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Corinthians atrasa três parcelas de acordo bilionário com a União

Clube deixou de quitar três prestações previstas no cronograma

PorGuilherme Lesnok•São Paulo (SP)
24/09/2026 17:50
Osmar Stabile na Neo Química Arena
Osmar Stabile, presidente do Corinthians (Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Folhapress)

O Corinthians foi notificado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) pelo não pagamento de três parcelas de um acordo firmado em fevereiro deste ano para quitar uma dívida bilionária acumulada ao longo de 20 anos. A informação foi inicialmente divulgada pelo Ge e confirmada pelo Lance!.

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O Timão cumpriu, inicialmente, com as quatro primeiras prestações, referentes aos meses de fevereiro, março, abril e maio. As parcelas de junho, julho e agosto, porém, não foram pagas dentro do prazo previsto no acordo.

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A inadimplência soma R$ 20,494 milhões. O débito faz parte da negociação firmada pelo Corinthians com a Fazenda Nacional para regularizar as pendências acumuladas ao longo das últimas duas décadas.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que o clube já mantém contato com a Fazenda Nacional para tratar da situação. Segundo o posicionamento, as conversas estão em andamento e a diretoria trabalha para solucionar a pendência o quanto antes.

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Parque São Jorge, sede do Corinthians
Parque São Jorge, sede do Corinthians (Foto: Guilherme Lesnok/ Lance!)

Acordo reúne débitos tributários, previdenciários e de FGTS

O acordo firmado em fevereiro reúne pendências de diferentes categorias, sendo aproximadamente R$ 1 bilhão em tributos não previdenciários, cerca de R$ 200 milhões em débitos relacionados à Previdência Social e outros R$ 15 milhões vinculados ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A proposta foi apresentada em 2024 e, após um período de "negociações intensas", como definiu a PGFN, as partes chegaram a um entendimento que engloba todo o passivo do clube com a União.

Pelo acordo, o Corinthians desembolsará R$ 679 milhões em recursos próprios após obter redução de 46,6% sobre encargos, multas e juros, percentual inferior ao limite máximo previsto na legislação. O pagamento será feito de forma parcelada, com prazo maior para as obrigações não previdenciárias e menor para as previdenciárias, estabelecendo cronogramas específicos para a quitação dos compromissos tributários.

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Para as pendências relacionadas ao FGTS, o Corinthians aderiu ao modelo disponibilizado pela Caixa Econômica Federal, que prevê redução superior a 30% do valor devido e parcelamento em até 60 vezes. Já no caso das contribuições sociais previstas na Lei Complementar nº 110, de 2001, ficou definido o pagamento integral em parcela única, com abatimento de 70% sobre os encargos.

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