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Argentina se acovarda e finaliza apenas duas vezes na decisão da Copa do Mundo

Albiceleste não faz seu jogo e é dominada pela Espanha

PorJoão BrandãoRio de Janeiro (RJ)
19/07/2026 19:50
Atualizado há 12 horas
Messi passa pelo troféu da Copa do Mundo após derrota da Argentina para a Espanha na decisão
Messi passa pelo troféu da Copa do Mundo após derrota da Argentina para a Espanha na decisão (Foto: Odd Andersen/AFP)

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Na decisão da Copa do Mundo, a Argentina não conseguiu desenvolver seu jogo e se acovardou diante de uma Espanha que se impôs em campo. Em 105 minutos, a Albiceleste não finalizou na partida e acordou somente quando se viu atrás do placar.

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Na etapa inicial, a Argentina viu a Espanha vencer o jogo de posse de bola e controlar o meio de campo, embora a Fúria não tenha conseguido criar grandes chances. E no segundo tempo, a equipe de Lionel Scaloni se viu contra as cordas e fazendo de tudo para seguir viva, mas nada para vencer.

Nesse duelo de ataque contra defesa, a Argentina não conseguia nem acionar sua principal válvula de escape: Lionel Messi. O camisa 10 teve 54 ações com a bola e buscou apenas 35 passes para seus companheiros.

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Contra a Inglaterra, Messi teve 96 ações com a bola e tentou 54 passes. Contra a Suíça, Messi teve 101 ações com a bola e tentou 69 passes. Contra o Egito, Messi teve 91 ações com a bola e tentou 50 passes. São números que exemplificam a queda no rendimento do protagonista da Argentina, que foi anulado durante quase os 120 minutos da final da Copa do Mundo.

Nos acréscimos da etapa final, Enzo Fernández deixou a Argentina na mão com uma falta desnecessária no campo de ataque no zagueiro espanhol Pau Cubarsí. O meia do Chelsea recebeu o segundo amarelo e foi para o vestiário quando o duelo se encaminhava para a prorrogação.

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No tempo extra, Scaloni colocou Senesi no lugar de Julián Álvarez para ganhar estatura na defesa e deixou claro que o objetivo era levar o confronto para a decisão nos pênaltis. No entanto, Ferran Torres estufou as redes com menos de um minuto do segundo tempo da prorrogação e colocou água no chope da Argentina.

Nesse momento, a Argentina acordou para o jogo e chegou até a assustar a Espanha, embora tenha deixado muito a desejar nos primeiros 105 minutos. Em uma chance, Messi soltou uma bomba de fora da área e acertou a cabeça de Mikel Merino. E em uma cobrança de escanteio do camisa 10, Simeone teve a oportunidade do empate após um desvio na primeira trave, mas o chute saiu por cima do gol de Unai Simón. E embora não haja justiça no futebol, esse gol seria uma injustiça.

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Se no campo a Argentina perdeu apenas por 1 a 0 para a Espanha, a Albiceleste foi goleada nas estatísticas. A Fúria finalizou 20 vezes, e Dibu Martínez fez incríveis 11 defesas para tentar levar os sul-americanos o mais longe possível. E foi de longe o melhor jogador da equipe de Lionel Scaloni no jogo, que teve Julián Álvarez, Mac Allister, Enzo Fernández e De Paul apagados.

Dibu Martínez faz uma de suas 11 defesas na derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa
Dibu Martínez faz uma de suas 11 defesas na derrota da Argentina para a Espanha na final da Copa (Foto: Patricia De Melo Moreira/AFP)

Argentina sofre com desgaste físico e perde mudanças

Na decisão da Copa do Mundo, a Argentina também sofreu com o desgaste físico de um torneio muito exigente. No final do primeiro tempo, Lisandro Martínez caiu no gramado com um problema na coxa e precisou dar lugar a Otamendi após grandes desempenhos nos sete jogo anteriores.

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No segundo tempo, Cuti Romero pediu para deixar o jogo na pausa para a hidratação, e Scaloni optou pela entrada de Facundo Medina. E dessa forma, o treinador perdeu duas possibilidades de mudanças táticas, além de uma dupla de defesa de confiança e que fez um trabalho consistente na etapa inicial.

Na etapa final, a Espanha finalizou 12 vezes na partida, sendo seis após a saída de Cuti Romero, que deixou o gramado aos 25 minutos do segundo tempo. Números que mostram como a Argentina sofreu sem a presença de sua dupla de zaga titular na final da Copa do Mundo.

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Aposta de Lionel Scaloni não dá certo no início do jogo

Uma das apostas de Lionel Scaloni foi a entrada de Nico González como titular, mas o camisa 15 não justificou sua entrada. O atacante não conseguiu desenvolver nada ofensivamente, embora tenha contribuído no momento defensivo para conter as subidas de Pedro Porro.

No intervalo, Scaloni colocou Leandro Paredes no lugar de Nico González para tentar ganhar o jogo no meio de campo. No entanto, o volante recebeu um cartão amarelo com apenas seis minutos do segundo tempo e não conseguiu desenvolver seu jogo, além de comprometer a equipe estando pendurado desde o início de sua entrada.

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