Marcos Rocha e Léo representam Atlético-MG e Cruzeiro desde a infância

A paixão e a rivalidade dos torcedores são os ingredientes que mais apimentam um clássico regional. Em Minas Gerais, o duelo entre Atlético e Cruzeiro – que será disputado no domingo, às 16h, na Arena do Jacaré – levará estes sentimentos para dentro do campo. O lateral-direito Marcos Rocha e o zagueiro Léo personificam os apaixonados por Galo e Raposa.

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Os dois jogadores nunca esconderam de ninguém o amor que têm por seus respectivos clubes. E este carinho, que ambos nutrem, faz com que o clássico valha mais do que os três pontos na tabela de classificação do Campeonato Mineiro.

Revelado nas divisões inferiores do Alvinegro e criado nas arquibancadas do estádio Mineirão, o camisa 2 do Galo admitiu afeto pelo clube e relembrou o maior ícone de sua geração: o atacante Marques.

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– Na época do Marques, eu torci ainda mais para o Atlético. Aquela formação do time, no fim dos anos 1990, dava gosto de ver. Era uma equipe brigadora, com qualidade em todos os setores e que lutava por grandes títulos todos os anos – revelou Marcos Rocha, que deseja repetir o sucesso de seus ídolos:

– Tomara que o nosso elenco atual consiga recuperar aqueles tempos, quando o Atlético tinha uma equipe que lutava por grandes glórias no decorrer da temporada.

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Também figurinha tarimbada no Gigante da Pampulha, Léo evitou apontar um confronto marcante ou um ídolo pessoal. Entretanto, o defensor cruzeirense reconheceu que, devido a paixão e a naturalidade, a cobrança de amigos e familiares é muito maior do que o normal.

– Por eu ter nascido em Belo Horizonte e ser criado aqui, sei da responsabilidade que teremos neste clássico. Sem dúvidas, isso nos motiva ainda mais para tentar um resultado positivo. Esse é um jogo que mexe com todas as pessoas da cidade. Tenho muitos amigos e familiares que torcem para o Cruzeiro. Eles já ficam me cobrando, pedindo para que eu possa contribuir com uma vitória – contou o atleta celeste ao LANCE!.


Marcos Rocha reencontrará Diego Renan
O clássico reserva um embate especial na lateral do campo. Os jovens Marcos Rocha e Diego Renan, revelados nas categorias de base de Atlético e Cruzeiro, se enfrentam pela terceira vez como atletas profissionais.

A dupla, que deve travar uma verdadeira batalha no gramado devido ao forte apoio ao ataque, foi adversária pela primeira vez em 2009. Na ocasião, o Galo, de Marcos Rocha, venceu a Raposa, de Diego Renan, por 3 a 0. No ano passado, houve novo confronto. Contudo, desta vez, o lateral-direito defendia as cores do América. O resultado foi um empate sem gols.

Embora tenha enfrentado Diego Renan poucas vezes, o camisa 2 atleticano conhece bem o estilo de jogo do rival e sabe o que terá de fazer para conter suas investidas.

– O Diego Renan é um jogador que chega muito ao ataque. Ele tem bastante qualidade para isso, mas eu estou preparado para ajudar o Atlético a conseguir mais uma vitória na temporada – declarou.

Se depender de seus bons números no setor defensivo, Marcos Rocha não terá dificuldades para atrapalhar as chegadas do camisa 6 cruzeirense ao ataque. O dono da lateral direita alvinegra efetuou 30 desarmes no Campeonato Mineiro e lidera essa estatística entre os atletas de seu clube.


Léo pode jogar como lateral-direito no clássico
Pelo time do coração, uma pessoa faz qualquer sacrifício. E a possibilidade de contribuir com um triunfo do Cruzeiro diante do Atlético faz com que Léo se disponha a jogar até como lateral-direito.

No primeiro treinamento tático da semana - que antecede o superclássico -, o técnico Vágner Mancini testou o zagueiro na função de lateral. E Léo não fez feio. Com muita vontade, o jogador demonstrou que tem condições de ajudar a Raposa também improvisado em outra posição.

Caso opte por esta alteração, o comandante celeste não estará inovando. No ano passado, também em um duelo com o Galo, o treinador escalou o zagueiro como lateral. Na ocasião, Mancini foi feliz. O jogador anulou a principal válvula de escape alvinegra, o meia Bernard, e contribuiu para uma das maiores goleadas da História do embate - 6 a 1 para a equipe celeste.

Será que, no superclássico de amanhã, válido pelo Campeonato Mineiro, Vágner Mancini colocará Léo, novamente, na função de lateral-direito? A verdade é que, caso o treinador decida fazer esta alteração, ele sabe que pode confiar em seu comandado.

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