Garro volta a marcar gol pelo Corinthians e cresce em semana decisiva de Libertadores
Meia chega ao duelo contra o Rosario Central como principal referência técnica do sistema ofensivo corintiano

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O Corinthians entra em campo diante do Rosario Central na quinta-feira (13), na Argentina, pelas oitavas de final da Libertadores. O Timão vem de uma eliminação para o Internacional na Copa do Brasil e inicia a caminhada no mata-mata continental com o objetivo de superar a queda precoce na última semana. Contra o RB Bragantino, fora de casa, pelo Brasileirão, venceu por 2 a 0, sinal positivo para o elenco de Fernando Diniz, em especial para o camisa 8 e referência técnica do time, Rodrigo Garro.
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O meia argentino chega ao duelo contra em Rosario como a principal esperança técnica do time no sistema ofensivo, principalmente diante da lesão muscular de Yuri Alberto e da ausência de Memphis Depay, que ainda não assinou a renovação e vive imbróglio com a diretoria do clube para cumprir os trâmites finais com o Corinthians.
Garro voltou a balançar as redes após três meses, considerando o tempo sem jogos por conta da pausa da Copa do Mundo. O último gol foi diante do Botafogo, em maio, pelo Campeonato Brasileiro, em vitória por 3 a 1 na Neo Química Arena.
O crescimento de Garro no Corinthians coincide com a chegada de Fernando Diniz ao clube. Antes da chegada do treinador, o argentino havia marcado apenas um gol e distribuído três assistências sob o comando de Dorvial Jr.
Com o atual técnico corintiano, o número de gols não é o grande diferencial do camisa 8, mas as participações diretas com assistências se tornaram fundamentais para a melhora do Timão na temporada. O meia distribuiu oito passes para gol até aqui, além de duas bolas na rede.
Contra o Rosario, Rodrigo Garro deve ter ao seu lado no meio-campo Raniele, Breno Bidon, Kaio César e mais uma peça que pode ser Allan, titular diante do RB Bragantino, ou Matheus Pereira. Carrillo e Jesse Lingard ainda surgem como opções mais ofensivas para formar o setor, mas Diniz tende a repetir a formação dos jogos contra o Inter, na Copa do Brasil, e em Bragança Paulista.
O sistema permite que Garro esteja mais próximo da referência na área, que deve ser novamente Pedro Raul, e passe pelos dois lados de campo, buscando associações com os homens que jogam mais aberto. Diante do Bragantino, jogo do gol do camisa 8, Breno Bidon atuou pelo lado esquerdo e Kaio César pela direita.
Nos recortes pré e pós disputa da Copa do Mundo, Garro consegue manter algumas estatísticas bem parecidas, como a média de passes curtos por jogo, de 28,4 passes para 25, e de passes decisivos, uma melhora de 2 por partida para 2,2. Nas bolas longas, uma queda de 64% para 44% nos acertos. As informações são da plataforma Sofascore.
Números de Rodrigo Garro em 2026
Números totais
- 38 jogos (28 titular)
- 3 gols
- 11 assistências
- 79% de acerto no passe
- 28.0 passes certos por jogo
- 2.0 passes decisivos por jogo
- 18 grandes chances criadas
- 62% de acerto nas bolas longas
- 48% de eficiência nos dribles
- 2.3 bolas recuperadas por jogo
- Nota Sofascore 7.00
Pré-Copa do Mundo
- 33 jogos (24 titular)
- 2 gols
- 11 assistências
- 79% de acerto no passe
- 28.4 passes certos por jogo
- 2.0 passes decisivos por jogo
- 16 grandes chances criadas
- 64% de acerto nas bolas longas
- 50% de eficiência nos dribles
- 2.3 bolas recuperadas por jogo
- Nota Sofascore 7.02
Pós-Copa do Mundo
- 5 jogos (4 titular)
- 1 gol
- 84% de acerto no passe
- 25.2 passes certos por jogo
- 2.2 passes decisivos por jogo
- 2 grandes chances criadas
- 44% de acerto nas bolas longas
- 33% de eficiência nos dribles
- 2.4 bolas recuperadas por jogo
- Nota Sofascore 6.88

Confiança do sistema defensivo
Se no ataque Rodrigo Garro chega como a principal referência, na defesa o alvinegro também precisará mostrar consistência para suportar a pressão da torcida rival. Após o confronto com o RB Bragantino, o zagueiro Gustavo Henrique destacou a importância do confronto para a temporada do Corinthians e afirmou que o objetivo é dar pouco espaço para as investidas ofensivas do Rosario Central.
— A gente joga para isso, defender bem, para que, quando a gente tenha a bola, a gente agrida o adversário. Mas, sem a bola, a gente sabe que tem um trabalho coletivo a se fazer. Acho que o mais importante é que os adversários tenham muito poucas jogadas. E quanto mais a gente estiver focado, mais trabalhado, acho que as nossas chances de ganhar vão ser muito grandes — analisou Gustavo Henrique.
O defensor também opinou sobre a vantagem de decidir o segundo jogo em casa, na Neo Química, e que a vantagem foi construída desde a fase de grupos, quando o Corinthians superou um grupo com rivais fortes e terminou na primeira colocação da chave.
— O momento ia chegar, a gente conseguiu o nosso principal objetivo, que era a classificação, conseguimos classificar em primeiro, e agora são as fases decisivas. Então o grupo está se preparando cada vez mais, vai ser um jogo muito difícil. E a gente está se preparando cada vez mais para a gente ir lá fazer grandes jogos e na nossa casa também, fazer grandes jogos para que a gente passe de fase — completou.
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