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Lance! participa de debate sobre os desafios da mídia no mercado de apostas no Brasil

Gustavo Mota, CEO do Lance!, foi um dos convidados para participar do G&M Brasil 2026; confira os destaques

PorRedação Lance!São Paulo (SP)
13/08/2026 19:30
Atualizado há 3 minutos
Gustavo Mota, CEO do Lance!, no evento G&M Brasil
Gustavo Mota, CEO do Lance!, no evento G&M Brasil. (Foto: Vinícius Harfush/Lance!)

O mercado de apostas do Brasil é movimentado por quase 30 milhões de apostadores atualmente e viveu um dos seus principais auges durante a disputa da Copa do Mundo em 2026. O setor passa por um momento de estruração e aprimoramento da regulamentação e o assunto foi o grande tema debatido na edição 2026 da G&M Brasil, uma das principais conferências da indústria das bets no país e que teve a participação do CEO do Lance!, Gustavo Mota, como um dos palestrantes.

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No painel "Desafios para a mídia a cobertura responsável do setor de jogos de azar no Brasil", o executivo falou sobre a importância de tratar os debates sobre o mercado de apostas com seriedade e vê como positiva a oportunidade de reunir em um único evento especialistas e representantes de diversos setores que fazem parte da indústria.

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- Esse evento aqui, a gente teve a oportunidade de estar nesse evento para a gente falar para um público mais seleto sobre apostas, sobre inteligência artificial, sobre o papel da mídia dentro dessa discussão de como a gente pode e deve participar dessas discussões. Então, alguns painéis com advogados, com conteúdo técnico, com pessoal de tecnologia, ou seja, todo mundo debatendo um tema que é super sensível pra população e que tem um impacto grande em tudo isso que a gente executa hoje - analisou Gustavo Mota.

O CEO do Lance! esteve ao lado de Marcílio Spositon, editor-executivo da Gazeta Esportiva, em painel mediado pela publicitária Júlia Moreira. O debate também abordou a necessidade dos veículos de mídia tratarem com cautela os conteúdos relacionados ao mercado de apostas e diferenciarem para o público o que é publicidade e o que é conteúdo informativo, além de serem exigentes nas relações comerciais com o setor e bets para não ceder espaço para empresas ilegais que atuam no país.

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- Muito se fala sobre o que pode e o que não pode ser feito em casas de apostas ou com a mídia, ou se a gente tem um papel ou não de divulgar. A grande verdade é que o nosso principal debate aqui hoje, inclusive foi falado muito no painel, é sobre como a gente consegue afastar a grande massa das casas de apostas ilegais, que são muito nocivas para a população e têm um impacto muito grande, que fogem de toda a regulamentação que o governo fez - iniciou o CEO do Lance!, que destacou a importância da mídia brasileira estar atenta a cada atualização das regulamentações propostas pelo Governo Federal.

- Então o governo entra com a proposta que foi aprovada em Congresso sobre regulamentação, sobre o que pode e o que não pode, com diversas proteções para a população. E a gente, enquanto veículo, precisa estar norteado, atento às normativas, ao que está acontecendo para a gente poder separar o joio do trigo, do que funciona e do que não funciona, e noticiar e levar um conteúdo responsável para a nossa audiência - reforçou.

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Impacto da Copa do Mundo para o setor da mídia

O tema Copa do Mundo também foi levantado, já que o período foi de alto impacto para as casas de aposta e para os veículos de comunicação. Segundo dados divulgados pela Similarweb, empresa especializada em levantamento de dados digitais e que gerou insights sobre o setor de bets na Copa, o Mundial concentrou 3,6 bilhões de visitas, volume equivalente a 29% de todo o tráfego registrado nos sete meses anteriores ao torneio.

Gustavo Mota também ressaltou como a cobertura jornalística durante a Copa precisa se adaptar às novas audiências, de usuários que preferem consumir seus clubes no dia a dia ou, em muitos casos, pouco acompanham o futebol e passam a engajar com consumo de informações e, indiretamente, com o conteúdo publicitário dos sites.

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- Nosso usuário é clubista, ele gosta de acompanhar o clube, e durante a Copa isso se perde. Por outro lado, batemos o nosso recorde de audiência porque o bolo de audiência aumentou. Tivemos concorrência com veículos que não são de esporte, porque eles também cobriram - disse o executivo, que também destacou o peso que os consumidores a longo prazo dão aos veículos jornalísticos.

- O meu leitor que acessa o Lance! dá uma "pausa" [durante a Copa], mas quero que o leitor volte o tempo todo para nos acompanhar, seja com notícias, redes ou newsletters - destacou.

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Executivo da G&M destaca relevância do evento

Román Frymer, Cofundador e Gerente de Conteúdo da G&M News, definiu o evento como um encontro "íntimo" com o setor de apostas e que tem a capacidade de tratar de diversos temas que compõem o ecossistema das bets no Brasil.

- Esse é um espaço íntimo, para debater e analisar todo o ecossistema do jogo. Isso, não somente as casas de apostas, mas todos os participantes da indústria, incluindo empresas de dados, empresas que estão ligadas com jogo responsável e boa governança. Todos os setores do ecossistema do jogo estão incluindo nesse espaço - analisou.

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O executivo também afirmou que, ao longo do último ano, desde o início das regulamentações no Brasil, o país tem avançado quanto ao consumo das casas de aposta, de forma mais madura, e afirmou que é necessário que todas as pontas tenham responsabilidade para atuar, desde as empresas, governo e os consumidores.

- O que mostrou um ano de regulamentação é isso. Que há um mercado sólido, que há um mercado legal importante, mas que o crescimento vem com responsabilidade. E, por isso, eu enfatizei a responsabilidade de todos, de todos os stakeholders, desde o governo até o próprio jogador, que tem uma responsabilidade para, primeiro, controlar a sua família, saber que nenhum menor pode jogar. E, segundo, ser o responsável, ele, na hora de jogar - disse Frymer.

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Lance! participa de debate sobre os desafios da mídia no mercado de apostas no Brasil
Gustavo Mota, CEO do Lance!, durante o evento G&M Brasil. (Foto: Vinícius Harfush/Lance!)

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