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Corinthians deve deixar de ganhar valor milionário com fim das bets

Nova medida do governo federal pode afetar principal fonte de receita do clube

PorGuilherme Lesnok•São Paulo (SP)
26/09/2026 11:55
Camisa do Corinthians na Neo Química Arena
Corinthians pode ter impacto financeiro após decisão do governo federal (Foto: Fernando Bueno/Corinthians)

O Corinthians vive um momento de apreensão após a decisão do governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que determinou o fim da oferta, intermediação e publicidade de apostas no Brasil, incluindo os patrocínios esportivos.

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Em fevereiro deste ano, o Timão anunciou a renovação de contrato com a Esportes da Sorte, principal patrocinador do clube, até o fim de 2029. O novo vínculo reposicionou a parceria em uma nova faixa de investimento, estimada em R$ 150 milhões por ano, além de R$ 10 milhões destinados a ativações de marketing e outros mecanismos de performance previstos em cláusulas contratuais.

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Considerando as metas estabelecidas no acordo, os mecanismos de performance podem elevar o valor total da parceria para mais de R$ 200 milhões por ano. Os montantes, no entanto, estão condicionados ao cumprimento das cláusulas previstas no contrato entre as partes.

O Lance! apurou que, especificamente em 2026, os valores previstos são diferentes. O Corinthians vem recebendo R$ 160 milhões de forma fixa, quantia que é diluída em dez parcelas ao longo da temporada.

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Considerando apenas os valores fixos da negociação, sem contar bonificações e outros mecanismos de performance, cerca de R$ 450 milhões estão previstos no contrato até o fim do vínculo. Com a decisão do governo federal, esse montante pode deixar de entrar nos cofres do Corinthians.

Parque São Jorge, sede do Corinthians
Parque São Jorge, sede do Corinthians (Foto: Guilherme Lesnok/ Lance!)

Corinthians em crise financeira

A decisão vem em um momento delicado financeiramente para o clube. O Corinthians enfrenta três transfer bans na Fifa e busca alternativas para equilibrar as contas. O clube quitou o pagamento referente a uma quarta punição, no valor de US$ 225 mil (cerca de R$ 1,15 milhão na cotação atual), relacionada a uma multa disciplinar, mas ainda está longe de resolver todas as pendências.

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O clube foi condenado pela Fifa a pagar US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 8 milhões) ao Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela contratação do volante José Martínez. A dívida resultou em um dos quatro transfer bans impostos ao Corinthians, que está impedido de registrar novos jogadores.

Outra punição ocorreu em razão do atraso no pagamento de R$ 8 milhões à CBF, referentes à quinta parcela de um acordo firmado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

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O transfer ban mais recente do Corinthians envolve a contratação do volante Charles, realizada em 2024, na gestão do ex-presidente Augusto Melo. O clube foi notificado pela Fifa em 20 de julho após uma dívida com o Midtjylland, da Dinamarca. O Timão acertou a compra do jogador por 1,6 milhão de euros, com pagamento dividido em três parcelas, mas deixou de quitar a última, no valor de 800 mil euros, cujo vencimento ocorreu em março de 2025. Diante do atraso, o clube dinamarquês acionou a entidade máxima do futebol.

Além disso, o Corinthians atrasou o pagamento dos salários dos atletas, mas conseguiu regularizar a situação posteriormente. O clube, porém, ainda possui pendências relacionadas aos direitos de imagem, férias e premiações. A equipe de futebol feminino também enfrentou problemas de pagamentos, mas hoje tem os valores em dia.

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Transfer ban no Corinthians

  1. Fifa: dívida com o Philadelphia Union pela contratação de José Martínez; ❌ (Em aberto)
  2. Fifa: não pagamento de débito com o Midtjylland pela compra do volante Charles; ❌ (Em aberto)
  3. Fifa: multa pelo atraso no pagamento de José Martínez, Charles e Talles Magno; ✅ (Pago)
  4. CBF: atraso no pagamento da parcela de acordo firmado na CNRD; ❌ (Em aberto)
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