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Opinião: vaga nas Olimpíadas 'lava alma' da Seleção Brasileira de vôlei

Equipe de Bernardinho superou pressão, críticas e ataques infundados para conquistar, em casa, a classificação para LA 2028

PorGuilherme VeigaRio de Janeiro (RJ)
22/09/2026 06:15

Supervisionado porThiago Fernandes,
Fernando Cachopa, de boca aberta, reage em Brasil x Argentina pelo Sul-Americano masculino de vôlei
Fernando Cachopa reage em Brasil x Argentina pelo Sul-Americano (Foto: Maurício Val e Dhavid Normando/CBV)

A Seleção Brasileira masculina de vôlei passou por maus bocados até a classificação antecipada para Los Angeles 2028, confirmada no último domingo (20), com a vitória sobre a Argentina no Sul-Americano. Críticas pelo desempenho ruim e até mesmo ataques preconceituosos marcaram a trajetória rumo ao principal objetivo do ano, que, agora concretizado, dá aos jogadores um respiro para a sequência do ciclo olímpico.

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Pressão por vaga olímpica passa por movimento de ódio

A temporada não começou como se gostaria, mas como a última havia terminado. Foram duas eliminações em sequência, na fase de grupos do Campeonato Mundial de 2025 e na classificatória da Liga das Nações (VNL) deste ano, ambas sem precedentes na história do vôlei masculino brasileiro. As campanhas consideradas vexatórias abriram margem para questionamentos sobre performance, postura e dedicação dos atletas. Afinal, o torcedor se acostumou a ver a Seleção empilhar troféus e medalhas de ouro, principalmente entre os anos 2000 e 2010, e queria que o time atual fizesse jus ao peso da camisa.

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Os comentários pararam de fazer sentido quando ganharam um tom mais agressivo. Correntes de ódio, boa parte delas baseada na homofobia, surgiram nas redes sociais com o intuito de ofender os atletas, usando como pano de fundo os resultados negativos. No caso dos ataques homofóbicos, os insultos eram direcionados a Adriano, Maique, Douglas Pureza e Douglas Souza, os quatro jogadores assumidamente homossexuais da equipe.

Maracanãzinho: o palco da redenção

Foi nesse contexto de pressão por resultados melhores, somado às opiniões vindas de todos os cantos e aos insultos homofóbicos disfarçados de críticas, que os comandados de Bernardinho partiram para o Sul-Americano. Disputar um Pré-Olímpico no Rio de Janeiro era a chance perfeita de se redimir diante da verdadeira torcida brasileira, aquela que cobra, mas incentiva como ninguém. Também poderia ser o ponto de virada para jovens talentos, que ainda precisavam de confiança e tempo de quadra para, enfim, desabrochar na Seleção.

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No fim, os torcedores foram ao Maracanãzinho e acompanharam o Brasil da estreia contra o Chile à "final" contra a Argentina. O apoio incansável dos "vôleifãs" contribuiu para a campanha invicta, de cinco vitórias e sem nenhum set perdido, e a tão sonhada redenção de um grupo desacreditado.

Abraçados, Cachopa, Adriano, Flávio e Darlan apontam para Judson, de costas, durante comemoração em jogo da Seleção Brasileira no Sul-Americano masculino de vôlei
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Próximos passos da Seleção Brasileira

Superado o ano conturbado, o vôlei masculino brasileiro tem seu espaço assegurado nos Jogos Olímpicos com dois anos de antecedência. O período será de extrema importância para Bernardinho seguir com o plano de renovação, promovendo testes e dando rodagem internacional aos mais jovens nas próximas competições.

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O vôlei de seleções será retomado em 2027. Na próxima temporada, o Brasil terá dois compromissos: Liga das Nações, em junho, e Copa do Mundo, em setembro.

Campanha do Brasil no Sul-Americano masculino de vôlei

  1. Brasil 3 x 0 Chile (25/23, 25/16 e 25/21)
  2. Brasil 3 x 0 Bolívia (25/18, 25/13 e 25/16)
  3. Brasil 3 x 0 Colômbia (25/23, 25/14 e 25/16)
  4. Brasil 3 x 0 Venezuela (25/19, 25/14 e 25/19)
  5. Brasil 3 x 0 Argentina (25/20, 25/23 e 25/20)

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