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Corinthians: saída da Esportes da Sorte pode custar mais que Yuri Alberto e Bidon

Clube pode deixar de receber R$ 450 milhões em valores fixos até o fim do vínculo

PorGuilherme Lesnok•São Paulo (SP)
27/09/2026 19:32
Yuri Alberto e Breno Bidon durante partida pelo Corinthians.
Yuri Alberto e Breno Bidon durante partida pelo Corinthians (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

A possível perda do patrocínio da Esportes da Sorte pode custar ao Corinthians mais do que os valores de mercado do atacante Yuri Alberto e do meia Breno Bidon somados. A medida provisória assinada pelo governo federal na sexta-feira (25) proibiu a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil, atingindo também a exposição das marcas do setor no esporte.

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O Corinthians tem contrato com a Esportes da Sorte até o fim de 2029. O acordo prevê R$ 150 milhões fixos por ano, além de R$ 10 milhões destinados a ativações de marketing e outros mecanismos de performance. 

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Considerando apenas os valores fixos da negociação com a Esportes da Sorte, sem contar bonificações e outros mecanismos de performance, o clube pode deixar de receber R$ 450 milhões até o fim do vínculo, previsto para 2029.

Para efeito de comparação, Yuri Alberto tem valor de mercado de R$ 136 milhões, segundo o Transfermarkt. Já Breno Bidon também aparece avaliado em R$ 150 milhões. Ambos são os maiores ativos do clube.

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Dessa forma, os dois jogadores somam R$ 286 milhões em valor de mercado, montante inferior aos R$ 450 milhões que o Corinthians pode deixar de receber em valores fixos com o fim da parceria com a Esportes da Sorte.

Osmar Stabile, presidente do Corinthians, durante treino do Corinthians
Osmar Stabile, presidente do Corinthians (Foto: Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians)

Corinthians em crise financeira

A decisão vem em um momento delicado financeiramente para o clube. O Corinthians enfrenta três transfer bans na Fifa e busca alternativas para equilibrar as contas. O clube quitou o pagamento referente a uma quarta punição, no valor de US$ 225 mil (cerca de R$ 1,15 milhão na cotação atual), relacionada a uma multa disciplinar, mas ainda está longe de resolver todas as pendências.

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O clube foi condenado pela Fifa a pagar US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 8 milhões) ao Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela contratação do volante José Martínez. A dívida resultou em um dos quatro transfer bans impostos ao Corinthians, que está impedido de registrar novos jogadores.

Outra punição ocorreu em razão do atraso no pagamento de R$ 8 milhões à CBF, referentes à quinta parcela de um acordo firmado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

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O transfer ban mais recente do Corinthians envolve a contratação do volante Charles, realizada em 2024, na gestão do ex-presidente Augusto Melo. O clube foi notificado pela Fifa em 20 de julho após uma dívida com o Midtjylland, da Dinamarca. O Timão acertou a compra do jogador por 1,6 milhão de euros, com pagamento dividido em três parcelas, mas deixou de quitar a última, no valor de 800 mil euros, cujo vencimento ocorreu em março de 2025. Diante do atraso, o clube dinamarquês acionou a entidade máxima do futebol.

Além disso, o Corinthians atrasou o pagamento dos salários dos atletas, mas conseguiu regularizar a situação posteriormente. O clube, porém, ainda possui pendências relacionadas aos direitos de imagem, férias e premiações. A equipe de futebol feminino também enfrentou problemas de pagamentos, mas hoje tem os valores em dia.

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Transfer ban no Corinthians

  1. Fifa: dívida com o Philadelphia Union pela contratação de José Martínez; ❌ (Em aberto)
  2. Fifa: não pagamento de débito com o Midtjylland pela compra do volante Charles; ❌ (Em aberto)
  3. Fifa: multa pelo atraso no pagamento de José Martínez, Charles e Talles Magno; ✅ (Pago)
  4. CBF: atraso no pagamento da parcela de acordo firmado na CNRD; ❌ (Em aberto)
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