Flamengo tem atitude criticada por Mauro Cezar: 'Constrangedor'

Rubro-Negro se manifestou contra a arbitragem depois do empate com o São Paulo

PorBernardo PinhoRio de Janeiro (RJ)
28/07/2026 17:58
Mauro Cezar aponta desorganização na CBF e questiona Ancelotti (Foto: Reprodução/JP Esportes)
Mauro Cezar criticou o posicionamento do Flamengo (Foto: Reprodução)

O jornalista Mauro Cezar criticou o pronunciamento institucional do Flamengo sobre a arbitragem da partida contra o São Paulo válida pelo Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro empatou por 1 a 1, no Maracanã, e questionou um possível pênalti de Wendell e o gol anulado de Samuel Lino no final.

Ao vivo na Jovem Pan, Mauro Cezar considerou desnecessário o vídeo gravado por José Boto, diretor do Flamengo, depois do tropeço.

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- Pronunciamento desnecessário e até um pouco constrangedor. Está reclamando do que? Tudo bem fazer um comentário. Até acho que depois de vermos um VAR semiautomático mais moderno na Copa, esse dá uma sensação de algo obsoleto. O Rodrigo Mattos fez um vídeo didático mostrando que esse é o sistema da Premier League. Se mostrar o momento do passe, está resolvido - começou Mauro sobre o pronunciamento do Flamengo.

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- Ficou uma sensação ruim, mas isso não significa erro. A alegação de pênalti é um lance altamente interpretativo. Esse tipo de vídeo é uma cortina de fumaça para o problema do time. O José Boto contratou o Vitão duas vezes. Vitão e Royal, reservas do Flamengo, custaram 20 milhões de euros. Acho que dá para questionar - concluiu o jornalista.

José Boto, diretor de futebol do Flamengo, sentado em sofá branco com camisa marrom
Diretor de futebol do Flamengo, José Boto se pronunciou sobre arbitragem de empate com o São Paulo (Foto: Reprodução)

Pronunciamento do Flamengo

Flamengo voltou a contestar a arbitragem após o empate por 1 a 1 com o São Paulo, no último domingo (26), no Maracanã, pela 20ª rodada do Brasileirão. Em pronunciamento divulgado nesta segunda-feira (27), o diretor de futebol rubro-negro, José Boto, cobrou a Comissão de Arbitragem da CBF por critérios uniformes na aplicação das regras, questionou um lance de possível pênalti por toque no braço e pediu mais transparência na utilização do impedimento semiautomático.

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Boto iniciou a manifestação afirmando que não atribui os problemas da arbitragem aos árbitros, mas à falta de uniformidade nas decisões. Além disso, o dirigente citou a participação de árbitros brasileiros na Copa do Mundo para defender que, em competições internacionais, os critérios são mais claros.

— Boa noite. Pediram-me para falar aqui um pouco da arbitragem, em relação ao jogo de ontem, em relação a algumas coisas. Dizer que, primeiro, eu não acho os árbitros brasileiros que sejam maus. Acho que o grande problema do Brasil é a falta de critério. Nós tivemos agora no Mundial o Rafael Claus, o Wilton e o… e tiveram boas atuações porque aí os critérios são claros. Como vimos, por exemplo, uma falta em que aqui no Brasil deu a expulsão do Carrascal, no Mundial nem sequer falta é. É esse o critério. Se o critério é diferente aqui no Brasil, tem que ser sempre o mesmo — iniciou o dirigente.

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Na reta final da partida, Arrascaeta tentou invadir a área, mas a bola foi bloqueada por Wendell. Os jogadores do Flamengo se desesperaram pedindo pênalti, mas Daronco alegou que o braço estava colado ao corpo. Ao abordar o lance, Boto afirmou entender que houve infração e criticou o posicionamento da Comissão de Arbitragem. O diretor disse ter consultado árbitros de outros países sobre o lance e reiterou sua interpretação.

— Em relação ao jogo de ontem, há duas coisas. A primeira é ser claro se a utilização do braço ostensivamente, mesmo que o braço esteja perto do corpo, ostensivamente para tirar vantagem, é falta ou não é falta. E vir a Comissão de Arbitragem da CBF dizer que não é falta, e não é falta em nenhum estado do Brasil, não é falta em nenhuma parte do campo, pode-se fazer gols com o braço assim? — questionou o português.

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— Porque aquilo que se passou ontem, na minha ótica, e já perguntei até a alguns árbitros amigos que tenho por esse mundo fora, aquilo é pênalti, porque ele tira vantagem da utilização do braço, apesar do braço estar quase junto ao corpo. Mas é clara a intenção dele de desviar a bola e a trajetória da bola com o braço, e não com outra parte do corpo que ia jogar. E o braço, que eu saiba, não é jogável — seguiu o diretor do Flamengo.

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