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Ancelotti faz convocação sem alguns dos preferidos para a Seleção na Copa

Lesões tiram três nomes do Mundial e fazem relembrar dramas de outras edições

PorMarcio DolzanRio de Janeiro (RJ)
18/05/2026 06:00
Atualizado em 18/05/2026 12:17
Estêvão com a camisa 20 amarela em jogo da Seleção Brasileira
Estêvão era nome certo na Seleção para a Copa do Mundo, mas fica de fora por lesão (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

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Uma coisa é certa: a Seleção Brasileira que será anunciada na convocação desta segunda-feira (18) não é a que o técnico Carlo Ancelotti havia projetado para a Copa do Mundo. Isso porque três jogadores que certamente estariam na lista dos 26 se lesionaram — dois dos quais prováveis titulares.

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Estêvão foi o corte mais recente e tirou de Ancelotti o artilheiro da Seleção sob o seu comando. O atacante do Chelsea marcou cinco gols em sete partidas pelo Brasil no ano passado e era nome certo no quarteto ofensivo que o treinador tem escalado.

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Mas a ausência provavelmente mais sentida é a de Éder Militão. Improvisado no lado direito, o zagueiro do Real Madrid foi o melhor lateral por aquele lado do campo que Carlo Ancelotti conseguiu escalar nas dez partidas como treinador da Seleção Brasileira. E podia ainda assumir tranquilamente uma vaga no miolo da zaga, seu verdadeiro ofício.

Outro que ficará de fora é Rodrygo, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito e deve voltar aos gramados apenas no final do ano. O atacante do Real Madrid talvez não estivesse entre os 11 do time ideal de Ancelotti, mas certamente disputava vaga entre eles.

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Perder jogadores às vésperas de Copa do Mundo não é exclusividade de Ancelotti; na verdade, é quase uma tradição no futebol brasileiro.

Casos emblemáticos e nem tão distantes envolveram o Brasil nos dois últimos títulos mundiais conquistados, e, nos dois casos, com as convocações para os Mundiais já definidas.

Éder Militão deve aparecer entre os 11 iniciais do Brasil diante de Senegal
Éder Militão e Rodrygo: lesões tiram dupla do Real Madrid da convocação da Seleção (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Em 1994, Carlos Alberto Parreira perdeu a dupla de zaga. Mozer foi diagnosticado com hepatite e Ricardo Gomes sofreu lesão muscular durante o amistoso com El Salvador, já durante a preparação para a Copa do Mundo. Aldair e Ronaldão foram chamados.

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Oito anos depois, a Seleção Brasileira de Luiz Felipe Scolari perderia o capitão na véspera da estreia, diante da Turquia. O volante Emerson deslocou o ombro durante treino recreativo — ele foi para o gol durante o "rachão" e caiu de mau jeito. Acabou cortado, e Ricardinho foi chamado para o lugar.

Nos dois casos, Parreira e Felipão conseguiram encontrar reposição à altura. A zaga do Brasil no Mundial do tetra teve atuação impecável do início ao fim, com Aldair e Márcio Santos. A do penta teve o impacto inicial de ficar sem o capitão, mas a braçadeira acabou com Cafu, cuja liderança foi logo assimilada pelo grupo.

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O impacto das ausências de Estêvão, Rodrygo e Éder Militão tende a ser mais de projeção do que de certezas. Afinal, se naquelas duas Copas o Brasil perdera jogadores que, todos sabiam, já integravam o time titular, a Seleção Brasileira que irá para os Estados Unidos ainda está em fase de consolidação, e não terá nenhum jogador que esteve em campo em todas as dez partidas sob o comando de Ancelotti.

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