits de reggaeton e confronto de salsa. É assim. É a Colômbia do novo milênio.
James, com seu currículo impressionante e sua maneira magnífica de entender o jogo, é o herói que a Colômbia precisa novamente para derrotar o Senegal e continuar na Copa do Mundo na Rússia, em um novo encontro que ele tem com a nossa história.
* O Pool da Copa é a união de grandes veículos de comunicação do mundo para um esforço de troca de informações. O objetivo é manter seus leitores por dentro do que acontece com as seleções de outros países, porém, com uma visão local.


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