Brasil desafia força ofensiva da Turquia para buscar título inédito da VNL

Seleção feminina entra em quadra novamente neste domingo (26) pela final da Liga das Nações

PorJoanna ColaçoRio de Janeiro (RJ)
25/07/2026 14:43
Atualizado há 0 minutos

Supervisionado porThiago Fernandes,
De uniforme azul, jogadoras da Seleção Brasileira de vôlei comemoram vitória sobre o Japão nas quartas de final da VNL
Seleção Brasileira comemora vitória sobre o Japão nas quartas de final da VNL 2026 (Foto: Volleyball World)

Depois de derrubar a principal favorita ao título, a Itália, o Brasil terá mais um desafio de alto nível na decisão da Liga das Nações Feminina de Vôlei (VNL). Neste domingo (26), a seleção comandada por José Roberto Guimarães enfrenta a Turquia em busca da conquista inédita da competição. Se a vitória sobre a Itália foi construída pela força coletiva e pela eficiência do sistema defensivo, a final exigirá atenção redobrada ao principal trunfo das adversárias: o poder ofensivo.

Liderada por Melissa Vargas, a Turquia chega à decisão embalada por uma crescente durante a competição. Campeã da VNL em 2023, a equipe terminou a fase classificatória na quarta colocação, eliminou o Canadá nas quartas de final e passou pela China sem perder sets na semifinal. Os números ajudam a explicar por que o ataque turco será o principal desafio brasileiro.

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Ataque cresceu na reta decisiva

Depois de oscilar na primeira semana da VNL, a Turquia encontrou regularidade justamente no momento mais importante da competição. Na derrota para os Países Baixos, a equipe registrou apenas 15% de eficiência ofensiva, enquanto diante da Itália chegou a 24%. A partir da segunda etapa, porém, o rendimento mudou completamente.

Contra a Bélgica, alcançou 52% de eficiência no ataque, o maior índice registrado pela equipe durante a competição. O bom momento continuou na reta final, com 45% diante do Canadá, nas quartas de final, e 41% contra a China, na semifinal.

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Grande parte dessa evolução passa por Vargas. A oposta chega à decisão como segunda maior pontuadora da VNL, com 260 pontos, além de ser a segunda melhor atacante e a terceira melhor sacadora do torneio. Neutralizar Vargas será uma das principais missões do bloqueio brasileiro.

➡️Atuação de Marcelle explica vitória do Brasil sobre a Itália na VNL

Melissa Vargas na classificação da Turquia para a final contra o Brasil (Foto: Volleyball World)
Melissa Vargas na classificação da Turquia para a final contra o Brasil (Foto: Volleyball World)

Recepção consistente potencializa o ataque

O desempenho ofensivo da Turquia começa antes mesmo da bola chegar às atacantes. A equipe apresenta uma das recepções mais consistentes da VNL. Foram 73% de passes positivos contra a República Dominicana e novamente 73% na semifinal diante da China. Também ultrapassou a marca de 60% contra Bulgária (66%), Alemanha (61%), China na fase classificatória (63%) e Japão (64%).

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Com a linha de passe funcionando, a levantadora Sahin consegue acelerar a distribuição e explorar todo o potencial ofensivo de Vargas, da central Zehra Günes e das ponteiras. Por isso, pressionar a recepção adversária será uma das prioridades do Brasil na decisão.

Saque não é o principal diferencial turco

O saque não tem sido a principal arma da Turquia. Em boa parte da competição, a equipe apresentou eficiência baixa ou negativa no fundamento. Contra a Itália, terminou com -6%, diante dos Estados Unidos registrou -5%, contra o Japão -12% e frente à Tailândia -4%.

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Na prática, isso mostra que a seleção comandada por Daniele Santarelli constrói suas vitórias muito mais pela qualidade da recepção, pela eficiência do ataque e pela organização do bloqueio do que pelos pontos diretos de saque.

Retrospecto recente favorece o Brasil

Apesar da força apresentada pela Turquia nesta edição da VNL, o histórico recente do confronto traz confiança para a seleção brasileira. Brasil e Turquia protagonizam uma das maiores rivalidades do vôlei feminino atual. Nos últimos 11 encontros, o Brasil venceu sete, contra quatro triunfos das turcas.

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Além disso, a equipe de José Roberto chega embalada por três vitórias consecutivas sobre a rival: na fase preliminar da VNL de 2024, na disputa da medalha de bronze dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e na primeira fase da VNL de 2025.

O equilíbrio, porém, continua sendo uma marca do confronto. Em 2023, quando conquistou seu primeiro título da Liga das Nações, a Turquia venceu os dois duelos disputados contra o Brasil, ambos por 3 sets a 0.

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Brasil chega fortalecido pela vitória sobre a Itália

Se a Turquia evoluiu ofensivamente ao longo da competição, o Brasil chega fortalecido pela atuação diante da Itália. A seleção eliminou a atual campeã olímpica, mundial e da VNL mesmo desfalcada de Julia Kudiess, Gabi Guimarães, Tainara e Nyeme. O sistema defensivo voltou a funcionar, o bloqueio cresceu nos momentos decisivos e o ataque encontrou alternativas além de Ana Cristina, com Julia Bergmann, Rosamaria, Diana e Luzia dividindo responsabilidades.

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