Jornais internacionais repercutem título da Espanha e vice da Argentina
Copa do Mundo foi decidida no segundo tempo da prorrogação

A vitória da Espanha por 1 a 0 sobre a Argentina, neste domingo (19), repercutiu de maneiras similares nos principais jornais dos dois países. A imprensa espanhola celebrou o segundo título mundial e exaltou a superioridade da equipe de Luis de la Fuente; os veículos argentinos reconheceram a superioridade do adversário, mas valorizaram a resistência da seleção de Lionel Scaloni.
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Ferran Torres marcou o único gol da final aos 106 minutos, já na prorrogação. A Argentina disputou a prorrogação com um jogador a menos desde a expulsão de Enzo Fernández, que recebeu o segundo cartão amarelo aos 93.

Marca chama Espanha de 'reis de todos os tempos'
O jornal "Marca" abriu a cobertura com a manchete: "Os reis de todos os tempos!". O veículo classificou a conquista como uma das mais importantes da história do futebol espanhol e destacou o trabalho coletivo da seleção.
Na avaliação do diário, a Espanha foi a única equipe realmente interessada em propor o jogo durante boa parte da decisão. O "Marca" criticou a postura argentina, marcada por faltas, reclamações e tentativas de quebrar o ritmo da partida.
O jornal colocou Ferran Torres no "panteão dos heróis" espanhóis pelo gol do título e também exaltou o técnico Luis de la Fuente, apontado como um dos principais responsáveis pela construção de uma equipe sem dependência excessiva de individualidades. O zagueiro Pau Cubarsí também recebeu elogios pela segurança apresentada diante de Messi e Julián Álvarez.
AS compara título ao Mundial de 2010
O "AS" estampou a manchete "Como na primeira vez", em referência ao título conquistado pela Espanha em 2010. Assim como Andrés Iniesta havia decidido a final contra a Holanda na prorrogação, Ferran Torres apareceu no tempo extra para garantir a segunda estrela.
O jornal destacou a ampla superioridade espanhola nos números. A Espanha terminou a partida com 20 finalizações, enquanto a Argentina tentou apenas duas. Segundo o veículo, a seleção sul-americana não realizou nenhum chute durante os 90 minutos regulamentares.
Emiliano Martínez foi apontado como o principal responsável por manter a Argentina viva na decisão. O goleiro realizou 11 defesas, a maior marca registrada em uma final de Copa do Mundo desde 1966. O "AS" também ressaltou outros números da campanha espanhola: apenas um gol sofrido em oito jogos e uma sequência de 38 partidas sem derrotas.
— Foi bonito e justo. O contrário teria sido premiar quem foi a Nova Jersey mais disposto a destruir do que a construir — escreveu o jornal.

Olé valoriza resistência argentina
Na Argentina, o "Olé" adotou um tom de reconhecimento ao campeão, mas também destacou o esforço da equipe de Scaloni. A manchete foi: "Argentina deixou tudo e caiu de pé: Espanha, merecida campeã do Mundial de 2026".
O diário considerou a Espanha superior durante a maior parte da final e afirmou que a seleção de De la Fuente controlou o jogo, criou as principais oportunidades e chegou ao título com mais argumentos. Ao mesmo tempo, o "Olé" valorizou a capacidade de resistência argentina, especialmente depois da expulsão de Enzo Fernández. A equipe passou toda a prorrogação com um jogador a menos, sofreu o gol aos 106 minutos e ainda teve uma última oportunidade com Giuliano Simeone, que finalizou por cima.
Dibu Martínez foi apontado como o melhor jogador argentino na decisão. Segundo o jornal, o goleiro fez sua principal atuação na Copa e adiou o gol espanhol em diversas oportunidades.
— A Espanha encerraria a história com bom futebol, troca de passes, circulação, precisão e mais argumentos do que a Argentina — resumiu o veículo.

Clarín reconhece domínio da Espanha
O "Clarín" também reconheceu a superioridade espanhola. Na chamada principal, o jornal destacou que a Argentina perdeu na prorrogação para uma seleção que foi melhor ao longo da partida e conquistou o mundo pela segunda vez.
A imagem principal da página mostrava Messi sentado no gramado após o apito final. O capitão argentino deixou o campo chorando e recebeu a medalha de vice-campeão depois de não conseguir defender o título conquistado em 2022.

Superioridade espanhola é ponto comum
Apesar das diferenças de tom, os jornais espanhóis e argentinos concordaram em um aspecto: a Espanha foi superior na decisão.
A Fúria controlou a posse, pressionou a saída argentina e criou as principais oportunidades. A Argentina tentou levar o confronto para um cenário mais físico e permaneceu viva graças às defesas de Emiliano Martínez, mas praticamente não ameaçou Unai Simón.

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