Da Times Square ao Little Brazil: Nova York já respira Copa, mas sem pressa
Principal cidade dos EUA começa a entrar no clima do Mundial

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NOVA YORK (EUA) – A Copa do Mundo está batendo à porta. Faltam poucos dias para o início do torneio e a reportagem do Lance! resolveu deixar por algumas horas a rotina de Morristown e Basking Ridge, cidades que têm servido de base para a cobertura da Seleção Brasileira nos Estados Unidos, para sentir como está o clima do Mundial em Nova York.
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A impressão inicial é curiosa. Diferentemente da agitação que costuma tomar conta das cidades-sede quando um grande evento se aproxima, Nova York ainda não está completamente tomada pela Copa. Mas isso não significa desinteresse. Pelo contrário. O assunto já circula pelas ruas, aparece nas vitrines e desperta a atenção de turistas e moradores. Tudo ainda de forma discreta, quase como uma cidade que sabe que o espetáculo está chegando, mas prefere aguardar o apito inicial.
Na famosa Times Square, um dos cartões-postais mais conhecidos do planeta, os gigantescos painéis de LED já exibem propagandas de patrocinadores ligados ao Mundial e anúncios das transmissões da competição. Em meio ao fluxo interminável de pessoas, a Copa já encontrou seu espaço. O torneio será aberto no dia 11, com a estreia do México, enquanto o Brasil só entrará em campo dois dias depois, quando enfrentará o Marrocos, em Nova Jersey.
Entre os diversos atrativos da região, um local chamou atenção especial da reportagem: a loja Pelé Soccer. Logo na entrada, o clima de Copa do Mundo é evidente. Camisas de seleções, lembranças eternas do Rei Pelé, artigos oficiais do torneio e bonecos de jogadores dividem espaço nas prateleiras. Enquanto alguns visitantes analisavam modelos de uniformes, outros comparavam produtos e faziam planos para acompanhar os jogos. Era impossível não perceber a expectativa crescendo.
Mas a missão não estava completa sem uma parada no chamado "Little Brazil", uma pequena rua próxima à Times Square que já foi um importante reduto da comunidade brasileira. O tempo reduziu a presença verde e amarela no local. Hoje, restam apenas dois estabelecimentos: um restaurante e uma agência de viagens.
Foi justamente no restaurante que a reportagem encontrou um pouco do sabor de casa. Entre um prato típico brasileiro e outro, surgiu uma boa conversa com Geraldo, brasileiro que vive há mais de 25 anos nos Estados Unidos e acompanha de perto a movimentação da comunidade.
Segundo ele, a estreia da Seleção promete transformar o local.
— No dia do jogo já está tudo reservado. Vai lotar — contou, sem esconder o entusiasmo.
Quando o assunto virou a campanha brasileira, a resposta veio rápida e carregada de confiança.
— Eu acredito que essa Copa é nossa.
Enquanto a expectativa cresce nas ruas de Nova York, a Seleção segue sua preparação. Neste sábado (6), o Brasil encara o Egito, em Cleveland, no último amistoso antes da estreia. No domingo, os jogadores terão folga. Quem sabe alguns deles não aproveitem para conhecer a loja do Pelé ou matar a saudade da culinária brasileira no Little Brazil? Afinal, a Copa está chegando — e até Nova York já começou a sentir isso.

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