Logo do Lance! branca com exclamação amarela
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES

Executivo da Fatal Fans rebate críticas à parceria com o Corinthians: 'Falso moralismo'

Samuel Ongaratto explica a visão da empresa sobre a atuação no futebol

PorGuilherme LesnokSão Paulo (SP)
09/08/2026 07:00
Executivo Samuel Ongaratto
Samuel Ongaratto, executivo de negócios da Atlas Technologies, empresa que tem a Fatal Fans entre as marcas de seu grupo (Foto: Reprodução/Instagram)

Carregando conteúdo exclusivo...

O Corinthians anunciou, em julho, um acordo de patrocínio com a Fatal Fans, plataforma brasileira de assinaturas e comercialização de conteúdos exclusivos que conecta criadores diretamente aos seus públicos. Com atuação principalmente no segmento adulto, a empresa oferece uma estrutura digital para publicação, monetização e relacionamento com assinantes.

➡️ Tudo sobre o Timão agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Corinthians

A chegada da Fatal Fans ao Corinthians gerou reações no meio político brasileiro e também entre conselheiros do clube, que se manifestaram contra a parceria. O acordo passou a ser alvo de debates sobre a presença de plataformas desse segmento no futebol e os impactos da associação da marca ao clube.

continua após a publicidade

Segundo o Corinthians, a parceria tem como objetivo contribuir para a manutenção da equipe masculina de basquete e reforçar os investimentos no futsal e no futebol profissional, tanto masculino quanto feminino. O clube também destacou a importância do acordo para o fortalecimento de diferentes modalidades.

Neste contexto, o Lance! conversou com Samuel Ongaratto, executivo de negócios da Atlas Technologies, empresa que tem a Fatal Fans como parte de seu grupo.

continua após a publicidade

Durante a conversa, o executivo falou sobre o acordo com o Corinthians, as críticas à parceria, a regulamentação de plataformas de conteúdo adulto no esporte e as medidas adotadas pela empresa para restringir o acesso de menores de idade a conteúdos impróprios.

Veja abaixo a entrevista completa:

Lance!: A gente viu a deputada Sâmia, a deputada Marina Helou e a vereadora Marina Bragante protocolarem um projeto de lei para proibir essas plataformas de conteúdo adulto no esporte, além de outros espaços públicos, áreas de lazer e tudo mais. Essa questão assusta a Fatal e, até que ponto, isso pode atrapalhar a empresa dentro do esporte, principalmente na comercialização da marca?

continua após a publicidade

Samuel Ongaratto: — Bom, isso não nos assusta, já é um movimento esperado, tanto que o contrato do Corinthians tem cláusulas que preveem caso isso ocorra. A gente entende que o debate é legítimo; ele deve acontecer. A nossa empresa é uma empresa que contribui desde 2018 para a criação de uma internet mais segura. Os nossos produtos e serviços têm mecanismos para que as crianças e adolescentes não acessem o conteúdo da plataforma. Constantemente eu estou indo a Brasília fazer discussões sobre a fiscalização e implementação do ECA Digital junto ao Ministério da Justiça, ANPD e demais órgãos fiscalizadores.

— Então a gente entende que é legítimo, que deve acontecer. Todavia, entretanto, a minha única ressalva que eu faço aqui para estas pessoas que tu citaste é que façam de maneira informada, legítima. Que olhem para o mercado adulto e vejam que ali tem uma indústria que emprega, que gera renda, que cumpre um papel social. Então eu vou pegar aqui uma fala, infelizmente, que eu li da deputada Sâmia, em que ela fala assim: 'É escandaloso que usem o esporte como vitrine para plataformas de conteúdo adulto. Não bastassem as bets, agora mais isso'. Quando ela claramente aqui utiliza um tom de desdém e de repúdio, como se o nosso negócio fosse um negócio que está numa categoria inferior ou abaixo de todas as outras.

continua após a publicidade

— Ora, é uma empresa. É uma empresa que está de acordo com as leis brasileiras, que gera emprego, que gera renda. E essa empresa, através do patrocínio do Corinthians, garantiu a manutenção e a existência do futsal, do basquete e está fortalecendo tanto o futebol masculino quanto o feminino. Então, se a deputada Sâmia acha que o nosso negócio não tem por que existir, que explique então para todo esse mercado o que a gente faz com esses empregos e geração de renda que negócios do mercado adulto geram, inclusive o Corinthians. Se quer que a gente não esteja mais no Corinthians, que então aponte uma resolução para o problema. Porque nos tirar do Corinthians é estar extinguindo o basquete, é estar extinguindo o futsal, e aí que ela possa apontar um caminho para a permanência dessas modalidades dentro do clube. E também dos empregos, tanto dos atletas quanto dos colaboradores e das famílias desses colaboradores, que dependem da permanência desse esporte.

— Ou que indique uma outra empresa que possa fazer o aporte que a Fatal fez ao Corinthians para a permanência desses empregos. Mas, de novo, não é de permanência de empregos que a gente está falando aqui. A gente está falando aqui da importância de um setor que é significativo e que gera emprego e gera renda no Brasil todo e no mundo. Então há que se fazer esse debate, ele é importante, mas sobretudo com informação e não com o fígado. Não caçando clique na internet.

continua após a publicidade

— Da mesma forma que você mencionou a Tábata, se eu não me engano, você mencionou também a Tábata Amaral, que é uma, foi candidata à prefeita de São Paulo, se eu não me engano. Se eu votasse em São Paulo, certamente votaria nela; gosto muito das ideias que ela cultiva e da forma como ela faz política. Todavia, entretanto, ela vem propor projeto de lei sem nunca ter falado com nenhuma empresa do ramo adulto, sem entender nada sobre este setor no Brasil. E eu lamento muito se essa é a forma como estas pessoas fazem política, sem informação, sem conhecer o setor, sem conversar com as empresas do setor, apenas caçando clique, trends na internet para ver quem aparece mais nesse momento.

Lance!: Você citou as modalidades que a Fatal ajuda a sustentar no Corinthians, como futsal, basquete e até o futebol masculino. Puxando o gancho para o futebol feminino: o acordo entre a empresa e o Corinthians prevê que a marca não será exposta nos uniformes do time feminino, certo? Até que ponto a Fatal se preocupa com a questão da sexualização da mulher, que hoje é um tema muito presente no futebol feminino e na sociedade? A empresa vê isso como um problema? Como esse assunto foi tratado com o Corinthians?

continua após a publicidade

Samuel Ongaratto: — Aqui eu acho que uma forma de responder isso é dizer o seguinte: a nossa empresa já há cinco anos é GPTW (Great Place to Work), está entre as melhores empresas para se trabalhar do Brasil. Ano passado, agora não me recordo mais, mas, se eu não me engano, foi ano passado ou ano retrasado, a gente foi eleita pelo GPTW como a sexta melhor empresa do Brasil para mulher trabalhar. Então nós nos preocupamos com isso internamente; isso não é só da porta para fora.

— A gente calcula aqui média remuneratória de mulheres e homens para ver se tem discrepância. A gente fomenta para que tenhamos mulheres em cargos de liderança da empresa. A gente trabalha vários processos internos e isso sempre foi uma preocupação nossa por causa da questão do respeito. E é por isso que no calção do Corinthians vai estampado o projeto Respeita as Minas, que a gente entende que a gente deve respeitar as mulheres na profissão que elas escolherem, seja ser desenvolvedora de software, seja ser política, seja ser jogadora de futebol ou uma pessoa que produz conteúdo. Ninguém é menos do que ninguém apenas porque escolheu estar numa profissão do ramo adulto.

continua após a publicidade

— Então é isso que a gente acredita junto com o Corinthians, e esse é um dos motivos do porquê o espaço no calção do feminino foi destinado a este projeto de respeito às mulheres, porque este é um valor que nos une como empresas parceiras.

— Mais um detalhe sobre este mercado. Cada vez mais o mundo caminha para um paradigma diferente daquele em que o homem contrata o conteúdo que a mulher faz. A gente vê no mercado do ramo adulto uma transformação bastante significativa a partir da pandemia para cá, com o ingresso de homens trabalhando também produzindo conteúdo e mulheres comprando conteúdo. Então, buscar tornar essa pauta como uma questão exclusiva da mulher, onde ela é explorada pelo homem, eu penso que isso não mais, isso não condiz com a realidade.

continua após a publicidade

— Porque, só para tu teres uma ideia, 40% hoje dos produtores de conteúdo são homens. Mais de 20% de quem compra conteúdo na internet é mulher. Então a gente não olha para este mercado com esse paradigma que, desculpa, já é carcomido, já é antigo, de que o homem contrata a mulher. Mesmo quando a gente fala de Fatal Model, no mercado de acompanhantes, só para você ter uma ideia, no mercado de acompanhantes o percentual de homens trabalhando como acompanhante na nossa plataforma Fatal Model, não é Fatal Fans, só para deixar claro aqui, aumentou desde a pandemia para cá de 7% para mais de 40%. Então essa questão de, de novo, querer fazer o debate sem informação, sem entender o que ocorre no mercado, sem entender como é que o mercado funciona.

Calção do Corinthians com o patrocínio
Executivo da Fatal Fans fala sobre Corinthians, críticas e regulamentação (Foto: Marco Galvão /Fotoarena/Folhapress)

Lance!: O que as pessoas comentam é que esse tipo de patrocinador, como a Fatal, acaba gerando danos sociais à empresa, no caso o Corinthians, e ela é semelhante ao caso do álcool e do tabaco. Como você interpreta essa afirmação e como vocês entendem que isso possa ter ligação ou não?

continua após a publicidade

Samuel Ongaratto: — É importante destacar que toda a publicidade que a gente faz, independentemente de ser no Corinthians, mas isso contratualmente também está previsto no nosso acordo com o Corinthians. Toda a nossa publicidade é institucional. Então ninguém vai ver uma pessoa nua distribuindo boné na frente do estádio. Ninguém vai ver uma pessoa com roupas íntimas nos telões de LED do Corinthians ou em qualquer outro lugar. Sempre que nós fizemos propaganda, e isso pego um exemplo da Fatal Model que desde 2022 para cá está presente no futebol brasileiro, a propaganda sempre foi institucional.

— Ou seja, a Fatal é direito, segurança, dignidade, respeito e segurança. Sempre de forma institucional, sempre de forma respeitosa, sem erotizar, sem objetificar o corpo dos acompanhantes. Então ela está fazendo uma propaganda que não tem nenhum tipo de conteúdo impróprio. Não tem convite para acessar site, não tem QR Code para comprar conteúdo, não tem convite para se tornar alguém que produz conteúdo. Então ela é uma propaganda institucional, e a gente entende que essa propaganda não tem problema de ser veiculada estando de acordo com as leis brasileiras e com as normas, tendo em vista que também a gente tem dentro da Fatal mecanismos de aferição de idade na hora da compra de conteúdo e que não permitem que a criança e o adolescente tenham acesso a conteúdo impróprio.

continua após a publicidade

— Se essa é uma discussão, como você mencionou, que é importante ser feita para todo produto que tenha alguma restrição, vamos fazer. Mas por que isso está centralizado só na gente? Ninguém falou nada da Fatal Model, que está presente no mercado desde 2022. Ninguém falou nada de cerveja, que costumeiramente, nas suas peças publicitárias, traz pessoas com roupas menores na praia consumindo cerveja, com closes nas partes íntimas e assim por diante. Por que ninguém está falando nada de bet? É pelo falso moralismo. Então, que a gente faça o debate. Novamente, acho que é importante, mas sem preconceito, com informação. É isso em que a gente acredita.

Lance!: A Fatal e você entendem que o futebol está preparado para esse tipo de conteúdo, não o conteúdo em si, mas esse tipo de patrocínio e de liberdade comercial, especificamente no futebol, levando em conta também a responsabilidade social?

continua após a publicidade

Samuel Ongaratto: — Eu acho que, como qualquer outro negócio, precisa evoluir. Se ele estivesse preparado, talvez a gente não estaria aqui debatendo sobre esse assunto. Então eu acho que, se a gente deixar de ver aqui um problema, parar de ficar olhando as fake news e fazer um debate informado.

— O que é que eu falo de fake news aqui? Tem gente falando, mostrando foto de IA com a marca da Fatal Fans na camiseta do futebol masculino. Aquelas fotos que estão sendo postadas não são fotos de verdade, aquela camisa não existe. As pessoas perguntando: 'ah, mas vou dar para o meu filho uma camisa com a marca da Fatal?'. Não vai dar porque não existe camiseta de criança ou jovem menor de 18 com aquela marca estampada. Não sei de onde aquilo saiu.

continua após a publicidade

— Então, na verdade, se a gente puder fazer um debate com informação, entendendo como é que funciona o mercado, estabelecendo regras, eu entendo que a gente deve olhar para tudo isso que está acontecendo como oportunidade de poder estar preparado, de poder ter regras claras, talvez determinar a forma como empresas do nosso ramo possam fazer publicidade, mas não jogar tudo para baixo do tapete como historicamente sempre foi feito.

Lance!: E se acontecer algum tipo de regulamentação, no caso do esporte especificamente...

Samuel Ongaratto: — Olha, se estes projetos vierem a ser implementados, a gente vai respeitar, obviamente. Vamos buscar espaços para poder debater e colocar o nosso ponto de vista. É um pouco difícil te responder essa pergunta porque, obviamente, são inúmeros projetos que estão sendo protocolados e é difícil entender o que vai encontrar e o que não vai. Então é difícil responder à tua pergunta, mas obviamente a gente é uma empresa que gera emprego, que paga imposto, que sempre cumpriu a lei. E o que eu posso te dizer é que vamos, caso venha a proibir a nossa permanência, seja nos clubes de futebol ou algo nesse sentido, obedecer, como sempre fez.

continua após a publicidade

Lance!: Na cabeça de muitos torcedores, pessoas públicas, trata-se de um patrocínio em relação a literalmente prostituição. Como vocês tentam construir ou reverter essa imagem? Principalmente com esse acordo com o Corinthians? Como a empresa se prepara para tentar reverter essa imagem que as pessoas acabam tendo e para não gerar esse tipo de conflito com políticos, patrocinadores e etc.?

Samuel Ongaratto: — Acho que é importante, antes de responder à tua pergunta, só deixar bem claro que quem patrocina o Corinthians hoje é um nosso produto chamado Fatal Fans, que é concorrente do OnlyFans. Ele é uma plataforma de intermédio para comercialização de conteúdo, seja qual for ele. Se a maior parte do conteúdo comercializado é conteúdo adulto, eu penso que essa, e se as pessoas criticam o conteúdo adulto, eu penso que isso sobretudo é uma crítica ao mercado brasileiro, que procura esse tipo de conteúdo. Se ele é o mais ofertado dentro da plataforma, é porque é o mais procurado. E se ele é mais procurado, é a própria sociedade que procura esse tipo de conteúdo.

continua após a publicidade

— Porque, de novo, a plataforma não determina que é uma plataforma de conteúdo adulto; ela é uma plataforma de conteúdo. Então, se alguém vai comercializar um curso de como fazer crochê ou conteúdo mais picante, conteúdo adulto, isso são os usuários da plataforma; não é a nossa empresa que determina se é conteúdo adulto ou não. Então esse é um ponto.

— Quando a gente fala de mercado de prostituição, mercado de acompanhantes, é a Fatal Model que é diferente da Fatal Fans. São dois produtos diferentes e a Fatal Model não está patrocinando o Corinthians; ela está patrocinando o Remo e já patrocinou mais de 30 clubes no futebol brasileiro, já patrocinou Brasileirão Série A, já patrocinou Brasileirão Série B, Supercopa do Brasil, já patrocinou jogos no Maracanã, já patrocinou inclusive amistosos da Seleção Brasileira. E aí fica a minha dúvida também com relação, inclusive, aos políticos que você acabou mencionando. Por que a Fatal Model, que é uma empresa presente no ramo de acompanhantes e que patrocina o futebol brasileiro com um histórico muito maior do que a Fatal Fans e que hoje patrocina o Remo, não é alvo de crítica dessas pessoas, enquanto que a Fatal Fans no Corinthians é?

continua após a publicidade

— Aí eu te respondo a pergunta: de novo, porque o debate está sendo feito para se caçar clique, para se caçar voto num período eleitoreiro. E é isso que eu lamento em cima desse debate. Que, de novo, a oportunidade para fazer o debate está aí, mas estão mais querendo caçar voto e caçar clique do que de fato fazer o debate. Mas estão mais interessados em caçar clique e caçar voto do que interessados em construir uma internet segura para crianças e jovens. É isso que está acontecendo. Então está se desperdiçando essa oportunidade. De novo, que o debate seja feito com informação, que o debate seja feito com o legítimo e com a vontade legítima de querer construir uma sociedade melhor, não com a vontade de querer caçar voto e clique, como está acontecendo hoje, infelizmente.

Lance!: Você entende que existe um preconceito contra plataformas desse tipo de conteúdo? No caso, como você disse que a Fatal Fans não é só um conteúdo adulto, pode ser qualquer tipo de conteúdo, como uma plataforma qualquer. Mas você entende que há um tipo de preconceito em cima disso?

continua após a publicidade

Samuel Ongaratto: — Com certeza. Aliás, boa parte das manifestações que se vê são manifestações com cunho preconceituoso. O que é o preconceito? O preconceito é fazer um julgamento sem antes entender, sem antes conhecer. O preconceito, na maior parte das vezes, não é derivado de mau-caratismo; ele é derivado de falta de informação.

— A Fatal Model não está no Corinthians, mas você mencionou aqui o mercado de acompanhantes. Você sabia que no mercado de acompanhantes 40% são homens? Você sabia que, no mercado de acompanhantes, a profissão de acompanhante é reconhecida pelo Ministério do Trabalho? Ela é reconhecida pela CBO; é uma profissão no Brasil com mais de 1,5 milhão de pessoas trabalhando com ela. 70% têm dependente familiar direto que depende da renda, 56% têm família e criança que dependem desta renda. Tem 45 milhões de acompanhantes no mundo trabalhando nesta profissão. Então, de novo, que a gente faça uma discussão sem preconceito, sem julgamento, sem antes conhecer, que é isso que está acontecendo hoje.

continua após a publicidade

Lance!: Sobre o acordo com o Corinthians, vocês chegaram a conversar e houve algum tipo de preocupação da parte da empresa sobre algum tipo de retaliação das jogadoras do elenco feminino?

Samuel Ongaratto: — Sim, tanto que estivemos também presentes conversando com as atletas do feminino; estivemos dentro do Corinthians conversando com diversas modalidades. A decisão do próprio Corinthians foi uma decisão colegiada; ela não foi uma decisão do presidente apenas. Ela teve o ok das diversas modalidades que seriam impactadas por esse patrocínio e das diversas diretorias que estão presentes dentro do clube.

continua após a publicidade

— Então ele foi sobretudo um projeto que foi abraçado por todo o clube e foi conversado também com a torcida, com a torcida das mais diferentes modalidades. Então ele foi um processo moroso e que envolveu muita gente, que é diferente de um patrocínio de uma empresa comum, que muitas vezes chega lá apenas com o dinheiro e se faz o patrocínio. Então, sim, teve todo esse contexto que envolveu a negociação.

Lance!: Em relação aos menores de idade, eu queria que você explicasse um pouco mais como funciona esse tipo de regulamentação.

Samuel Ongaratto: — O conteúdo na Fatal Fans é completamente fechado. Não há como o usuário ter acesso ao conteúdo sem adquirir o conteúdo. E, para comprar este conteúdo, ele precisa, na hora da compra, se identificar, e há uma checagem da idade e da identidade de quem está comprando esse conteúdo e, caso a pessoa que está comprando esse conteúdo seja uma pessoa menor de 18 anos, a venda então é estornada.

continua após a publicidade

— Em que casos uma pessoa menor conseguiria ter acesso ao conteúdo? Só em casos em que um adulto faz a compra do conteúdo e entrega o conteúdo para o menor de idade. Mas isso é igual, por exemplo, a gente sabe que um menor não pode ir a um bar e comprar cerveja. Mas, se o pai da criança for lá e comprar cerveja e depois entregar a cerveja na mão da criança, infelizmente, embora seja contra a lei, essa é uma situação em que poderia acontecer. Então isso se equivale mais ou menos dessa forma.

— A nossa plataforma tem esses dispositivos de segurança e tem essa verificação. Então não há como um menor comprar conteúdo fazendo isso sozinho. Então, por isso é que tem esta proteção na plataforma.

continua após a publicidade

Lance!: E isso, independente do conteúdo, como você citou um exemplo, ensinando a fazer crochê. Precisa ser maior de idade também, no caso?

Samuel Ongaratto: — Bom, a plataforma tem essa distinção do tipo de conteúdo, se ele é um conteúdo que tem que ele é impróprio ou não. Obviamente, hoje não há uma possibilidade de disponibilizar conteúdo gratuito na plataforma. Então todo o conteúdo é adquirido, mas ele tem essa tag de conteúdo que é impróprio e conteúdo que não. Para o conteúdo impróprio, ele faz a verificação da identidade e da idade do usuário.

Lance!: E quem determina se o conteúdo é impróprio é a Fatal ou é a própria pessoa que faz o conteúdo?

Samuel Ongaratto: — Ambos fazem essa determinação.

Lance!: Queria que você deixasse, falasse um pouco diretamente com o torcedor do Corinthians, aqueles que talvez tenham um pouco mais de preocupação em relação ao acordo, e uma mensagem geral ao torcedor do Corinthians em relação a esse acordo Fatal Fans e o torcedor.

continua após a publicidade

Samuel Ongaratto: — Acho que isso é bastante importante. Queria dizer para o torcedor, em primeiro lugar, para todos os torcedores do Corinthians, agradecer todas as manifestações que foram feitas, principalmente aquelas manifestações de acolhimento e de carinho, que nós tivemos quando iniciamos o nosso relacionamento lá fazendo a doação da vaquinha da Arena, e ali o torcedor mostrou o tamanho dessa torcida e a força da torcida, e isso nos impulsionou cada vez mais a querer estar junto ao Corinthians.

— Para aqueles torcedores que se manifestaram contra, gostaria de dizer que a nossa empresa é uma empresa séria, é uma empresa responsável, ela está aqui hoje e sempre esteve com a intenção de ajudar o clube. Em breve a gente vai estar relatando para o torcedor diversas outras ações que nós estamos construindo junto com o clube para ajudar o clube. Dizer que a nossa publicidade é uma publicidade institucional respeitosa, que não traz consigo nenhum caráter erótico, impróprio para menores em termos de publicidade.

— E dizer que este é um mercado importante no Brasil, que movimenta a nossa economia, que gera emprego, que gera renda e que merece respeito como qualquer outro negócio, como qualquer outro ramo de negócio ou atividade que existe no Brasil.

🍀Aposte no Corinthians na disputa do Brasileirão, Copa do Brasil e na Libertadores!
18+ | Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento | Conteúdo comercial | Aplicam-se termos e condições.

Sugerida para você!

Mais LANCE!