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Governo federal anuncia proibição total de bets no Brasil

Pacote de medidas envolve veto a novas apostas, publicidade aos clubes e proposta de pena de prisão

PorMarcelo Bertoldo•Rio de Janeiro (RJ)
25/09/2026 18:48
•Atualizado há 0 minutos
Lula diz que vai acabar com bets no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o fim da operação das bets no país

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (25), em São Paulo, a proibição total, via Medida Provisória, de apostas online e o patrocínio de bets e casas de apostas no futebol brasileiro. A discussão ganhou força este mês e provocou reação imediata de clubes e federações, além de muitas das 84 empresas licenciadas que operam 193 marcas.

- A partir desta sexta-feira, não se pode colocar mais dinheiro nos sites de apostas do país. Os sites ficarão disponíveis para as pessoas, para os apostadores, fazerem o resgate do saldo remanescente até as 23h59 do dia 5 de outubro - disse Dario Durigan, ministro da Fazenda.

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➡️ 'Fim do futebol': clubes da Série A defendem mercado regulado de bets no Brasil

O movimento do governo federal é acompanhado de perto e com preocupação por dirigentes de futebol e investidores do setor, que despejaram R$ 1,03 bilhão em receitas comerciais apenas na Série A do Campeonato Brasileiro — um crescimento de 67% em comparação ao ano anterior.

Martheus Pereira e Lucas Paquetá em ação no duelo entre Flamengo e Corinthians
Flamengo e Corinthians exibem casas de apostas como principal patrocinadora de seus uniformes (Foto: Rudy Trindade/Themapress/Folhapress)

Bets viram principal fonte de receita dos clubes brasileiros

Hoje, dos 20 clubes da elite, 14 exibem marcas de bets como patrocinadoras master na área mais nobre de suas camisas: Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Remo, Santos, São Paulo, Vasco e Vitória. O Red Bull Bragantino possui patrocínio de bets, mas não como o principal exibido no uniforme.

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Com o mercado em expansão e mais de nove milhões de apostadores ativos, o segmento de apostas esportivas virou a principal fonte individual de receita de marketing para os grandes clubes, correspondendo a mais de um terço de tudo o que é arrecadado com patrocínios e ações de mercado. A iniciativa do Executivo gerou reação coletiva dos clubes.

Além da MP, Lula vai propor um projeto de lei, a ser apreciado pelo Congresso Nacional, com pena de quatro a seis anos de prisão e multa para quem explorar ou operar bets no Brasil. Do lado das empresas responsáveis pelas plataformas eletrônicas de apostas, a tendência é que a disputa, que envolve bilhões de reais, seja judicializada após a proibição, com exigência de devolução das outorgas pagas e ressarcimento dos valores investidos pelas empresas.

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As empresas autorizadas a operar pelo Ministério da Fazenda pagaram R$ 30 milhões por outorga para a exploração do mercado pelo prazo de cinco anos.

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