Gabriel Carneiro
17/10/2016
18:19
São Paulo (SP)

Guilherme está animado. Desde que se recuperou de uma sequência de lesões que o afastou por mais de um mês do Corinthians, ele atuou em duas partidas, fez um gol e deu duas assistências. O momento é bom, mas a esperança é de tempos ainda melhores, a começar pelo duelo desta quarta-feira, contra o Cruzeiro, pela volta das quartas de final da Copa do Brasil. Será a segunda partida sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira, técnico cuja contratação empolgou o camisa 10 do Timão para a sequência do ano.

- No primeiro papo com o Oswaldo ficou bem clara a empolgação, o ânimo, a alegria dele de poder retornar ao clube, de demonstrar o sentimento dele, então foi muita vibração nesses dias. E de uma certa forma fazer com que a gente entenda a grandeza do clube, o que é vestir a camisa. A gente tem essa noção, mas vindo de um campeão pelo clube, com a história dele no futebol, idade, experiência, para a gente que é mais novo ver ele com essa trajetória voltar ao clube com tanta animação e entusiasmo faz contagiar. Isso tem dado bons frutos já - diz Guilherme, que participou da estreia de Oswaldo atuando como falco 9 e deu assistências para os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre o América-MG, no Brasileirão.

A relação de Guilherme com Oswaldo, aliás, não é de hoje. O atual camisa 10 do Corinthians é jogador profissional há dez anos e a primeira vez em que foi relacionado para uma partida oficial foi pelas mãos do treinador, no Cruzeiro de 2006. Justamente em um jogo contra o Corinthians no Pacaembu, Oswaldo deu a primeira vivência profissional ao garoto, que no ano seguinte brilharia na Copa São Paulo de Juniores e em seguida iniciaria a trajetória de vez, com passagens por quatro clubes e três países antes da chegada ao Parque São Jorge.

As lembranças de dez anos atrás são o que alimentam Guilherme no sonho de deixar um "legado" ao Corinthians. Contratado no início da temporada após curta passagem pela Turquia, o camisa 10 soma 39 jogos pelo clube até o momento, com quatro gols e seis assistências nos scouts. Ele quer mais.

- Em 2006, a primeira vez que viajei para jogar no profissional foi com Oswaldo, foi contra o Corinthians, no Pacaembu. Quando eu vi tanta estrutura, movimentação, loucura de torcedor... Esse jogo nós perdemos, e isso despertou algo diferente de poder um dia ter esse prazer de jogar no Corinthians. Não queria sair do futebol sem vestir essa camisa. E quando eu falo em fazer mais é jogar mais, deixar um legado, um título importante (...) Talvez agora eu tenha me estabilizado no clube, na torcida, com a cidade e tudo que está em volta do futebol. Por isso acho que podemos deixar um legado mais positivo. É um ano de muitas mudanças, mas mesmo que o ano não acabe como queria, posso iniciar agora o que espero para o ano que vem. Os dias que passei lesionado refleti muito, pensando em fazer o máximo - diz.

JÔ? BEM-VINDO! - Companheiro de Jô no Atlético-MG campeão da Libertadores de 2013, Guilherme está na torcida pela contratação do atacante. Após saída do futebol chinês, o jogador revelado no próprio Timão está em negociação com o clube para a próxima temporada.

- Ele (Jô) pode acrescentar bastante, porque é campeão, vencedor, experiência internacional. Pelo momento que vivemos é importante ter um duelo, uma briga pela camisa 9. Tem muitos fatores em que ele seria importante. Vamos esperar para ver o que acontece - torce o ex-companheiro.