Jóquei brasileiro iguala recorde de vitórias na história do Turfe
Após 11 anos na Argentina, J. Ricardo voltou ao hipódromo da Gávea para correr no domingo e segunda. Conquistou as três vitórias que o fizeram igualar o recorde mundial

Na última segunda-feira, às 20h36min, o jóquei Jorge Ricardo, montando Jubiléia, venceu o sexto páreo, disputado no hipódromo da Gávea em areia pesada e sob forte chuva. Foi a vitória 12.844 da carreira de Ricardinho, de 56 anos. Assim, igualou o recorde mundial, do canadense Russell Baze.
– Só quero agradecer a todos os que me apoiaram e tanto carinho têm por mim. Eu queria muito igualar o recorde no Brasil e quebrar o recorde na Argentina. Foi o que consegui – disse o jóquei, que chegou da Argentina no domingo (onde está radicado desde 2006) para buscar as vitórias.
As provas
O recorde poderia ter sido quebrado no domingo.
– Tenho quatro boas montarias dois favoritos, espero bons resultados – disse Ricardinho, antes das provas do fim de semana.
Logo na primeira, com Marco Polo, venceu sob aplausos de milhares. Nas seguintes (ele não participou do principal GP do dia), o jóquei amargou dois terceiros e um último.
O recorde parecia complicado, já que ele tinha apenas duas montarias nos
dois últimos páreos e a primeira delas não era favorita. Porém, a grande
performance com Lisarb garantiu apertada vitória, a de numero 12.843.
O recorde foi para a última prova. Àquela altura, o Joquéi já estava com as arquibancadas mais vazias e o grosso do público curtia um festival de Food Truck e, principalmente um show que celebrava o aniversário de Zeca Pagodinho. Foi quando Ricardinho montou Chagall la Mer. Um cavalariço (cuidador de cavalos) caiu desmaiado, com algum problema cardíaco, e atrasou um pouco a prova. Dada a largada, Chagall ficou em segundo.
Segunda-feira, Ricardinho correria sete páreos. Nos cinco primeiros, o triunfo teimou em não pintar. Apocalipse (2º), Racine, Ghiza, Naked Moon e Imortality Point (2º lugar, por uma cabeça). Mas com Jubiléia ele empa-tou o recorde. Como queria.
BATE BOLA / JORGE RICARDO - Jóquei
Como foi a ideia de voltar ao Rio para disputar as provas de domingo e de segunda-feira?
Foi na Gávea que conquistei a maioria das minhas vitórias. Também não queria deixar de fora o carinho que recebo dos argentinos. Assim, tive a ideia de vir na Gávea tentar igualar o recorde e voltar para a Argentina para brindar meu público com vitórias que aumentarão a quebra do meu recorde. Foi uma forma de agradar as duas torcidas que tanto me apoiam.
E depois do recorde?Pensa em parar?
Não tenho nada decidido no curtíssimo prazo. O certo é que até o fim do ano
eu sigo. Quero abrir boa vantagem na liderança; E daí não sei. Posso montar
um tempo mais, até onde corpo e cabeça ajudarem. Há a ideia de fazer uma despedida no Brasil e montar um tempinho mais na Gávea, mas nada decidido.
E após a aposentadoria? Imagina ser treinador, comentarista?
Nunca escondi que tenho vontade de ser comentarista e trabalhar com a
imprensa. Também nunca escondi que não tenho a menor vontade de ser
treinador, profissão difícil que requer muito tempo da vida e dedicação maior do que a de jóquei. Treinador está de manhã à noite lidando com cavalariços, contas, proprietários. Enfim, é desgastante e eu não tenho vontade nem cabeça para isso. Quero é promover o turfe, um esporte maravilhoso, muito antigo. Muitos acham que é somente um jogo, mas aqui tem paixão, emoção, pessoas que dependem disso.
*Entrevista à Tv Turfe
Sugerida para você!






Mais LANCE!













