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A decisão por trás da escolha de 3 países para sediar a Copa do Mundo

Culturalmente, cada país agrega um espírito de torneio diferente

Rio de Janeiro (RJ)
Dia 18/05/2026
06:00
Vista geral do MetLife Stadium, em Nova Jersey, em preparação para a Copa do Mundo de 2026. (Foto: Dustin Satloff/Getty Images/AFP)
imagem cameraFachada da Copa do Mundo 2026 no MetLife Stadium, em Nova Jersey. (Foto: Dustin Satloff/Getty Images/AFP)

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Quando a bola rolar para a Copa do Mundo de 2026, o futebol estará testemunhando não apenas o maior torneio de sua história em número de participantes, mas também uma edição ambiciosa. Pela primeira vez, três nações se unem para sediar o Mundial.

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A resposta para esse quebra-cabeça de três peças não está apenas na necessidade de abrigar 48 seleções e 104 partidas. A Fifa encontrou na América do Norte a oportunidade perfeita de fundir três pilares essenciais para o futuro do esporte: a tradição, o entretenimento e a conquista de novas fronteiras.

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A mística e a tradição histórica do México

Para entender o motivo de três sedes, é preciso olhar primeiro para o sul. O México não entrou neste pacote por acaso ou apenas para "completar a tabela". O país carrega o DNA da Copa do Mundo em suas veias.

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Ao receber jogos em 2026, o México se tornará o primeiro país do planeta a sediar três edições do Mundial (1970, 1986 e 2026). É a terra que coroou Pelé e Maradona. Incluir as três cidades-sede mexicanas, Cidade do México (com o lendário Estádio Azteca), Guadalajara e Monterrey, é a forma que a Fifa encontrou de manter o torneio conectado com as suas raízes mais profundas, garantindo o "calor" e a mística que o futebol exige.

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Foto de cima do estadio Azteca Mexico City, localizado no México
Estádio Azteca Mexico City, no México, visto de cima (Foto: Divulgação/Fifa)

Máquina de entretenimento e a estrutura dos EUA

Se o México entra com o coração e a história, os Estados Unidos entram com os músculos e os cifrões. Com 11 cidades-sede escolhidas, o país dita o ritmo da modernidade do torneio.

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A decisão estratégica da Fifa passa pelo fato de que os EUA possuem uma das infraestruturas esportivas mais imponentes e lucrativas do mundo. Estádios monumentais de última geração, como o MetLife Stadium e o AT&T Stadium, já estão prontos, sem a necessidade de grandes investimentos públicos bilionários. Os norte-americanos, acostumados com Super Bowl e grandes turnês, transformam qualquer evento esportivo em um espetáculo de entretenimento de massa, elevando o patamar de arrecadação com ingressos, camarotes e experiências VIP.

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Canadá e a última fronteira do mercado da bola

O terceiro elemento dessa equação é o Canadá. Com Toronto e Vancouver como sedes, o país representa o "novo mundo" para o futebol.

Embora o hóquei no gelo ainda seja o rei por lá, o futebol (ou soccer) é o esporte que mais cresce entre os jovens canadenses, impulsionado por uma população jovem, diversa e por uma seleção nacional que voltou a frequentar o cenário mundial. Para a Fifa, levar a Copa para o Canadá é um movimento de expansão de mercado. É fincar a bandeira do futebol no último grande território economicamente desenvolvido onde o esporte ainda tem espaço vertical para crescer.

Três países, um único objetivo

O gigantismo de uma Copa com 48 seleções tornou quase inviável para a maioria dos países do mundo arcarem com o peso de um evento desse porte sozinhos. Ao dividir o mapa em 16 cidades-sede espalhadas pelos três vizinhos, a Fifa sanou o problema financeiro e logístico, mas fez algo maior:

Criou uma Copa que agrada aos saudosistas pela tradição mexicana, fascina os amantes da tecnologia pela estrutura americana e planta a semente do futuro no território canadense. O motivo de termos três países-sede em 2026 é a globalização do esporte em sua escala mais grandiosa.

Vista geral do MetLife Stadium antes da Copa do Mundo 2026
Vista geral do MetLife Stadium antes da Copa do Mundo 2026 em East Rutherford (Foto: Dustin Satloff/Getty Images/AFP)

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