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Mudança na regra faz número de atendimentos a goleiros despencar no Brasileirão

Em estudo apresentado por CBF, ação do VAR em lances 'não factuais' caiu pela metade

PorVicente SedaRio de Janeiro (RJ)
22/09/2026 19:28
Estudo apresentado pela CBF mostra redução nos atendimentos de goleiros (Reprodução)
Reprodução de estudo apresentado pela CBF aos clubes em reunião na segunda-feira

Uma mudança nas regras para o atendimento de goleiros no Campeonato Brasileiro deste ano levou rapidamente a um número de impacto na redução deste tipo de evento durante os jogos. Números divulgados pela CBF aos clubes em reunião realizada na segunda-feira, em um hotel na Zona Oeste do Rio de Janeiro, mostram que, em relação aos jogos do torneio desde 2022 até a 22ª rodada deste ano, já que a regra passou a valer a partir da 23ª, o número de goleiros atendidos caiu 78,2%.

Considerando somente as partidas deste Brasileirão, o "ge", autor do estudo apresentado pela entidade, apontou que houve uma redução de 65% nos atendimentos, que passaram de 88 em 215 partidas para nove em 62 após a aplicação das novas regras. Além da chamada cera, havia uma percepção de que esses atendimentos também estavam sendo usados propositalmente por comissões técnicas para que fossem passadas instruções. Segundo o estudo, 83% dos atendimentos eram "estratégicos".

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Reunião entre CBF, clubes e federações definiu mudanças importantes para as próximas temporadas do Brasileirão
Reunião entre CBF, clubes e federações definiu mudanças importantes para as próximas temporadas do Brasileirão.<br>(Foto: Thiago Ribeiro / Staff Images / CBF)

A mudança na regra passou a prever que jogadores que recebam atendimento médico devem ficar fora da partida por um minuto. Se esse jogador for o goleiro, um jogador de linha deve ficar fora pelo mesmo período. Nesse caso, o técnico tem dez segundos para indicar quem sai, ou sairá o capitão. Se o capitão for o goleiro, sairá um atleta previamente sorteado.

O estudo faz parte de mudanças implementadas pela entidade para aumentar o tempo de bola rolando nas partidas. Outro fator citado na análise é a diminuição da interferência do VAR em lances não factuais, subjetivos, ou seja, que dependem de interpretação do árbitro para aplicação da regra. De acordo com a CBF, houve uma redução de 50% na Série A nessas interferências, o que contribui para o aumento do tempo de bola em jogo.

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CBF mostra estudo com redução de interferência do VAR em lances &quot;não factuais&quot;(Reprodução)
CBF mostra estudo com redução de interferência do VAR em lances "não factuais"(Reprodução)

Pelo levantamento da CBF, nas 216 partidas analisadas antes da mudança nas regras, foram 70 revisões. A partir da 23ª rodada do Brasileirão, 50 partidas foram analisadas com somente oito revisões, passando de uma revisão a cada três jogos para uma a cada seis. O recorde histórico da Série A foi registrado em Mirassol x Botafogo, pela 27ª rodada, com 70 minutos e 12 segundos de bola rolando.

A média na 28ª rodada atingiu 61 minutos e 59 segundos. A entidade estimou que, com as novas regras, as partidas ganharam em média 4min49s. Segundo a apresentação da CBF, o número coloca o Brasileirão como segundo colocado no ranking de ligas com maior tempo de bola rolando, perdendo somente para a Ligue 1 francesa, que atinge média de 60min16s. A média do Brasileirão nas partidas com as novas regras é de 58min43.

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