Análise tática do Guffo: o Barcelona é o melhor time do mundo?
O Barcelona virou aquele time que a gente para de perguntar se irá vencer para perguntar de quanto será a goleada

Carregando conteúdo exclusivo...
O Barcelona de Hansi Flick virou aquele time que a gente para de perguntar se irá vencer para perguntar de quanto será a goleada. O 7 a 2 sobre o Racing Santander foi a demonstração pública de um mecanismo que atropela todo mundo. A média de 4,70 gols por partida no Campeonato Espanhol (quase o dobro do Real Madrid, segundo colocado com 2,80) não aparece por acaso. Ela nasce de uma visão que merece um olhar especial.
E essa visão é mais simples do que parece e mais difícil de marcar do que qualquer adversário imaginou. Flick constrói quase todo o jogo pelo interior. Um jogador de cada lado abre a defesa rival, enquanto o eixo central se enche de meio-campistas móveis que desorganizam qualquer bloco. Quando ataca, o Barça vira um 3-2-5, aquela pirâmide dos anos 20, com cinco atacantes e nenhum centroavante fixo. Por que ninguém consegue marcar esse time? Porque não existe referência para marcar. O zagueiro sai para apertar Pedri ou Dani Olmo e deixa a diagonal livre para Lamine Yamal ou Raphinha. Se ele fica e permite que os meias recebam entre as linhas, os armadores irão criar inúmeras situações de perigo. O defensor está errado antes mesmo de decidir.
O Racing até que tentou
O teste mais interessante veio do próprio Racing, que tentou sufocar o eixo com uma linha de cinco e um líbero extra, o 5-3-2. No papel, o plano era inteligente. Na prática, Flick respondeu com um ajuste cirúrgico: o lateral direito se afastou para ampliar a saída de bola, Rodri desceu para criar superioridade numérica constante e Cancelo ganhou o lado esquerdo em uma zona onde ninguém consegue pressioná-lo. O Barça atrai todo o bloco para um lado e pune instantaneamente do outro. Quando o Racing tentou subir a marcação, encontrou Adeyemi em velocidade, imparável pela ponta. Esse é o ponto que assusta: nenhum sistema defensivo parece ter resposta, porque Flick sempre acha a dele.
Os números sustentam a leitura sem precisar de exagero. Só no primeiro tempo contra o Santander, o Barcelona teve 70% de posse e gerou quase 5 gols esperados. O PPDA (índice que mede pressão defensiva) ficou em 0,36, ou seja, o Racing quase não trocava passes no próprio campo antes de ser sufocado pela pressão pós-perda blaugrana. No pouco que vai de campeonato, o time já acumula 24,5 de xG e 28 gols marcados. São números que não se viam desde o Barcelona de Guardiola, e a comparação não é gratuita: a linha adiantada, o goleiro Joan García jogando fora da área como líbero, o losango de Pedri e Rodri alternando alturas. Cruyffismo em estado puro.
Quem é o centroavante afinal?
No verão, o debate era quem herdaria os gols de Lewandowski. O Barcelona respondeu que o centroavante é o coletivo, e o elenco absorve as rotações sem perder identidade, o que vale ouro em uma temporada longa, porque os rivais precisam de tempo para pensar e o Barça simplesmente não dá. Mas é exatamente aí que mora o risco. Quando a pressão pós-perda falha, a linha de Flick fica exposta, e o primeiro gol do Racing mostrou isso: um passe filtrado entre linhas, um três contra dois e a defesa inteira em desvantagem. A margem de erro é pequena para um time que joga com dez jogadores em 40 metros de campo. Some a isso o desgaste físico, as lesões e a adaptação dos rivais, que vão estudar o 3-2-5 como estudaram o Barcelona de Guardiola. A pergunta que fica é se o modelo aguenta até abril, quando os jogos começam a pesar de verdade.
Como analista e torcedor do Barça desde 1988, minha posição é clara: hoje, em setembro, o Barcelona é o melhor time do mundo. O que não significa que vai terminar a temporada como o melhor, porque o futebol de elite se decide no detalhe e o calendário cobra. A condição para sustentar o patamar é a mesma que sustenta o estilo: rotações constantes, elenco fresco e a humildade de admitir que o adversário vai encontrar brechas. Flick já provou que sabe ajustar. O desafio agora é provar que sabe repetir por nove meses.
Então, culé, aproveite o momento, porque essa equipe joga como poucas na história do clube. O Barcelona de Flick não precisa de centroavante, de referência fixa ou de plano B: precisa de saúde, de banco e de paciência. Se mantiver o ritmo, o melhor time de setembro pode virar o melhor time de maio, e aí a pergunta do título terá resposta definitiva. Por enquanto, a resposta é sim, com as ressalvas que o próprio futebol vai cuidar de testar com o tempo.


Fora de Campo
Filipe Luís chama atenção após jogo do Monaco: 'Avassalador'
Há 55 minutos
Fora de Campo
Estêvão vira assunto em derrota do Chelsea na Premier League: 'Piada'
Há 1 hora
Futebol Internacional
Ex-Botafogo, Luís Henrique projeta duelo contra a Roma em clássico italiano
Há 2 horas
Flamengo
Flamengo ainda não sabe onde enfrentará o Estudiantes no jogo de ida da Libertadores
Há 4 horas
Corinthians
Memphis Depay fica de fora da primeira convocação de Xavi pela Holanda; veja
Há 7 horas
Lance! Negócios
Após 20 anos, Mbappé rompe com Nike e fecha com nova fornecedora
Há 8 horasMais LANCE!

Maresca exalta estreia de Allan, ex-Palmeiras, pelo City

Espanyol x Elche: onde assistir, horário e escalações

Flamengo ou Palmeiras? Veja quem mais chegou às semifinais da Libertadores

Jogos de hoje: quem joga no futebol e onde assistir ao vivo – sexta-feira (18/09/2026)

Do Brasileirão à Ligue 1, Filipe Luís e Davide Ancelotti causam impacto na Europa

Monaco x Lens: onde assistir, horário e escalações

Ingleses enlouquecem com gol de Rayan na Liga Europa: 'Ele terá'

Rayan marca e Bournemouth vence em estreia na Liga Europa

Veja gols: Ex-Palmeiras, Allan marca e dá assistência em estreia pelo Manchester City

Entenda por que Klopp convocou 44 jogadores para a Alemanha

De quase colapso à elite: como o Deportivo A Coruña reconstruiu o clube

Tchouaméni e Valverde dão fim a tensão no Real Madrid


