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Tensão e milhões: o que está em jogo no Gre-Nal decisivo

Em má fase no Brasileirão, rivais disputam rumo de 2026 na Copa do Brasil

PorPedro WerneckRio de Janeiro (RJ)
03/09/2026 09:28
Jogadores de Grêmio e Internacional disputam a bola no jogo de ida da Copa do Brasil
Jogadores de Grêmio e Internacional disputam a bola no jogo de ida da Copa do Brasil (Foto: Liamara Polli / AGIF / Folhapress)

Grêmio e Internacional se enfrentam às 20h (de Brasília) desta quinta-feira (3), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Em cenário no qual os dois times correm riscos de rebaixamento, a classificação no torneio, com consequente eliminação do rival, ganha um peso ainda maior.

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Gre-Nal 454: o Gre-Nal da tensão

No clássico de número 454 da história, os adversários têm muito a perder. Uma derrota pode significar o agravamento da crise, enquanto uma vitória tem possibilidade de mudar completamente o rumo da temporada. Talvez isso explique o roteiro do primeiro duelo: no Beira-Rio, um 0 a 0 pouco inspirado, em que ambos estavam mais preocupados em não errar do que buscar o diferente.

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O momento do futebol gaúcho é nivelado por baixo. Apenas três pontos separam o Grêmio, 15º colocado, do Internacional, 18º lugar, na tabela do Brasileirão. Apesar da conquista do título estadual, o ponto alto de 2026, o Tricolor ainda frustrou a torcida com a eliminação precoce na Sul-Americana. Portanto, para os dois lados, a Copa do Brasil passou a representar a esperança de uma temporada cuja emoção não se limite à luta contra o Z-4.

Se o Grêmio for campeão, levantará o seu 6º troféu da competição nacional, igualando o Cruzeiro no topo da lista de maiores vencedores. Já para o Inter, seria a 2ª conquista. A taça, claro, é o grande objetivo dos dois clubes. No entanto, a classificação às semifinais já significaria muito. Primeiro, por tirar o maior rival do torneio. Mas também por razões esportivas e financeiras.

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Jogadores de Grêmio e Internacional cercam o árbitro em discussão na partida do Beira-Rio
Jogadores de Grêmio e Internacional cercam o árbitro em discussão na partida do Beira-Rio (Foto: Thiago Dias / Fotoarena / Folhapress)

Libertadores e muita grana em jogo na Copa do Brasil

A novidade da Copa do Brasil de 2026, além da realização da final em jogo único, é a vaga na próxima edição da Libertadores também para o vice-campeão. Muito afastados do G-4 do Brasileirão, Grêmio e Internacional sabem que um lugar na decisão mudaria o rumo também do próximo ano, uma vez que a participação na maior competição continental traz prestígio e potencial financeiro.

Além disso, apenas a classificação para a semifinal já colocará mais R$ 9 milhões nos cofres do time vencedor. Posteriormente, o sobrevivente ainda sonhará com R$ 78 milhões em caso de título ou R$ 34 milhões pelo vice-campeonato.

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Treinadores têm ainda mais a perder

Apesar das fases conturbadas, Grêmio e Internacional fugiram da lógica do futebol brasileiro e mantiveram os seus respectivos treinadores, Luís Castro e Paulo Pezzolano. Pelo menos até agora — os dois comandantes sabem que uma eventual derrota para o rival na Copa do Brasil pode decretar o fim do ciclo. Por outro lado, quem avançar ganha sobrevida, além de um elenco confiante para o desfecho do ano e a missão de se livrar do rebaixamento. Resta saber como a tensão à beira do campo impactará as estratégias de jogo.

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Paulo Pezzolano e Luís Castro, respectivos técnicos de Internacional e Grêmio, se abraçam à beira do campo
Paulo Pezzolano e Luís Castro, respectivos técnicos de Internacional e Grêmio, se abraçam à beira do campo (Foto: Edu Andrade / Fatopress / Folhapress)

Equilíbrio entre Grêmio e Internacional

O contexto parecido dos gigantes gaúchos e a tensão envolvida projetam mais um Gre-Nal nivelado, como tem sido ultimamente. Nos últimos dez jogos entre os rivais, cada um venceu dois duelos, enquanto outros seis terminaram empatados.

A partida de ida foi a terceira entre Tricolor e Colorado em Copas do Brasil. As outras duas aconteceram em 1992, também nas quartas de final. Curiosamente, todas as três terminaram com placar igualado. Naquela ocasião, porém, o Inter garantiu a classificação nos pênaltis e, posteriormente, ainda levantou a sua primeira taça do torneio mata-mata.

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