Campanhas históricas e dificuldades: Como foi a participação das seleções estreantes na Copa?

Mundial contou com quatro seleções novatas na competição

PorArtur HenriqueBelo Horizonte (MG)
04/07/2026 15:07
Seleções estreantes (Fotos: reprodução federações)
Seleções estreantes (Fotos: reprodução federações)
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A Copa do Mundo de 2026 contou com a participação de quatro seleções estreantes em Mundiais: Cabo Verde (África), Curaçao (Caribe), Jordânia (Ásia) e Uzbequistão (Ásia). Todas já foram eliminadas da competição, mas deixaram impressões distintas. Enquanto algumas enfrentaram dificuldades e não conseguiram resultados expressivos, outras protagonizaram campanhas históricas e conquistaram feitos inéditos, marcando seus nomes na história das Copas.
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A Copa do Mundo de 2026 contou com a participação de quatro seleções estreantes em Mundiais: Cabo Verde (África), Curaçao (Caribe), Jordânia (Ásia) e Uzbequistão (Ásia). Todas já foram eliminadas da competição, mas deixaram impressões distintas. Enquanto algumas enfrentaram dificuldades e não conseguiram resultados expressivos, outras protagonizaram campanhas históricas e conquistaram feitos inéditos, marcando seus nomes na história das Copas.

Curaçao

Curaçao chegou à Copa do Mundo de 2026 já fazendo história. Com cerca de 150 mil habitantes, tornou-se o menor país a disputar um Mundial. Apesar da eliminação ainda na fase de grupos, a seleção fez uma campanha positiva para uma estreante e deixou o torneio de cabeça erguida, alimentando a expectativa de crescimento do futebol no país e de novas participações na competição.

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A estreia foi das mais difíceis. Logo no primeiro compromisso, Curaçao enfrentou a Alemanha e acabou goleado por 7 a 1. Apesar do placar elástico, a partida ficou marcada pelo primeiro gol da história da seleção em Copas do Mundo.

Depois do revés, a equipe mostrou poder de reação e conquistou um resultado histórico ao segurar um empate sem gols diante do Equador, vice-colocado das Eliminatórias Sul-Americanas. Na última rodada, foi derrotada por 2 a 0 pela Costa do Marfim e acabou eliminada.

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Após a eliminação, o técnico Dick Advocaat destacou a evolução da equipe ao longo do torneio e reforçou a importância de o país continuar investindo no desenvolvimento do futebol:

— Essa equipe realmente superou as expectativas e evoluiu muito. Eles jogaram com muito entusiasmo e muita coragem. Isso foi realmente importante. Agora precisamos aproveitar isso para melhorar ainda mais, tentando encontrar mais jogadores dispostos a defender Curaçao. Tenho uma visão muito positiva sobre o futuro — afirmou o treinador.

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Seleção Curaçao (reprodução seleção)
Seleção Curaçao (reprodução seleção)

Jordânia

A Jordânia chegou à Copa do Mundo de 2026 impulsionada pela melhor geração de sua história, a mesma que conquistou o inédito vice-campeonato da Copa da Ásia de 2023 e colocou o país pela primeira vez em um Mundial.

Apesar de não somar pontos, a seleção mostrou competitividade durante a fase de grupos e conseguiu marcar gols nas três partidas disputadas. A estreia terminou com derrota por 3 a 1 para a Áustria. Em seguida, a equipe perdeu por 2 a 1 para a Argélia, em um confronto equilibrado no qual criou oportunidades para conquistar um resultado melhor.

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Na última rodada, foi derrotada por 3 a 1 pela Argentina, atual campeã mundial, mas voltou a apresentar um bom desempenho e conseguiu criar dificuldades para os sul-americanos em diversos momentos da partida.

Após a eliminação, o técnico Jamal Sellami avaliou que a participação no Mundial foi importante para dar visibilidade aos jogadores jordanianos e servir de incentivo para o desenvolvimento do futebol no país.

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— Temos um grupo de jovens jogadores nesta geração que têm um grande futuro. Mas o mais importante para dar mais impulso, mais motivação e mais chances de vitória é ter jogadores atuando em ligas mais fortes e competitivas — afirmou o treinador.

Jordânia (reprodução seleção)
Jordânia (reprodução seleção)

Uzbequistão

A estreia do Uzbequistão em Copas do Mundo aconteceu quase 50 anos após uma das maiores tragédias da história do futebol do país. Em 1979, um desastre aéreo vitimou grande parte da equipe do Pakhtakor, principal clube uzbeque, interrompendo o desenvolvimento de uma geração considerada promissora.

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Sob o comando do lendário ex-zagueiro italiano Fabio Cannavaro, a seleção chegou ao Mundial de 2026 com a missão de representar o país pela primeira vez na competição. No entanto, caiu em um grupo bastante complicado, ao lado de Colômbia, Portugal e República Democrática do Congo, e acabou sendo derrotada nas três partidas.

Apesar da campanha sem pontos, o Uzbequistão conseguiu marcar dois gols históricos, os primeiros de sua história em Copas do Mundo. Em contrapartida, sofreu 11 gols na fase de grupos. A equipe foi derrotada por 3 a 1 pela Colômbia, goleada por 5 a 0 por Portugal e encerrou sua participação com um revés por 3 a 1 diante da República Democrática do Congo, sendo eliminada ainda na primeira fase.

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Cannavaro, técnico Uzbequistão (Photo by Molly Darlington / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
Cannavaro, técnico Uzbequistão (Photo by Molly Darlington / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

Cabo Verde

Cabo Verde foi a grande sensação da Copa do Mundo de 2026. Em sua primeira participação no torneio, a seleção africana conquistou resultados históricos, entrou para a história dos Mundiais e ganhou a admiração de torcedores de diferentes países pela campanha surpreendente.

Apontada como a equipe mais fraca de um grupo que reunia duas campeãs mundiais, Espanha e Uruguai, além da Arábia Saudita, Cabo Verde contrariou todas as expectativas. A seleção avançou de forma invicta para a segunda fase, sofrendo apenas dois gols. Na estreia, empatou por 0 a 0 com a Espanha. Depois, ficou no 2 a 2 com o Uruguai e voltou a empatar sem gols, desta vez diante da Arábia Saudita, garantindo a classificação.

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O empate contra a Espanha já entrou para a história do futebol cabo-verdiano e revelou um dos grandes personagens da Copa do Mundo: o goleiro Vozinha. Aos 40 anos, o experiente arqueiro teve atuação inspirada, fez diversas defesas decisivas e foi o principal responsável por segurar o ataque espanhol e assegurar o resultado histórico.

Na segunda fase, Cabo Verde teve pela frente outro enorme desafio: a atual campeã mundial, Argentina. Mais uma vez, a seleção africana mostrou competitividade. Após empatar por 1 a 1 no tempo regulamentar, levou a decisão para a prorrogação e voltou a surpreender. Mesmo diante da pressão argentina, conseguiu reagir depois de sofrer um gol e voltou a empatar a partida. Nos minutos finais, porém, a Argentina marcou novamente e venceu por 3 a 2, encerrando a histórica campanha cabo-verdiana.

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Após a eliminação, o técnico Bubista fez questão de enaltecer o desempenho de sua equipe. Na entrevista coletiva, destacou a entrega e a evolução da seleção ao longo do torneio. Ao encerrar a entrevista, foi aplaudido pelos jornalistas presentes em reconhecimento à campanha histórica de Cabo Verde na Copa do Mundo.

Jogadores de Cabo Verde comemorando classificação para o mata-mata da Copa do Mundo
Cabo Verde (Foto: Francois Nel/Getty Images/AFP)

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