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Petrovic mira quartas da Copa do Mundo e exalta evolução do Brasil

Técnico da Seleção Brasileira destaca evolução do basquete nacional e acredita em uma equipe menos dependente de jogadores da NBA

PorJoanna ColaçoRio de Janeiro (RJ)
27/08/2026 15:05

Supervisionado porThiago Fernandes,
Aleksandar Petrovic (Foto: Divulgação / FIBA)
Aleksandar Petrovic (Foto: Divulgação / FIBA)

O técnico Aleksandar Petrovic elevou a expectativa para o futuro da Seleção Brasileira de basquete. De olho na Copa do Mundo de 2027, no Catar, o treinador estabeleceu como meta mínima alcançar as quartas de final e acredita que o Brasil chega ao Mundial em condições de competir em um nível mais alto.

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A avaliação ocorre às vésperas do início da segunda fase das Eliminatórias. Nesta quinta-feira (27), o Brasil enfrenta a República Dominicana, às 20h10, na Arena Nilson Nelson, em Brasília. A equipe brasileira venceu os seis jogos da primeira etapa e começa a nova fase entre as principais forças do continente.

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Para Petrovic, a evolução passa também por uma mudança no perfil do basquete brasileiro. O treinador vê uma seleção menos dependente de atletas da NBA e destaca o crescimento dos jogadores que atuam no Brasil, na Europa e no basquete universitário dos Estados Unidos.

— Oito anos atrás, muito poucos jovens jogadores do Brasil tinham a oportunidade de jogar fora. Agora é tudo o contrário. Muitos jovens chegam, e por isso podemos estar muito satisfeitos. — afirmou o técnico a Folha de São Paulo.

Brasil amplia presença internacional

O grupo convocado por Petrovic reúne jogadores espalhados por diferentes mercados. Além dos atletas que atuam no NBB, a Seleção conta com representantes de ligas da Espanha, Israel, Japão, Taiwan, México e também da NCAA, nos Estados Unidos.

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Dos 17 jogadores que fazem parte do grupo, oito atuam no Brasil, sete estão no exterior e dois estão sem clube. Para o treinador, essa variedade contribui para aumentar o repertório da equipe.

— A liga no Brasil é muito mais competitiva, muito mais tática, muito mais orientada defensivamente, e isso ajuda muito.

O momento contrasta com gerações anteriores, quando a Seleção tinha uma presença maior de brasileiros na NBA. Leandrinho, Anderson Varejão, Nenê e Tiago Splitter, por exemplo, foram protagonistas de equipes nacionais em diferentes ciclos olímpicos.

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Atualmente, Gui Santos é o único brasileiro na NBA, mas não foi liberado pelo Golden State Warriors para esta janela das Eliminatórias. Mesmo assim, Petrovic não considera a ausência um indicativo de perda de força do time.

Convocação da Seleção Brasileira masculina de basquete (Foto: Reprodução)
Convocação da Seleção Brasileira masculina de basquete (Foto: Reprodução)

Petrovic coloca Brasil entre candidatos

A confiança do treinador não se limita à classificação para o Mundial. Petrovic acredita que o Brasil pode brigar por uma campanha relevante no Catar e coloca a equipe entre cerca de dez seleções com condições de disputar as primeiras posições.

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Alemanha, Sérvia, França, Turquia, Austrália, Canadá e Estados Unidos aparecem entre os principais candidatos apontados pelo croata. Na visão dele, porém, o cenário internacional está mais equilibrado.

— Não existe mais esse grande gap.

Uma campanha entre as melhores equipes do Mundial também pode ser determinante para o futuro olímpico do Brasil. Como os Estados Unidos já têm vaga garantida em Los Angeles-2028 por serem o país-sede, as duas melhores seleções das Américas no Mundial garantem classificação direta para os Jogos.

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Petrovic considera esse caminho mais interessante do que disputar novamente um pré-olímpico. O treinador já viveu esse tipo de competição e conhece a pressão envolvida na busca por uma vaga olímpica.

Brasil tenta superar Argentina

Outro ponto destacado pelo treinador é a evolução brasileira no cenário sul-americano. Sob seu comando, a Seleção venceu a Argentina nas três vezes em que enfrentou o rival e agora busca também ultrapassar os argentinos no ranking da FIBA.

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A Argentina aparece atualmente à frente do Brasil na classificação mundial, mas Petrovic acredita que a distância diminuiu. O objetivo representa uma mudança importante para uma Seleção que durante décadas ficou atrás da chamada geração dourada argentina, liderada por nomes como Manu Ginóbili e Luis Scola.

O Brasil chega à nova fase das Eliminatórias justamente tentando consolidar essa mudança de patamar. Depois de seis vitórias na primeira etapa, a equipe terá pela frente República Dominicana, México e Estados Unidos em seis partidas de ida e volta.

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