Ex-jogador da Seleção critica atitude de Cunha contra o Japão: 'Vergonha'
Camisa 9 foi titular na partida

O Brasil venceu o Japão na última segunda-feira (29) pela segunda fase da Copa do Mundo, e Luisão, ex-Benfica e Seleção Brasileira, criticou Matheus Cunha por provocar os adversários. A situação aconteceu após o gol da virada, marcado por Gabriel Martinelli já nos acréscimos da partida.
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Durante a comemoração do gol, o atacante brasileiro se direcionou aos asiáticos, pedindo respeito e fazendo o gesto do número cinco com a mão, em referência às cinco Copas do Mundo conquistadas pelo Brasil. Na opinião de Luisão, durante o Seleção Estadão, mesmo a provocação do camisa 9 sendo uma resposta para uma declaração feita anteriormente por Kento Shiogai, do Japão, a atitude era desnecessária.
— Eu achei desnecessário, um pouco até com vergonha, né? Porque a camisa do Brasil é tão grande que não precisa estar dando resposta para ninguém. A resposta foi dada a esse jogador dentro do campo. O que importa é o hexa, é buscar o troféu, é buscar passar de fase, e não você ir lá na frente, ganhar o jogo e voltar para responder — disse Luisão antes de complementar.
— Isso aqui pode estar num campo emocional. Se você pegar, por exemplo, jogos que a gente já teve contra a Argentina, a Argentina é expert em fazer isso, e a gente perde a cabeça. Então não tem que dar valor a declaração nenhuma, e sim responder dentro do campo. A camisa do Brasil, perto da do Japão, já está lá em cima. A nação é pentacampeã — afirmou o ex-jogador da Seleção Brasileira.

Relembre fala do japonês
Em entrevista, o jogador, que é reserva da Seleção Japonesa, disse que o Brasil, adversário do Japão, não é mais o mesmo de antes.
— O Brasil já foi uma potência, mas e agora? Eu acho que apenas a França e a Argentina são fortes. Eu não tenho escutado muito sobre o Brasil hoje em dia — disse Kento Shiogai.
Como foi a partida?
O Brasil começou melhor diante do Japão. Com as linhas avançadas, incluindo Marquinhos e Gabriel Magalhães jogando à frente da divisória do gramado, a Seleção não deixou os japoneses saírem do campo de defesa. E o time do técnico Hajime Moriyasu nem estava disposto a isso: tinha três zagueiros e seis no meio-campo. A intenção era clara: jogar no erro do Brasil.
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A situação mudou muito aos 22 minutos, quando houve a pausa para hidratação. Aí foi a vez de o Japão voltar com as linhas avançadas, não deixando o Brasil sair do campo de defesa. Foram minutos e mais minutos com a Seleção rodando a bola no entorno da própria área. Numa dessas, Danilo errou passe no meio-campo, Sano interceptou e os japoneses avançaram com três em velocidade, abrindo a defesa brasileira. O próprio Sano bateu rasteiro no canto direito de Alisson, abrindo o placar.
Carlo Ancelotti mexeu na Seleção no intervalo. Sacou Lucas Paquetá, que deixara o campo mancando, e colocou Endrick. O atacante deu mais movimentação ao ataque, e o time todo melhorou. Rayan passou a aparecer na direita, Vini Jr voltou a ser perigoso pela esquerda e Casemiro, que até então fazia partida ruim, se redimiu: aos 9, Gabriel Magalhães cruzou da esquerda no segundo pau, e o volante cabeceou para empatar.
O Brasil seguiu pressionando, principalmente na base dos cruzamentos à área. Mas foi quando colocou a bola no chão que chegou ao gol da virada: aos 50, Rayan recuperou a bola e tocou para Bruno Guimarães, que deu a quarta assistência nesta Copa do Mundo para o gol salvador de Gabriel Martinelli.
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