Sion retira recurso após vitória na justiça comum
O Sion retirou seu recurso no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) após receber a confirmação da justiça comum suíça de que poderá escalar os seis jogadores que contratou recentemente, informou o clube em seu site oficial.
O tribunal civil de Martigny emitiu seu veredicto em favor do clube no dia 27 de setembro, e a equipe suíça anunciou nesta segunda-feira que no sábado retirou sua apelação diante do TAS.
Inicialmente, o tribunal esportivo se pronunciaria ainda nesta segunda-feira sobre o litígio, que vem gerando grande repercussão no futebol europeu.
Segundo o Sion, após ouvir todas as partes, o tribunal civil confirmou o veredicto emitido no dia 27 de setembro, e responsabilizou a Federação Suíça de Futebol pelas consequências negativas envolvendo a escalação dos jogadores.
O Sion levou à justiça comum a proibição da Fifa para contratar jogadores durante duas temporadas completas e consecutivas, por conta da contratação em 2008 do goleiro egípcio El-Hadary quando ele pertencia a outro clube.
Após a denúncia do clube egípcio e a decisão judicial da Fifa, o Sion transferiu o caso ao TAS, que resolveu no dia 1º de junho de 2010 de forma desfavorável para a equipe suíça, como fez posteriormente o Tribunal Federal da Suíça.
A decisão deste tribunal, no último mês de janeiro, manteve a posição da Câmara de Resolução de Disputas da Fifa sobre as sanções esportivas impostas ao jogador e ao Sion. O goleiro teve que cumprir quatro meses sem participar de uma partida oficial e o clube um veto para fazer contratações.
Depois da disputa da fase prévia da Liga Europa entre Sion e Celtic, o time escocês denunciou o suíço por escalação indevida, já que apesar da sanção a Fifa tinha inscrito seis jogadores.
A Uefa analisou a reclamação do Celtic e decidiu dar aos escoceses a vaga do Sion na competição, o que fez com que o clube suíço denunciasse o caso a um tribunal comum de seu país que lhe deu a razão.
Os jogadores, por sua vez, levaram seus casos a uma corte civil que aceitou seus argumentos, e a mediação do TAS.
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