Cicinho quer volta por cima contra 'algoz' deste ano
A derrota por 2 a 1 para o Corinthians, em 25 de março, pelo Paulistão não foi um divisor de águas apenas para o Palmeiras. O lateral-direito Cicinho também teve uma queda de rendimento após o tropeço diante do arquirrival. Se até então tinha feito bons clássicos, contra Santos e São Paulo, tudo se alterou na ocasião. Agora, assim como o próprio time, ele quer mudar a situação e voltar a brilhar.
Ausente contra o Comercial, o camisa 2 achou o time um pouco desatento. Se todos falam em pressão psicológica, ele está com a cabeça no lugar para recuperar o bom futebol e classificar o Verdão.
O palmeirense reconhece não passar por um bom momento. Felipão acredita que os laterais e zagueiros perderam força. De volta à equipe após cumprir suspensão na última rodada, o camisa 2 encara o duelo contra o Guarani, domingo, no Brinco de Ouro, pelas quartas de final, como crucial. Afinal, foi lá que ele fez sua pior partida no ano.
Assim como todo o grupo, o lateral-direito pouco produziu na derrota por 3 a 1 para o Bugre, na primeira fase do Paulistão. Mas além de ter vacilado no terceiro gol, ele ainda foi expulso. Para completar, segue pendurado com dois cartões amarelos.
O desempenho ruim tem uma justificativa. Ainda no primeiro tempo, após levar um chute de Barcos na área defensiva, Cicinho levou uma pancada na cabeça. O lance deixou ele atordoado durante todo o jogo.
– Foi um jogo estranho. Logo no começo, levei uma pancada na cabeça e fiquei meio zonzo. Mesmo assim, falei que queria voltar. O raciocínio estava meio lento. A dor estava muito forte. Isso atrapalhou. Também procurei fazer falta para levar um cartão amarelo, porque estava pendurado e não achei ninguém. Estava difícil, o atacante deles era rápido (risos). É um jogo que quero esquecer até pela expulsão – disse, ao LANCENET!.
Apesar de ainda sentir algumas dores, Cicinho está liberado. Agora, é a hora de brilhar em Campinas.
Confira uma entrevista exclusiva com Cicinho:
Por que o rendimento do time caiu tanto nos últimos jogos?
É difícil dizer. A equipe vinha bem no campeonato. Depois da derrota para o Corinthians começaram as derrotas. Não teve abatimento. Está tudo tranquilo. É difícil dizer o que foi. Foi muita desatenção nos jogos, estamos entrando desligados. Tem de entrar disposto a vencer, tem de entrar 100%. Não pode errar, ainda mais agora em uma fase eliminatória. Tem de estar mais ligado ainda.
E você, por que não está bem?
Também é difícil dizer. Treinamos todos os dias para fazer o melhor em campo e ajudar o Palmeiras. Tem jogo que está difícil de apoiar e jogar. Estou tentando dar o máximo para ajudar na marcação. O que mais a torcida fala é que apoiava muito. Agora, estou preocupado na marcação e em ajudar, indo menos ao ataque.
E o Felipão pediu para você apoiar menos nas partidas?
Jamais. Ele pede para eu passar. Às vezes no jogo dificulta. Os atacantes sabem que eu apoio. Esses outros clubes mandam o atacante marcar minha subida. Quando começo a subir, o atacante vem junto.
Como foi esse problema na cabeça? Já melhorou?
Inchou muito. Depois do intervalo estava muito inchada, a boca não abria totalmente. Ainda sinto dores. Quando abro a boca, ainda dói um pouco a cabeça. Mas estou tranquilo, estou bem. Espero estar no jogo domingo para ajudar o time. Passei pelo doutor, ele analisou e está tudo tranquilo.
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