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O que esperar da seleção brasileira na Copa? Redação do Lance! responde

Brasil enfrenta o seu maior jejum e não passa das quartas de final há duas Copas

Redação Lance!
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 18/05/2026
06:00
Brasil x França
imagem cameraSeleção posa para foto antes do amistoso contra a França: ciclo irregular (Foto: Maddie Meyer/AFP)

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No dia da convocação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, os repórteres da redação do Lance! dão a sua opinião sobre o que esperam do time de Carlo Ancelotti no Mundial. O Brasil vive o seu maior jejum em Copas — 24 anos, igualando o período em que ficamos sem títulos entre o tri de 1970 e o tetra de 1994. Em quatro das cinco últimas edições, chegamos até as quartas de final, sendo eliminados por europeus (França em 2006, Holanda em 2010, Bélgica em 2018 e Croácia em 2022). E no Mundial em casa, em 2014, caímos diante da Alemanha na semifinal.

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Hexa só virá pelo conjunto

Com ou sem Neymar, a Seleção Brasileira que será convocada nesta segunda-feira para a Copa do Mundo não está no mesmo nível de França, Espanha ou Argentina. Mas acredito que estará em 13 de junho, quando o Brasil estreará no Mundial. Porque até lá os escolhidos por Carlo Ancelotti terão realizado três semanas de treinos e terão condições de atuar efetivamente como time. A conquista do hexa necessariamente passa por um Brasil que no futuro será lembrado pelo conjunto, e não pelo número de craques que foi capaz de reunir. O sucesso nas Copas do Mundo de 1994 e de 2002, e o fracasso na de 2006, estão aí como exemplos. — Márcio Dolzan

Quem bota medo de verdade é a França

Não tem nada de animador até o momento na Seleção do Ancelotti. Mas, olhando ao redor, não tem nada de animador em nenhum outro lugar do mundo. Quem bota medo de verdade é a França — e somente por conta do talento individual. Em talento, o Brasil nunca ficou devendo para ninguém, em nenhuma Copa. Essa não vai ser a primeira.

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Se o conjunto não dá motivos para ser otimista, o individual ainda traz algum fio de esperança. Vinicius, Raphinha, Endrick, Luiz Henrique, Danilo, João Pedro e até Neymar são alguns dos que podem botar uma Copa debaixo do braço. Como sempre, o Brasil vai ao Mundial para jogar três jogos. O primeiro é o das quartas. Se tudo der certo e algum desses resolver decidir, serão três vitórias nos jogos que importam de verdade — e o hexa. — Pedro Brandão

Convocação da Seleção Brasileira para Copa do Mundo: horário e onde assistir ao anúncio de Ancelotti

Estreia será fundamental

A estreia da Seleção na Copa do Mundo será o jogo mais importante para as esperanças brasileiras no torneio. O duelo com o ótimo Marrocos será, provavelmente, a decisão do primeiro lugar do Grupo C. Caso fique em segundo lugar, o Brasil — já em baixa por não ser líder do grupo — encararia a França em uma possível oitava de final. Hoje, a Seleção não está no nível dos franceses, que têm o favoritismo junto com Argentina e Espanha.
Caso consiga a classificação em primeiro lugar do grupo, o caminho do Brasil fica mais razoável. Neste cenário, projetam-se duelos com Japão ou Holanda no primeiro mata-mata e Noruega nas oitavas, seleções do mesmo nível ou até um pouco inferiores à brasileira. Desta forma, cria-se a confiança necessária para enfrentar as melhores equipes em fases mais avançadas e, liderado por alguns dos melhores jogadores do mundo, como Vini Jr. e Raphinha, o Brasil é capaz de surpreender num torneio mata-mata. Não vejo a possível presença de Neymar como influente neste cenário, já que não demonstra a capacidade de desempenhar no alto nível exigido como antes. — Maurício Luz

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Neymar carrega o Brasil ao ataque em seu último jogo pela Seleção (Foto: Vitor Silva / CBF)
Neymar em seu último jogo pela seleção, há 944 dias: ele ainda faz a diferença? (Foto: Vitor Silva / CBF)

Debate sobre Neymar retrata a escassez de talentos

A Seleção Brasileira chega ao dia da convocação com um debate que não existiria não fosse a escassez de talento na equipe, especialmente no meio de campo e na posição de atacante central. É fácil dizer que Neymar não deveria ser convocado diante do que ele vem apresentando em campo. Indiscutível que passa longe do nível que teria de estar para enfrentar zagueiros da primeira prateleira mundial. Mas, olhando para o meio de campo da Seleção, existe alguém que, mesmo em plenas condições físicas, possa trazer uma faísca de talento capaz de fazer a diferença? Não, não há.

E é daí que surge esse debate. Vale mais a pena ter Neymar fora de condições ou ter vários jogadores na ponta dos cascos que não conseguem mudar um jogo? Lembro sempre da eliminação do Brasil para a Holanda na África do Sul, em 2010. Eu estava lá. Será que, quando o Dunga olhou para o banco e viu meia dúzia de Josués, ele não preferiria ter os "sem experiência" Ganso e Neymar, além de Adriano, mesmo que fora da sua condição ideal? É óbvio que, no futebol atual, a parte física é uma prioridade. Mas, em um deserto de talento, onde sobra físico, eu voto por ter algo diferente, por ter a centelha de genialidade, ainda que custe a vaga de um jogador comum de quem em alguns anos ninguém se lembrará.

A Seleção chega à Copa do Mundo sob desconfiança, sem encantar, vendo rivais (como a França) recheados de craques na primeira prateleira do futebol mundial, enquanto o Brasil tem dois ou três nesse patamar, mas em dificuldades para apresentar o mesmo que apresentam em seus clubes. Em 94, não éramos favoritos, mas vencemos. E vencemos porque tinha alguém que colocava a bola embaixo do braço, dizia que iria resolver... E resolvia. Hoje, não há esse personagem na Seleção. Também não é possível crer, no momento atual, que Neymar seja capaz de assumir esse papel. E isso, na minha opinião, é o que faz mais falta ao Brasil. Mais do que um Neymar mais ou menos, ou um Casemiro 100%. A Seleção, hoje, não amedronta mais ninguém — Vicente Seda

Neymar pode fazer a diferença

Acredito que o Brasil esteja entre os dez favoritos ao título da Copa do Mundo. Apesar de contar com um elenco qualificado, a Seleção Brasileira terá o desafio de assimilar rapidamente o trabalho do técnico Carlo Ancelotti, que assumiu a equipe na reta final do ciclo e teve pouco tempo para realizar testes e consolidar uma formação ideal. 

Na minha opinião, a Amarelinha aumenta consideravelmente suas chances no Mundial caso opte por levar Neymar entre os 26 convocados, não apenas pelo peso de ser o maior artilheiro da história da Seleção, mas também pela experiência e pela capacidade de assumir responsabilidades em momentos de pressão e cobrança, características que ainda parecem faltar ao grupo. — Juliana Yamaoka

Talento com potencial de ganhar o hexa

A Seleção Brasileira chega para a Copa cercada por expectativa, principalmente pelo início do trabalho de Carlo Ancelotti. Mesmo ainda em fase de adaptação, o treinador italiano traz um peso diferente para o ambiente da Seleção, tanto pela experiência quanto pela capacidade de gerir grandes estrelas. Em comparação com seleções como França, Argentina e Espanha, o Brasil talvez ainda não apresente o mesmo nível de organização coletiva, mas continua tendo um dos elencos mais talentosos do torneio e chega com potencial para brigar pelo título.

A questão física e técnica do Neymar também influencia diretamente essa expectativa. Caso esteja bem e disponível, ainda pode ser o jogador mais decisivo da equipe pela capacidade de desequilibrar em jogos grandes. Porém, a Seleção atual parece menos dependente dele do que em ciclos anteriores, muito pela ascensão de nomes como Vini Jr. e Endrick, que podem assumir protagonismo. O Brasil chega bem colocado para conquistar uma vaga na final, mas não chega como favorita. — Gabriel Brito

Em meio à reconstrução, presença de Neymar é obrigatória

A palavra para a Seleção Brasileira é reconstrução. Sob o comando de Carlo Ancelotti, o Brasil tenta recuperar estabilidade e confiança, apostando em uma nova geração talentosa, liderada por nomes como Vinícius Júnior, Raphinha e Endrick. Ainda assim, a presença de Neymar pode ser decisiva.

É o jogador símbolo de experiência e liderança. Presença obrigatória. — Izabella Giannola

Raphinha e Vini Jr pela Seleção Brasileira
Raphinha e Vini Jr. comemoram gol da seleção: talento no ataque (Foto Divulgação Rafael Ribeiro CBF)

Sobra talento, mas ainda falta conjunto

A seleção brasileira chega para a Copa com um dos elencos mais talentosos do mundo individualmente, com jogadores que brilham em grandes clubes da Europa temporada após temporada. O principal desafio parece ser justamente transformar essa qualidade em um time coletivo forte e equilibrado, algo que ainda está abaixo do nível apresentado por seleções como França e Espanha, que hoje aparecem como as favoritas ao título. Falta encaixe, organização e fazer esses talentos renderem juntos da mesma forma que rendem em seus clubes.

A chegada de Carlo Ancelotti pode ser justamente o caminho para encontrar esse equilíbrio. Pela experiência e capacidade de gestão, ele parece ser um nome capaz de potencializar esse elenco e fazer o Brasil crescer durante a competição. Mesmo ainda distante coletivamente das principais favoritas, a seleção brasileira tem jogadores suficientes para brigar forte e chegar longe no Mundial. — Igor Reis

Falta identidade à seleção de Ancelotti

Pelo que acompanho do Brasil, não acredito que passe das quartas de final. O time ainda demonstra muita inconsistência, inclusive contra adversários teoricamente mais frágeis, como em casos de amistosos. Ancelotti ainda não deixou a Seleção atrativa para aquele torcedor que busca uma referência de equipe, não recuperou a identidade e aquela confiança que o brasileiro espera há anos. Contra seleções mais fortes, vai sofrer.

Se Neymar for convocado, na minha opinião, será mais em razão de lesões de outros atacantes do que por merecimento. Mas, em questão de merecimento, não é só Neymar que não deveria passar nos testes do treinador… — Rafaela Cardoso

Seleção sem encanto e sem alguns pilares

A camisa da Seleção Brasileira sempre colocou a Canarinho entre as favoritas em Copas do Mundo, mas o cenário mudou nos últimos anos e deve seguir assim em 2026. A equipe de Carlo Ancelotti ainda não encantou na preparação e, apesar do peso do treinador, não empolga tanto o torcedor. Além disso, as ausências de Éder Militão, Rodrygo e Estevão tiram da Seleção jogadores que poderiam ser pilares da equipe.

Se coletivamente o Brasil ainda deixa dúvidas, individualmente alguns nomes trazem esperança. Os bons momentos de Danilo, do Botafogo, e Luiz Henrique, do Zenit, além da personalidade de Endrick, do Lyon, indicam um caminho promissor. Ainda assim, a presença de Neymar segue sendo importante. Referência técnica da geração e possivelmente em sua última Copa, o camisa 10 ainda demonstra ter poder de decisão, mesmo longe da melhor fase. — Lucas Bayer

Maior diferencial é o treinador

A Seleção Brasileira chega com um diferencial enorme em relação às últimas Copas do Mundo por conta da presença de Carlo Ancelotti. Talvez seja a primeira vez nos últimos anos em que o técnico seja maior do que os jogadores, embora Tite, por exemplo, também seja um grande treinador. Isso pode fazer diferença para o Brasil e aliviar a pressão sobre os atletas.

Por outro lado, as lesões recentes preocupam, como a de Estêvão. Ainda assim, acredito que o maior desafio da Seleção Brasileira esteja na defesa. Ancelotti rodou o elenco, deu oportunidades para outros nomes, mas ainda encontra dificuldades para definir seu sistema defensivo ideal, o que envolve até laterais e goleiros. No gol, Alisson Becker vem de lesão, enquanto Éderson e Bento ainda não passam total confiança. Já Hugo Souza sequer tem presença garantida.

Pelo lado positivo, o Brasil conta com jogadores de muita qualidade, como Vinícius Júnior, Raphinha e, quem sabe, Neymar. Existem seleções mais prontas? Sim. Mas isso não impede que o Brasil encaixe durante a Copa do Mundo e faça uma grande campanha. Para isso, será necessário ter um time unido e que jogue em função do técnico, e não o contrário, como aconteceu nos últimos anos. — Guilherme Lesnok

Melhores seleções do mundo estão em outra prateleira

Para sonhar com o título da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira precisa recuperar um brilho que não tem desde o ciclo anterior. Hoje as melhores seleções do mundo estão em outra prateleira. Mas, talvez, os planos do mister Carlo Ancelotti sejam mais focados em 2030 do que em 2026. Para entender melhor esse cenário, só com a lista dos 26 jogadores, que será divulgada hoje (18). Mas ela dará o tom do Brasil para o Mundial. Fato é que neste ciclo, a Canarinho perdeu seu brilho.

Mesmo com nomes como Raphinha e Vinicius Junior, talvez pela ausência de Neymar ou de um camisa 10 como Matheus Pereira, a equipe não passou nos principais testes desde a eliminação para a Croácia. Sem nomes como os dos citados, o olho de Ancelotti pode estar mais focado em um ciclo completo. Porém, talvez o que Ancelotti queira não seja esse brilho e pode ser que esse pragmatismo italiano nos leve ao hexa. Mas seria mais fácil com Neymar. E, se existe algo que o treinador italiano já provou ao longo da carreira, é que sabe lidar com grandes estrelas — Eduardo Statuti

Carlo Ancelotti durante convocação da Seleção Brasileira (Foto: Pablo PORCIUNCULA / AFP)
Carlo Ancelotti anunciará os 26 convocados: técnico renovou até 2030 (Foto: Pablo PORCIUNCULA/AFP)

Esperança é Ancelotti potencializar talentos

Após um ciclo conturbado, com direito a dois técnicos interinos, o Brasil chega à Copa do Mundo escorado na figura de Carlo Ancelotti. A esperança da CBF e da diretoria de seleções da entidade é de que o técnico mais vitorioso da história da Champions League possa impor respeito ao vestiário do Brasil. De quebra, ajudar a potencializar os talentos de uma seleção que convive com desconfiança e que não passa das quartas de final da Copa desde 2002, quando o Brasil conquistou seu último título. 

Sem Estêvão, fora do Mundial por lesão, resta saber se o italiano vai manter o esquema com quatro atacantes ou se vai repensar seu sistema de jogo, colocando mais um meio-campista para reforçar o setor. Do meio para trás, tudo parece definido, salvo alguma lesão. Qualquer resultado que não seja passar das quartas de final será considerado ruim, mas o caminho para o Mundial de 2030 está pavimentado após a renovação de Ancelotti com a Seleção. Resta saber se com título ou com mais pressão. — Thiago Braga

Palpite é mais uma queda nas quartas de final.

A expectativa para o Brasil não é muito diferente das últimas Copas: não é favorito, dificilmente vai ser campeão, mas tem condições de ir longe. Para mim, o mesmo fato é motivo de preocupação e otimismo. Os principais craques brasileiros da atualidade, Vini Jr. e Raphinha, não repetem o nível apresentado nos clubes com a amarelinha. Por um lado, é por isso que a equipe não convence seus torcedores. Por outro lado, é o que nos dá esperança de que o desempenho no Mundial seja melhor do que foi ao longo dos últimos quatro anos. Se querem ser considerados melhores do mundo, precisam assumir a responsabilidade na Seleção. E podem fazer isso. Não espero um futebol brilhante da equipe de Ancelotti, mas também não creio que passaremos vergonha. Com ou sem Neymar, meu palpite é a terceira queda consecutiva nas quartas de final. — Pedro Werneck

Carleto terá de esfregar a lâmpada para encontrar um gênio perdido

A Seleção Brasileira chega para a Copa do Mundo de 2026 em momento de baixíssima conexão com seu povo. Por ironia do destino, o trato coletivo de um italiano é a única esperança de um elenco com pouco repertório individual.

Desde o penta em 2002, é a equipe que chegará com a maior desconfiança da torcida, independentemente das escolhas finais de Carlo Ancelotti. Se esfregar a lâmpada, 'Carleto' pode encontrar um gênio perdido na Baixada Santista. Resta saber se ele está disposto a atender os desejos de um exigente treinador. — Bernardo Pinho

Brasil não é favorito, mas nunca será azarão

O Brasil não chega como protagonista claro, mas está longe de ser a equipe frágil apontada por muitos. Talento existe, assim como diferenciais individuais. Cabe agora a Carlo Ancelotti ajustar as arestas finais, sempre a parte mais difícil do trabalho de qualquer treinador em Copas do Mundo, encontrar a rotação ideal e, principalmente, o ritmo certo para o torneio. A intensidade precisará ser alta, enquanto o número de lesões terá de ser baixo. Neymar, se estiver presente, será mais um luxo do que um diferencial. Se o gol e o sistema defensivo aparecem como as principais preocupações, os nomes experientes da lista surgem justamente para tentar solucionar essas questões. Longe de ser favorita absoluta, a Seleção Brasileira jamais entra em uma Copa do Mundo como azarão - Vítor Palhares

Título depende do poder de decisão dos talentos

Espero que a Seleção Brasileira tenha um pouco de dificuldades em encarar equipes que usam linhas baixas e força física, como a Escócia, já que o Brasil conta, em grande maioria, com jogadores de velocidade no ataque. Contra times que irão buscar atacar, creio que a Seleção Brasileira terá mais chances de contra-atacar, por ter mais campo e aproveitar para usar a velocidade em busca de gols.

Assim, dá para acreditar que a Seleção pode, sim, chegar a fases mais agudas da Copa do Mundo, até mesmo com o título. Porém, para isso acontecer, o poder de decisão dos jogadores precisa aparecer, além de máxima concentração dos defensores em duelos contra França, Espanha, Argentina e outras candidatas ao troféu. — João Pedro Rodrigues

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