Fluminense é destaque em painel sobre medicina esportiva no Rio Innovation Week
Presidente participou de debate sobre uso da tecnologia na medicina esportiva

Na presença de Fabrício Braga, CMO do Laboratório de Performance e Mário Keller, CEO da Dadoteca (empresa de soluções em dados com inteligência artificial), Mário Bittencourt, presidente do Fluminense, debateu como os dados estão redefinindo a medicina esportiva. O painel aconteceu nesta quinta-feira (14), no Rio Innovation Week.
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Fabrício abriu a conversa apresentando dois casos distintos. Primeiro, a morte de João Gabriel, de 20 anos, que teve um mal súbito enquanto corria uma meia-maratona. Depois, o de Ganso, que teve uma miocardite detectada em exames de pré-temporada, foi tratado e pôde retornar aos gramados.
Isso porque, apesar de atuar na prevenção de doenças, o esporte, quando praticado em alto rendimento e sem a assistência devida, pode ser gatilho para a descoberta de uma condição. Por isso, defendeu a necessidade da prática esportiva vir acompanhada de exames - o que o motivou também a criar a ONG "Corre com o Coração".
No âmbito dos clubes, o trabalho do Fluminense foi destacado. Quando assumiu a presidência em 2019, Mário Bittencourt implantou um sistema de avaliação cardíaco inédito, que permitiu a identificação de casos como do camisa 10 tricolor.
No entanto, apenas o exame não é suficiente, sendo preciso interpretar corretamente os dados. É neste ponto que a tecnologia atua, por meio de algoritmos e inteligência artificial, auxiliando os médicos a extrair todas as informações dos laudos. Então, Mário Keller apresentou a iniciativa "Safe Play", ferramenta de IA que ajuda justamente na leitura de eletrocardiograma de atletas, reforçando que a tecnologia não é capaz de substituir o médico, mas chega para contribuir.
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Fluminense investiu em mais de 700 mil dólares em equipamentos médicos
A preocupação de Mário Bittencourt com o tema surgiu em 2015, quando era vice-presidente de futebol. Contou que foi por conta da desconfiança com o diagnóstico de um atleta, que supostamente não poderia mais jogar futebol. Então, sugeriu que buscassem novas opiniões e foi quando cruzou o caminho de Fabrício Braga.
Em 2019, quando retornou como presidente, tinha como uma prioridade retomar a atenção com essa área, convidando o médico para atuar em conjunto com os médicos do clube, que são ortopedistas. Desde que assumiu, o presidente afirmou ter investido mais de 700 mil dólares em aparelhos para academia e departamento médico que contribuem para a prevenção e tratamento de lesões.
Embora cada categoria tenha um departamento que siga a metodologia tricolor, as lesões cirúrgicas são todas tratadas no CT Carlos Castilho (CTCC). Dessa forma, atletas da base e do time feminino saem de Xerém quando necessário para realizar os tratamentos.
— Hoje a gente não deve nada em relação aos clubes brasileiros e diria que estamos além em relação a outros do mundo. O Marcello, quando chegou, elogiou nossa estrutura em comparação com o que tinha no Real Madrid.

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