A decisão por trás da escolha de 3 países para sediar a Copa do Mundo
Culturalmente, cada país agrega um espírito de torneio diferente

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Quando a bola rolar para a Copa do Mundo de 2026, o futebol estará testemunhando não apenas o maior torneio de sua história em número de participantes, mas também uma edição ambiciosa. Pela primeira vez, três nações se unem para sediar o Mundial.
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A resposta para esse quebra-cabeça de três peças não está apenas na necessidade de abrigar 48 seleções e 104 partidas. A Fifa encontrou na América do Norte a oportunidade perfeita de fundir três pilares essenciais para o futuro do esporte: a tradição, o entretenimento e a conquista de novas fronteiras.
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A mística e a tradição histórica do México
Para entender o motivo de três sedes, é preciso olhar primeiro para o sul. O México não entrou neste pacote por acaso ou apenas para "completar a tabela". O país carrega o DNA da Copa do Mundo em suas veias.
Ao receber jogos em 2026, o México se tornará o primeiro país do planeta a sediar três edições do Mundial (1970, 1986 e 2026). É a terra que coroou Pelé e Maradona. Incluir as três cidades-sede mexicanas, Cidade do México (com o lendário Estádio Azteca), Guadalajara e Monterrey, é a forma que a Fifa encontrou de manter o torneio conectado com as suas raízes mais profundas, garantindo o "calor" e a mística que o futebol exige.
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Máquina de entretenimento e a estrutura dos EUA
Se o México entra com o coração e a história, os Estados Unidos entram com os músculos e os cifrões. Com 11 cidades-sede escolhidas, o país dita o ritmo da modernidade do torneio.
A decisão estratégica da Fifa passa pelo fato de que os EUA possuem uma das infraestruturas esportivas mais imponentes e lucrativas do mundo. Estádios monumentais de última geração, como o MetLife Stadium e o AT&T Stadium, já estão prontos, sem a necessidade de grandes investimentos públicos bilionários. Os norte-americanos, acostumados com Super Bowl e grandes turnês, transformam qualquer evento esportivo em um espetáculo de entretenimento de massa, elevando o patamar de arrecadação com ingressos, camarotes e experiências VIP.
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Canadá e a última fronteira do mercado da bola
O terceiro elemento dessa equação é o Canadá. Com Toronto e Vancouver como sedes, o país representa o "novo mundo" para o futebol.
Embora o hóquei no gelo ainda seja o rei por lá, o futebol (ou soccer) é o esporte que mais cresce entre os jovens canadenses, impulsionado por uma população jovem, diversa e por uma seleção nacional que voltou a frequentar o cenário mundial. Para a Fifa, levar a Copa para o Canadá é um movimento de expansão de mercado. É fincar a bandeira do futebol no último grande território economicamente desenvolvido onde o esporte ainda tem espaço vertical para crescer.
Três países, um único objetivo
O gigantismo de uma Copa com 48 seleções tornou quase inviável para a maioria dos países do mundo arcarem com o peso de um evento desse porte sozinhos. Ao dividir o mapa em 16 cidades-sede espalhadas pelos três vizinhos, a Fifa sanou o problema financeiro e logístico, mas fez algo maior:
Criou uma Copa que agrada aos saudosistas pela tradição mexicana, fascina os amantes da tecnologia pela estrutura americana e planta a semente do futuro no território canadense. O motivo de termos três países-sede em 2026 é a globalização do esporte em sua escala mais grandiosa.

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